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Por Rodrigo Roddick, para o TechTudo


Uma comissão internacional que regulamenta radiofrequências observou que não há evidências que a internet 5G é prejudicial à saúde humana. O estudo foi conduzido pela Comissão Internacional de Proteção contra Radiação não-ionizante (ICNIRP, em inglês), que passou sete anos analisando pesquisas científicas e as usando como base para regulamentação mais assertiva na proteção contra o 5G de alta frequência.

A notícia contrapõe os boatos disseminados no Facebook e no YouTube sobre a suposta correlação entre as redes 5G e o surgimento do novo coronavírus. Mentiras divulgadas nas redes sociais alegavam que a doença foi a causa pela exposição à radiação de alta frequência.

5G virou alvo de mentiras que o associam ao surgimento do novo coronavírus — Foto: Reprodução/How-To Geek 5G virou alvo de mentiras que o associam ao surgimento do novo coronavírus — Foto: Reprodução/How-To Geek

5G virou alvo de mentiras que o associam ao surgimento do novo coronavírus — Foto: Reprodução/How-To Geek

O ICNIRP se baseia nas diretrizes de 1998 para assegurar que as redes 5G não afetam o corpo humano de modo nocivo, mas ressalta que para as frequências acima dos 6 GHz será necessária outra regulamentação baseada em teorias mais conservadoras. Esses padrões asseguram a saúde humana quando exposta a radiofrequências entre 100 KHz e 300 GHz.

“As diretrizes foram desenvolvidas após uma revisão completa de toda a literatura científica relevante, oficinas científicas e um extenso processo de consulta pública. Eles fornecem proteção contra todos os efeitos adversos cientificamente comprovados à saúde devido à exposição a CEM na faixa de 100 kHz a 300 GHz ”, explicou o presidente do ICNIRP, Dr. Eric van Rongen.

Apoiando a argumentação do órgão, a entidade setorial internacional GSMA afirmou que os dispositivos compatíveis com 5G já atendem ao padrão atual, pois foram criados de acordo com a regulamentação vigente. Além disso, o órgão OFCMA que atua na Inglaterra, descobriu que a maior frequência encontrada do 5G estava cerca de 0,0039% acima do limite recomendado, provando que a nova internet estava de acordo com parâmetros de segurança do país.

Redes eletromagnéticas devem agir dentro de 100 GHz e 300 GHz — Foto: Reprodução/Techspot Redes eletromagnéticas devem agir dentro de 100 GHz e 300 GHz — Foto: Reprodução/Techspot

Redes eletromagnéticas devem agir dentro de 100 GHz e 300 GHz — Foto: Reprodução/Techspot

Tais informações refutam notícias falsas sobre o coronavírus ser uma consequência da exposição às radiofrequências do 5G. A teoria se baseia no início da epidemia, já que a cidade de Wuhan, na China, foi uma das primeiras cidades a receber novas redes de internet, local considerado como origem do surto da doença.

O especialista em redes Paulo Bernardocki, diretor da Ericsson, explicou ao TechTudo ainda em fevereiro que as redes 5G foram instaladas paralelamente em 15 cidades chinesas, incluindo Pequim e Xangai, e nenhuma delas apresentou casos alarmantes como Wuhan. Países como Espanha, Estados Unidos, Suíça, Inglaterra e Suécia também receberam implementação de redes de quinta geração e não tiveram o elevado número de pessoas com a doença.

Outras teorias afirmam que o coronavírus é uma arma biológica criada pela China ou pelos Estados Unidos. Tais rumores infundados chegaram a preocupar a Organização Mundial de Saúde (OMS). O órgão chegou a publicar artigos sobre o 5G ser inofensivo. As plataformas digitais também construíram medidas para impedir a propagação de fake news.

Para afetar o DNA humano, as ondas eletromagnéticas teriam que ultrapassar os 300 GHz. No entanto, as frequências do 5G são transmitidas nas mesmas faixas que o 4G e o 3G. Não há casos registrados em que que as redes tenham passado do limite recomendado.

Com informações de TechSpot

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