Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo


As aulas online se tornaram um recurso primordial no período de quarentena do coronavírus para que professores e alunos possam continuar os estudos remotamente, sem prejudicar o andamento do ano letivo. Nesse contexto, algumas mudanças são necessárias para manter o ritmo de aulas, seja na didática de ensino, ou no comportamento dos estudantes, que precisam estar mais focados para evitar as muitas distrações no ambiente digital. Entenda, a seguir, como funcionam as aulas online, as ferramentas necessárias para participar dos cursos e as vantagens de estudar em casa.

Aulas online se tornaram comuns durante a pandemia — Foto: Divulgação/Creative Commons

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Como funcionam as aulas online?

As aulas online são ministradas pelos professores em suas próprias casas e transmitidas ao vivo pela Internet, para que os alunos consigam acompanhar e participar em tempo real, também em suas respectivas residências ou em qualquer lugar que tenha acesso à Internet. Esse modelo foi adotado pela maioria das faculdades e universidades durante a quarentena, no ensino da graduação e pós-graduação.

Diferentemente do modelo EAD tradicional, em que os encontros presenciais e virtuais acontecem em menor frequência, as aulas online realizadas na pandemia tendem a manter o cronograma que estava em regência antes do isolamento. Ou seja, geralmente as aulas são realizadas todos os dias, nos horários de costume, mantendo também a carga horária de cada disciplina.

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Diferenças entre vídeo-aulas e videoconferências

As vídeo-aulas, modelo comumente adotado em cursos online e na modalidade EAD, são aulas previamente gravadas por professores, geralmente em estúdios, que ficam armazenadas em um ambiente específico para que os alunos possam assistir quando, onde e quantas vezes quiserem. Neste formato, os alunos basicamente assistem ao vídeo sem poder interagir ao vivo.

No modelo de aulas online adotado pelas instituições na pandemia, as aulas são ministradas por videoconferência, em que todos podem interagir. As aulas acontecem em tempo real, então o professor transmite suas explicações ao vivo, dando a oportunidade para os alunos participarem. Neste caso, é possível que os estudantes se comuniquem por vídeo, ou enviem perguntas por áudio ou texto para tirar dúvidas imediatas com o docente.

Zoom é uma das ferramentas de videoconferências mais utilizadas nas aulas online — Foto: Divulgação/Zoom

Outra diferença crucial é que, por serem transmitidas ao vivo, as aulas devem ser acessadas em um horário pré-determinado. Isso impacta também na frequência de aulas do aluno, já que, em muitos casos, os professores solicitam o número de matrícula ou a confirmação nominal de cada estudante para identificar os que estão presentes e os faltosos.

Quais são as ferramentas mais comuns nessa modalidade de aula?

Algumas instituições desenvolveram ambientes virtuais próprios para a realização das aulas, que devem ser acessados, geralmente, no próprio site da instituição com login, senha ou o número de matrícula do aluno. No entanto, a maioria dos professores utiliza ferramentas de videoconferências comuns, como o Zoom, criando salas privadas e convidando os alunos para ingressarem no horário combinado. Em todas as opções, o docente pode usar slides, vídeos, páginas da Internet e demais recursos audiovisuais para tornar a aula mais dinâmica.

O Google Classroom também se tornou uma opção de criação de ambientes de ensino virtuais, especialmente para a gestão de aulas, organização das disciplinas de cada turma, criação de murais, disponibilização de documentos, materiais didáticos e conteúdos extras. Além disso, a plataforma também permite interagir diretamente com o professor em outros horários do dia, não somente durante as aulas.

Google Classroom permite fazer toda a gestão das aulas online — Foto: Divulgação/Google

Como é feita a avaliação dos alunos nesses casos?

As provas são realizadas de forma online. Em alguns casos, as instituições fornecem questionários no seu próprio site, com prazos e limites de tempo para respostas, além de barreiras que reduzem a possibilidade de consulta ao Google, como o impedimento de copiar os textos propostos, por exemplo. As questões podem ser de múltipla escolha ou de desenvolvimento textual.

Outras instituições também utilizam recursos grátis, como os formulários do Google Forms. Nestes casos, os professores podem criar uma prova para cada aluno, a fim de evitar a troca de informações. Em outros cenários, os docentes solicitam apenas o envio de trabalhos por e-mail.

Vantagens e desvantagens da aula online

Uma das principais vantagens é a possibilidade de assistir aulas em tempo real e em qualquer lugar, no computador, no celular ou tablet. Apesar de as aulas ao vivo serem mais interessantes, outro benefício é que os vídeos, geralmente, ficam salvos para serem assistidos mais tarde, o que garante ao aluno a possibilidade de visitar aquele conteúdo no futuro, sem perder os detalhes.

Aulas EAD têm pontos fracos e fortes — Foto: Carol Danelli/TechTudo

A possibilidade de ter à disposição vários elementos didáticos na tela do computador também pode facilitar a aprendizagem. Além dos recursos oferecidos pelos professores nas aulas, os alunos têm à disposição a Internet e os materiais disponibilizados pelas instituições para reforçar os assuntos.

Para se concentrar nas aulas, o aluno deve trabalhar o foco e a disciplina, o que pode aumentar sua autonomia como estudante e futuro profissional. Além disso, o estudo em casa pode ser mais econômico, já que o aluno não terá custos com deslocamento e alimentação fora de casa.

Uma das maiores desvantagens desse modelo é a falta de proximidade física e da interação social com os colegas e professores. Mesmo com a possibilidade do contato virtual, alguns detalhes percebidos nas aulas presenciais podem fazer a diferença na absorção do conteúdo. No entanto, no contexto de pandemia que estamos vivendo, essa é a solução mais próxima de uma sala de aula real encontrada pela maioria das instituições.

É importante evitar distrações na hora de ter aulas online — Foto: Pond5

Algumas dicas para estudar em casa

Para garantir que as aulas online sejam aproveitadas da melhor maneira, o aluno deve, inicialmente, manter a rotina de estudos que possuía antes do isolamento social. Especialmente se as aulas estiverem sendo realizadas no mesmo horário, programe-se para aquela tarefa para que o cérebro entenda que, mesmo fora do ambiente físico tradicional, aquele é o momento de se concentrar.

Na sua casa, procure um cômodo tranquilo, com boa iluminação e com o mínimo de barulho ou interferência de familiares naquele momento. Desligue o celular ou bloqueie o envio de notificações de redes sociais durante o período de estudos, e também evite outras distrações, como aparelhos de televisão ligados, por exemplo.

Procure um ambiente agradável e tranquilo para assistir às aulas — Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo

Além disso, é necessário investir em uma Internet de qualidade e utilizar os aparelhos mais cômodos, já que as aulas podem demorar. Dê prioridade ao uso do computador para assistir às aulas, isso garantirá o acesso a uma Internet de melhor qualidade, maior rapidez nas interações, além de ser fisicamente mais confortável.

Via EAD e Wired

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