Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Notebooks com placa de vídeo dedicada costumam trazer processadores que também oferecem solução gráfica integrada. Enquanto as GPUs de Nvidia e AMD permitem performance superior gastando mais energia, o uso dos componentes de chips Intel, por exemplo, pode significar uma maior autonomia no dia a dia, mas diminui o desempenho de imagem. Pensando nisso, o TechTudo listou os cenários ideais para ajudar o usuário a escolher qual placa de vídeo usar no seu laptop.

Placas dedicadas em laptops podem acelerar alguns tipos de tarefas — Foto: Divulgação/AMD

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O uso das placas de vídeo disponíveis no computador é controlado de forma automática pelo sistema e pelos drivers gráficos do Windows 10. Em todo caso, o usuário pode escolher com qual componente cada aplicativo vai rodar. Para isso, basta clicar com o botão direito sobre o ícone do app e selecionar a opção no menu. É importante lembrar, no entanto, que essa transição entre um tipo de placa e outro só é possível em sistemas com drivers que suportem a troca – e computadores que tenham ambas as opções de hardware.

Placa dedicada

Jogar

Placas de vídeo dedicadas são as mais indicadas para jogos. Isso porque a GPU dedicada traz sua própria memória RAM, além de ser montada como um chip separado na placa-mãe do computador, permitindo atingir velocidades maiores e utilizar tecnologias mais avançadas. Apesar disso, é importante ter em mente que os modelos podem variar bastante em performance.

Placas de vídeo dedicadas mais parrudas, como as GTX e RTX da Nvidia, fazem a diferença na hora de jogar — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

Componentes mais simples, como as GeForce MX, da Nvidia, podem dar conta de games melhor do que a maioria das placas integradas, mas ainda assim a performance não vai ser ideal. Já opções mais robustas, como as GeForce GTX e RTX, por exemplo, permitem rodar títulos mais recentes com boa qualidade de imagem.

Editar fotos e vídeos

Além de jogos, as placas de vídeo dedicadas têm mais fôlego para rodar tarefas mais exigentes em relação aos gráficos. É o caso de programas de edição de imagem, fotos e vídeos, como Adobe Premiere Pro, Photoshop ou Final Cut Pro, por exemplo. Nesses casos, o uso do hardware offboard pode acelerar as tarefas, diminuindo consideravelmente os tempos de renderização de vídeos, além de garantir uma boa fluidez ao executar determinadas ações com arquivos de alta resolução. Exportar um vídeo 4K, por exemplo, pode levar muito menos tempo com uma GPU dedicada.

Produtividade em software 3D

Mesmo as GeForce e Radeon de entrada podem render ganhos interessantes em aplicações profissionais com 3D — Foto: Divulgação/Nvidia

Além da edição de vídeos e fotos, há um caso de uso que requer a aplicação de processamento gráfico de dedicado. A manipulação de arquivos 3D no computador, em softwares como Blender, ou até mesmo a criação de efeitos gráficos, com ferramentas como o After Effects, da Adobe, também ganham em agilidade com o uso de placa de vídeo dedicada. Isso se dá por conta do grande volume de dados sendo processado de forma simultânea, algo que acontece de forma paralela ao restante do sistema nas placas offboard.

Placa integrada:

Internet

Placas integradas da Intel rendem melhor em tarefas com menor demanda de processamento — Foto: Divulgação/Intel

Para usar a Internet, navegar por sites de diversos tipos ou até assistir a vídeos uma vez o outra, as placas integradas devem ser suficientes. Dessa forma, optar pelas Radeon ou até mesmo as Intel UHD Graphics onboard não deve levar a um desempenho inferior a ponto de comprometer a experiência do usuário. Além disso, o menor gasto de energia pode significar uma boa economia de bateria no portátil.

Produtividade

Rodar softwares de escritório e produtividade, como a suíte Office, da Microsoft, é uma das atividades comuns na rotina de muita gente, e não representa uma alta demanda gráfica. Nessas situações, a placa de vídeo integrada é mais do que suficiente para dar conta do recado. Mais uma vez, diminuir o consumo de energia pode fazer a diferença, sobretudo para usuários que precisam trabalhar fora da tomada.

Vídeos

Processadores gráficos integrados da Intel e AMD têm performance suficiente para rodar vídeo em 4K — Foto: Divulgação/ LG

Reprodução de vídeos, especialmente em hardware mais recente, pode ser facilmente realizada pelas placas gráficas integradas. Até mesmo versões mais simples das GPUs onboard da Intel podem controlar telas 4K e acelerar a execução de vídeo via hardware em codecs mais recentes, como o H.265. Um exemplo é a Intel UHD Graphics 620, modelo que aparece em uma grande variedade de processadores da marca. A placa chega à resolução máxima de 4096 x 2304 pixels – ou seja, superior ao 4K – sendo capaz de controlar até três monitores ao mesmo tempo.

Conclusão

É possível selecionar com qual placa você deseja rodar um aplicativo — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

As placas de vídeo dedicadas certamente terão melhor performance, e devem ser escolhidas sempre que o usuário for jogar ou realizar alguma tarefa mais exigente do ponto de vista gráfico. Apesar disso, o consumo de energia será maior, e o computador deve ficar menos tempo longe da tomada. Já os gráficos integrados ao processador são mais econômicos e também suficientes para rodar o Windows, aplicativos de produtividade ou até exibir conteúdos via streaming, entre outras atividades do dia a dia.

Em geral, o sistema detecta automaticamente quando deve usar uma GPU ou outra na hora de executar uma função. Caso isso não aconteça, ou você sinta que a performance não está muito boa, é possível selecionar um processador gráfico específico para cada app, escolhendo entre a performance superior ou um tempo maior de bateria. Na dúvida, é possível realizar testes para observar as diferenças entre as duas opções para ver se há de fato uma diferença significativa entre um e outro componente no seu PC.

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