Celulares

Por Larissa Infante, para o TechTudo


O game Teamfights Tatics (TFT), novidade da Riot Games no mercado de jogos, chegou acompanhado de uma dúvida muito comum entre os usuários de games. Ao tentar rodar o jogo no smartphone, muitas pessoas descobrem que o aplicativo é incompatível com o telefone, já que o game só funciona em celulares de 64 bits. Desde agosto do ano passado, todos os aplicativos que entram na Play Store devem ser obrigatoriamente neste formato.

Os termos celular de 32 bits e celular de 64 bits dizem respeito à arquitetura do processador e do sistema operacional. Para que um aplicativo funcione, é preciso que haja compatibilidade com o smartphone tanto em número de bits quanto no tamanho da memória e na capacidade de processamento. Confira abaixo como funciona um aparelho e entenda por que alguns aplicativos não funcionam em determinados celulares.

Lançado recentemente, o game TFT só funciona em celulares de 64 bits — Foto: Larissa Infante/TechTudo Lançado recentemente, o game TFT só funciona em celulares de 64 bits — Foto: Larissa Infante/TechTudo

Lançado recentemente, o game TFT só funciona em celulares de 64 bits — Foto: Larissa Infante/TechTudo

Como funciona o processador de um celular

Antes de escolher o melhor celular, é preciso ficar atento ao processador. Quanto melhor ele for, maior será a velocidade de execução dos aplicativos e do sistema operacional. Para isso, é preciso levar em conta o fabricante, a quantidade de núcleos, a geração e a velocidade de clock.

A velocidade do processador é medida por uma frequência em Gigahertz, ou seja, quantos ciclos o componente consegue completar a cada segundo. Quanto maior for essa frequência, mais rapidamente o celular será capaz de executar tarefas e aplicativos.

Essa velocidade precisa trabalhar em conjunto com os núcleos, que funcionam como pequenos processadores trabalhando juntos. Quanto mais núcleos, mais tarefas podem ser realizadas ao mesmo tempo. Existem atualmente no mercado processadores de smartphones de dois núcleos (dual-core), quatro núcleos (quad-core), seis núcleos (hexa-core) e oito núcleos (octa-core).

A velocidade e o número de núcleos ajudam a definir a qualidade do processador — Foto: Reprodução/Luciana Maline A velocidade e o número de núcleos ajudam a definir a qualidade do processador — Foto: Reprodução/Luciana Maline

A velocidade e o número de núcleos ajudam a definir a qualidade do processador — Foto: Reprodução/Luciana Maline

As informações são levadas até o processador pela memória RAM. Assim, é preciso que haja um equilíbrio entre a qualidade da memória e do processador. Um celular com um processador poderoso e com apenas 2 GB de memória pode não apresentar o desempenho esperado.

Por fim, para rodar jogos e aplicativos mais pesados, o aparelho precisa de uma GPU (Unidade Gráfica de Processamento). Esse componente ajuda a rodar imagens gráficas com alta qualidade, sem que o celular trave ou fique sobrecarregado.

Existe, atualmente, diversas fabricantes de processadores, sendo que os mais comuns são a Apple (A1 a A13), Qualcomm (Snapdragon), Samsung (Exynos), MediaTek (Helio), entre outros. É sempre importante ficar atento às novas gerações e versões dos processadores.

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Diferença entre 32 e 64 bits

Um bit representa a menor parcela de informação que pode ser processada por um aparelho. Atualmente, existem celulares de 32 e 64 bits. A arquitetura x64 foi desenvolvida no início dos anos 2000 para computadores, a partir de um acordo entre a AMD e a Intel. No mundo dos smartphones, a Apple saiu na frente e anunciou em 2013 o iPhone 5S, com processador A7.

Um ano depois, a HTC lançou o Desire 510, primeiro Android de 64 bits. Contudo, todos os sistemas operacionais continuavam rodando em x32. Somente no ano seguinte o Google lançou a atualização Android 5.0 Lollipop, sendo o Galaxy A3, da Samsumg, o escolhido para receber o sistema.

Esses valores em bits indicam a capacidade de transmitir informações entre o processador e a memória RAM do dispositivo. Assim, um aparelho com capacidade de processamento x32 consegue processar apenas a metade das informações que um processador x64.

Celulares x32 conseguem suportar, no máximo, memória RAM de 4 GB, enquanto os x64 reconhecem memórias de até 192 GB. Trabalhar com uma quantidade maior de bits influencia diretamente no desempenho geral.

Aparelhos de 64 bits processam o dobro de informações que um processador de 32 bits — Foto: Larissa Infante/TechTudo Aparelhos de 64 bits processam o dobro de informações que um processador de 32 bits — Foto: Larissa Infante/TechTudo

Aparelhos de 64 bits processam o dobro de informações que um processador de 32 bits — Foto: Larissa Infante/TechTudo

Por que alguns jogos só funcionam em celulares de 64 bits

Para que os aplicativos e jogos funcionem corretamente em um aparelho, é preciso que haja compatibilidade com a arquitetura do celular. Programas de 32 bits até podem ser executados em sistemas operacionais de 64 bits, mas pode ser que ocorram erros. Assim, se o jogo é x64, é muito provável que ele só rode em smartphone x64.

Em agosto do ano passado, o Google anunciou que todas os aplicativos x32 serão mantidos na Play Store, mas que, a partir dessa data, a versão x64 passaria a ser obrigatória para novos programas. A empresa espera que todos os apps sejam nesse formato até 2021.

Um segundo ponto a ser observado diz respeito ao sistema como um todo. Muitos aparelhos x64 não conseguem rodar determinados jogos. Isso pode acontecer devido ao número de núcleos, à velocidade de processamento ou ao tamanho da memória RAM. Celulares de até 4 GB costumam ser x32. Já acima disso, o aparelho deve obrigatoriamente ser x64.

Um celular x64 com um ótimo processador pode apresentar mau funcionamento se a memória for pequena, já que as informações não serão repassadas de maneira correta. Antes de comprar um celular, é importante avaliar quais funções serão desempenhadas para escolher o aparelho com as especificações que melhor se adaptam às necessidade do usuário.

Com informações de Tech Times e The Verge

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