Celulares

Por Erick Almeida, para o TechTudo


O governo dos Estados Unidos analisa a possibilidade de utilizar dados de localização de smartphones no combate ao novo coronavírus. Segundo o relato de fontes do jornal Washington Post, autoridades americanas estariam em conversas com o Google, Facebook e outras empresas de tecnologia sobre como os dados colhidos dos cidadãos poderiam ser utilizados. A expectativa é que o recurso seja usado como forma de monitorar se as pessoas mantêm distância segura umas das outras.

Rastreador de coronavírus da Microsoft exibe notícias e vídeos relacionados ao avanço da pandemia — Foto: Reprodução/Bing Rastreador de coronavírus da Microsoft exibe notícias e vídeos relacionados ao avanço da pandemia — Foto: Reprodução/Bing

Rastreador de coronavírus da Microsoft exibe notícias e vídeos relacionados ao avanço da pandemia — Foto: Reprodução/Bing

O Facebook não confirmou se realmente está trabalhando com o governo de Donald Trump, mas apontou para utilizações prévia de dados de usuários no mapeamento de densidade populacional em pesquisas científicas.

Em declaração ao Business Insider, a líder de políticas do projeto Data for Good do Facebook, Laura McGorman, afirmou que diversas autoridades já demonstraram apoio ao desenvolvimento de mapas de prevenções de doenças. “No contexto do coronavírus, pesquisadores e iniciativas sem fins lucrativos podem utilizar os mapas, que são construídos com dados agregados e anônimos que as pessoas optam por compartilhar, para entender e combater a propagação do vírus”, disse ela.

Na terça-feira (17), o Google confirmou conversar com funcionários do governo, empresas de tecnologia e profissionais de saúde. Segundo a declaração do representante Johnny Luu ao Washington Post, a parceria não envolveria o compartilhamento de dados sobre a localização, a movimentação ou os contatos de qualquer pessoa. “Nós estamos explorando maneiras em que informações de localização agregadas anonimamente poderiam auxiliar no combate ao Covid-19. Um exemplo seria ajudar as autoridades de saúde a determinar o impacto do distanciamento social, de forma similar ao que fazemos quando mostramos horários populares em restaurantes e padrões de trânsito no Google Maps”, afirma.

A iniciativa de utilizar dados de localização faz parte de uma série de medidas adotadas pelo governo americano no combate ao Covid-19. Algumas delas, anunciadas nesta segunda-feira (16), envolvem o apelo para que os americanos evitem aglomerações de mais de dez pessoas. Além disso, houve o anúncio do plano de pagar US$ 1.000 (R$ 5.076,00 no câmbio de hoje) por pessoa nas próximas duas semanas para atenuar os efeitos da epidemia.

O governo de Israel também adotou medidas que envolvem a localização de smartphones. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou uma ordem para que a agência nacional de segurança possa rastrear os celulares de pessoas com suspeita de coronavírus. Com isto, seria possível rever o histórico de movimentação do usuário e checar com quem o paciente teve contato.

No Brasil, o Ministério da Saúde disponibilizou o aplicativo Coronavírus SUS para Android e iOS com o objetivo de conscientizar a população a respeito da epidemia. Além de informações sobre prevenção e sintomas, o aplicativo permite que o usuário obtenha a localização de unidades de saúde próximas ao seu endereço. O app será compartilhado com Argentina, Equador e Panamá para uso local.

Com informações do Washington Post, CNET e Business Insider

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