Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Startup é um termo usado para classificar empresas novas e que oferecem produtos inovadores. Normalmente, esses negócios estão ligados a soluções tecnológicas que tentam atender a alguma necessidade do mercado. Apesar de enfrentarem um início mais incerto e cheio de riscos, essas empresas tendem a dar certo e podem se tornar referências naquilo que fazem. É o caso, por exemplo, de Uber, Netflix e Nubank, entre diversas outras.

A seguir, entenda o que classifica uma startup, qual é a relação que existe entre inovação e risco e quais são as diferenças entre esse tipo de empreendimento para empresas mais consolidadas. Veja também quais os diferentes tipos de startups existentes e exemplos de empresas nessa categoria.

iFood é um exemplo de startup brasileira — Foto: Marvin Costa/TechTudo

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O que é e como funciona uma startup?

O significado da palavra startup tem origem no inglês, na palavra start (começar), e os primeiros usos remetem a um artigo na revista Forbes, na década de 70. O termo, no entanto, só começou a se popularizar na década de 90, com o surgimento da Internet. Na época, várias startups surgiram no Vale do Silício, região da Califórnia que abriga diversas empresas de tecnologia, incluindo gigantes como Google e Apple.

O termo startup em si é bastante genérico e pode englobar desde gigantes da tecnologia até empresas em estágio de gestação, que desenvolvem alguma ideia inovadora e buscam trazê-la ao mercado. Apesar disso, normalmente, a expressão é usada para descrever negócios em fase inicial. Em geral, a ideia de startup está diretamente vinculada à noção de inovação, da procura por algo que ainda não existe, mas que sofre a possibilidade de não decolar. São empreendimentos com grande potencial, mas também com grandes riscos para quem investe. Outra característica comum às startups é a agilidade em desenvolver e entregar projetos.

Considerando essa definição – de empresas em fases iniciais, que assumem riscos elevados, mas podem entregar produtos e serviços revolucionários –, é possível ter uma noção de como as startups funcionam. Elas podem ter origem em soluções mais simples, em que um grupo de pessoas se une para tirar um projeto ambicioso do papel, ou mesmo em iniciativas com maior estrutura, financiadas por dinheiro privado em busca de grandes ganhos com ideias inovadoras. Há ainda aquelas que começam em incubadoras mantidas em instituições de ensino e pesquisa pelo poder público.

Quais são os serviços mais comuns oferecidos por startups?

Montadoras de carros elétricos costumam ser um bom exemplo de startups — Foto: Divulgação/Tesla

O termo startup define uma empresa de caráter inovador e que, normalmente, está em fase inicial, mas não delimita o tipo de serviço e produto que ela oferece. Entretanto, é mais comum que essas companhias tenham vocação associada à exploração de novas tecnologias, como desenvolvimento de aplicativos, mas não se restringem a isso.

Alguns exemplos menos óbvios são montadoras de veículos exclusivamente elétricos, como Rimac e AEV Robotics; empresas do setor aeroespacial, que propõem a exploração espacial como modelo de negócio, caso de Virgin Galactic, RocketLab e Blue Origin; ou ainda uma série de companhias que estudam a criação de sistemas de transporte urbano por meio de veículos elétricos, voadores ou não, e de caráter autônomo.

Diferencial das startups

Startups tendem a ser mais ágeis e diretas, além de assumir riscos que empresas consolidadas evitam — Foto: Divulgação/Udemy

Se considerarmos a ideia de que startups são empresas em fase inicial, com promessas de ideias inovadoras, mas arriscadas, a principal diferença para empresas tradicionais fica por conta da escala: muitas startups começam com alguns amigos e poucos funcionários. Em alguns casos, inclusive, os empreendimentos iniciam apenas com os esforços do seu fundador.

Outra diferença está relacionada à agilidade. Ao contrário de uma empresa já consolidada e que tende a se mover lentamente em processos internos de análise e discussão de novos produtos, a startup pode sair da ideia para implementação em pouco tempo. Em geral, elas assumem mais riscos, estabelecem uma relação mais próxima com seus clientes e estão mais propensas a encarar fracassos com naturalidade.

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Quais são os tipos de startups?

Como a definição é bem ampla, existem vários tipos de startups, com perfis e ofertas de serviços diferentes. São elas:

  • Startups B2B (de “business to business”, ou “negócio para negócio”, em tradução livre) são aquelas que presta serviços para outras empresas, e não necessariamente para consumidores finais. É o caso da CloudSigma e Vultr, que oferecem soluções na nuvem para outras empresas;
  • Startups B2C (de “business to consumer”, ou “negócio para consumidor”, em tradução livre) são aquelas que vendem produtos e serviços diretamente para consumidores finais. Nesse campo, começaram empresas como Uber e Spotify, que hoje já estão consolidadas em seus ramos;
  • Startups B2B2C (de “business to business to consumer”) formam uma cadeia em que duas startups estabelecem alguma forma de vínculo entre si para atender um consumidor final. Um exemplo desse perfil são os chamados marketplaces, em que você acaba adquirindo um produto ou serviço de uma loja A por meio da mediação de uma loja B.

Nubank é um exemplo de startup brasileira — Foto: Divulgação/Nubank

Startups brasileiras

Além das startups já mencionadas no texto, existem diversas outras empresas do tipo. Alguns exemplos de companhias brasileiras são o Nubank e o PicPay, as chamadas fintechs. Elas personificam a definição de empresas que apostaram em algo inovador e com grande risco. São negócios que identificaram a necessidade de serviços financeiros mais ágeis e baratos, e buscaram oferecer esses produtos como uma alternativa ao que bancos e instituições financeiras tradicionais fazem no país.

Outras startups brasileiras são o iFood, que oferece uma plataforma única de entrega de comida para restaurantes de todos os tipos pelo país; a 99, que é uma opção nacional ao Uber; e a Movile, que procura outras startups promissoras e investe em suas ideias com o objetivo de ter ganhos expressivos, caso o empreendimento dê certo e renda frutos.

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