Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo


A Apple é a marca mais utilizada por bandidos em tentativas de phishing durante a quarentena do coronavírus, de acordo com um relatório da Check Point Research divulgado na última terça-feira (14). A empresa fornecedora de soluções de segurança cibernética identificou as marcas que mais foram imitadas pelos criminosos em crimes de roubo de informações pessoais, e de credenciais bancárias no primeiro trimestre de 2020 em todo o mundo. Netflix, Yahoo! e WhatsApp também aparecem no ranking.

Os golpes que envolveram a Apple e outras marcas famosas consistiam em imitar o site oficial das empresas, usando seu nome, layout idêntico das páginas oficiais e URLs semelhantes para confundir as vítimas. Na maioria dos casos, as páginas falsas continham formulários que solicitavam dados pessoais e de pagamento online, destinados a roubar as informações preenchidas pelos usuários. Os links de acesso eram enviados por e-mail, SMS, durante a navegação pela Internet ou utilização de aplicativos de celular fraudulentos.

Força da marca Apple pode ter contribuído para bandidos utilizarem o nome da empresa para aplicar golpes na quarentena — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

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A pesquisa utilizou o banco de dados da ThreatCloud, rede colaborativa de combate ao crime cibernético que analisou mais de 250 milhões de endereços online. O serviço já identificou mais de 11 milhões de assinaturas de malwares e mais de 5,5 milhões de sites infectados em todo o mundo. Veja, a seguir, o ranking completo de marcas usadas por bandidos em tentativas de phishing durante a quarentena:

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A Apple foi utilizada em 10% de todas as tentativas de phishing encontradas pela Check Point Research na quarentena. No final de 2019, a empresa da maçã ocupava somente o sétimo lugar da lista, e teve salto de 8% durante a pandemia. Segundo o relatório, a indústria de tecnologia foi a mais utilizada pelos bandidos nos golpes analisados agora, e a força da marca da Apple pode ter influenciado os criminosos a usarem a maçã para aplicar os golpes.

Página falsa da Netflix usada por bandidos em golpe de phishing — Foto: Divulgação/Check Point Research

A Netflix, segunda marca mais utilizada pelos bandidos, foi identificada em 9% dos golpes encontrados. Segundo o relatório, a utilização do streaming pode estar associada ao aumento da procura pelo serviço durante a quarentena, já que assistir filmes e séries online se tornou uma grande alternativa de entretenimento durante o isolamento social.

Além do setor de tecnologia, os golpes utilizaram os segmentos bancários e de comunicação e mídia para aplicar os golpes de marca, indústrias bastante consumidas durante o período de quarentena. Diversas páginas fraudulentas que imitavam sites do Chase Bank, Yahoo!, WhatsApp e Airbnb foram encontradas pelos pesquisadores. Os endereços utilizavam máscaras que direcionavam os usuários para domínios alternativos, onde os golpes seriam aplicados.

Segundo o estudo, os golpes foram aplicados em maior número no computador, onde foram contabilizados 59% dos casos. Na sequência, aparecem os golpes via celular, com 23%, e por e-mail, com 18%. De acordo com o relatório, o phishing móvel ocupava a terceira posição do ranking no final de 2019, mas o aumento do uso do celular durante a quarentena pode ter influenciado o crescimento de golpes no setor mobile. Os golpes por e-mail, por sua vez, não demonstraram aumento.

WhatsApp também foi utilizado por bandidos para golpes na quarentena — Foto: Divulgação/Check Point Research

De acordo com a diretora de Inteligência e Pesquisa de Ameaças de Produtos da Check Point, Maya Horowitz, as tentativas de phishing devem continuar na quarentena. “O phishing continuará sendo uma ameaça crescente nos próximos meses, principalmente porque os criminosos continuam explorando os medos e necessidades das pessoas que usam serviços essenciais a partir de suas casas. Como sempre, incentivamos os usuários a serem vigilantes e cautelosos ao divulgar dados pessoais”.

Como se proteger?

Esteja atento a links recebidos por e-mail, WhatsApp, SMS ou outros meios. Para garantir a segurança, acesse o site manualmente, sem clicar em links suspeitos. Ao acessar a página, verifique se você está acessando um site autêntico, com certificado HTTPS, e confira possíveis domínios que contenham erros de ortografia.

Desconfie também de promoções e ofertas de compra de produtos muito vantajosas e fora da realidade, pois podem ser uma oportunidade de golpe. Suspeite de ligações ou mensagens que solicitem dados pessoais ou bancários, e não forneça informações confidenciais quando não estiver em um canal seguro.

Via CheckPoint (1 e 2) e ComputerWeekly

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