Monitores

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Comprar um monitor 4K pode ser interessante para usuários mais exigentes. Marcas como Samsung, Dell, LG, Asus e Philips oferecem diversas opções de modelos com a resolução, variando em taxa de atualização, tecnologia do painel, aspecto, formato de tela, entre outras características. É importante levar esses detalhes em conta antes de comprar, já que podem ser determinantes ao jogar ou editar vídeos e fotos, por exemplo. Confira a seguir algumas dicas para saber o que considerar na hora de escolher seu novo monitor 4K.

Procure monitores com HDR, independente do seu perfil de uso — Foto: Pedro Vital/TechTudo

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Antes de tudo, vale ressaltar que ter um monitor 4K só faz sentido caso seu computador tenha performance gráfica suficiente para dar conta dos mais de oito milhões de pixels da tela. Embora PCs dos últimos três anos com placas integradas de Intel ou AMD ofereçam suporte à resolução ao rodar o Windows 10, qualquer tipo de uso mais exigente vai depender de uma GPU mais robusta. Se a ideia for jogar ou editar vídeos em 4K, por exemplo, a recomendação é ter um componente de mesma capacidade ou superior à GeForce GTX 1080 Ti, da Nvidia.

Perfil de uso

É possível dividir monitores em três tipos de uso: casual, profissional e gamer. No primeiro caso, suas necessidades serão supridas por telas mais acessíveis, já que aspectos como precisão de cores e taxa de atualização não são essenciais. Para um uso mais focado em aplicações profissionais, a busca por uma tela com alta precisão de cor é fundamental, assim como a taxa de atualização, na faixa dos 144 Hz, e o suporte a tecnologias como G-Sync ou FreeSync para os gamers.

Veja o que achamos de um monitor 4K da Samsung:

TechTudo - Review do Monitor 4K U28D590D

TechTudo - Review do Monitor 4K U28D590D

Por conta disso, é importante avaliar se o computador será utilizado para trabalhos de edição, design gráfico, ou outras atividades em que a tela 4K com boa taxa de cores vai ser fundamental. Se a ideia é jogar, vale focar em questões como baixa latência, por exemplo.

Já aspectos como a presença de suporte a HDR10 ou Dolby Vision são interessantes para qualquer usuário. Enquanto gamers vão obter melhores imagens com cores e brilho mais intensos, profissionais de edição precisam desse suporte para visualizar arquivos com maior riqueza de detalhe. Já para quem busca uma tela de perfil mais casual vai curtir filmes e séries com uma boa qualidade de exibição.

Tamanho e formato de tela

O tamanho de tela tem implicações importantes no uso do monitor. Se for muito pequeno, a alta resolução não vai representar, necessariamente, um aumento da produtividade. E, caso seja muito grande, pode exigir mais movimentos dos olhos e da cabeça para visualizar todo o conteúdo. Portanto, o ideal é, se possível, medir o espaço em que você deseja instalar o display e comparar com as medidas dos produtos.

Telas 21:9 e formato curvo são pontos importantes na hora de pesquisar um monitor 4K — Foto: Divugação/LG

Outro fator que deve ser levado em conta é o formato de tela. Displays com aspecto ultrawide (21:9), por exemplo, são mais largas e podem ser interessantes para aproveitar o espaço com muitas janelas abertas ao mesmo tempo. Portanto, aparelhos do tipo devem funcionar de forma semelhante a dois monitores de formato 16:9 trabalhando estendidos, sendo uma opção a ser considerada por editores.

Além disso, essas telas costumam aparecer em formato curvo, o que facilita a visualização das bordas do display sem precisar mover tanto os olhos e a cabeça. Dessa forma, gamers também devem ganhar uma experiência mais imersiva, o que é um diferencial em jogos de corrida ou FPS. De qualquer forma, esse aspecto vai variar bastante de acordo com o gosto do usuário.

Taxa de atualização e tempo de resposta

Essas duas questões técnicas interessam principalmente aos usuários gamer. O primeiro termo se refere à velocidade em que a tela atualiza as imagens, com padrão mínimo de 60 Hz na maioria dos monitores. Esse número deve ser suficiente para usuários casuais, mas quem busca um display para jogar, vale procurar modelos com maiores taxas.

Velocidade da tela e baixa latência são fundamentais para jogos — Foto: Divulgação/Acer

Nesse caso, monitores com 90 ou 144 Hz vão aproveitar melhor as capacidades da placa de vídeo, apresentando mais informações por segundo e gerando imagens com maior fluidez. Essa característica não só rende uma experiência melhor ao jogar como também contribui para uma melhor performance em jogos competitivos online – desde que tenha uma boa conexão de Internet. Além disso, a taxa de atualização também pode ser um diferencial para editores de vídeos.

Já o tempo de resposta é a medida que define a latência entre seu computador enviar um sinal e a imagem aparecer na tela. Dessa forma, quem busca um display para jogos deve procurar um monitor com o menor número possível possível, com 1 ms ou menos de atraso. O valor é suficiente para não comprometer controles ágeis e precisos durante as partidas.

Suporte a G-Sync e/ou FreeSync

Se a ideia é jogar, valorize taxa de atualização, tempo de resposta e a oferta de FreeSync ou G-Sync — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

As duas tecnologias têm nome parecido e praticamente o mesmo objetivo: sincronizar o ritmo de atualização de tela do monitor com a geração de novos frames por parte da placa de vídeo. O resultado é uma exibição de imagens mais fluida e sem problemas como screen tearing, entre outros. O G-Sync é um recurso da Nvidia, com suporte exclusivo de placas GeForce da marca. Caso seu PC tenha uma GPU da marca, vale buscar um monitor compatível com a função.

Já o FreeSync, é uma tecnologia aberta, com suporte tanto de placas AMD quanto componentes da Nvidia. Entretanto, não são todos os monitores FreeSync que irão funcionar corretamente com as GeForce, sendo importante conferir se o modelo desejado é ou não compatível com o hardware disponível no seu computador.

Tecnologia de tela

Monitores podem variar bastante em termos de tecnologia de tela, algo que acaba tendo impacto na qualidade de imagem e em outros aspectos de desempenho. Atualmente, o consumidor pode encontrar telas LCD com tecnologias TN, IPS e VA, ou ainda modelos com painéis OLED ou QLED, que apresentam diferenças importantes em relação às telas LCD convencionais.

Monitores TN são mais baratos e tendem a oferecer displays com maior velocidade, apesar de comprometerem o ângulo de visão. Essa tecnologia é mais comum em monitores gamer, por exemplo, onde as taxas de atualização mais altas são decisivas.

Monitores para uso profissional privilegiam displays IPS ou OLED — Foto: Divulgação/Dell

Já o IPS tem perfil mais profissional e está relacionado à alta precisão de cor e qualidade geral de imagem, ainda que os níveis de contraste não sejam ideais. É justamente essa característica que aparece como diferencial dos displays VA, que também sacrificam os ângulos de visão. O recurso costuma aparecer em produtos com perfil mais genérico, destinado a usuários sem exigências específicas.

No caso de telas OLED e QLED, vale destacar a capacidade de exibir imagens com maior qualidade. Os monitores OLED, por exemplo, podem atingir níveis de precisão de cor muito elevados, e os monitores desse tipo podem ser considerados ideais para uso profissional. Já o QLED, por sua vez, apresenta uma boa taxa de brilho e tem fabricação mais em conta, o que deve refletir no preço dos aparelhos. Monitores desse tipo podem ser interessantes para usuários gamer, e há inclusive equipes de esports que optam por displays com a tecnologia.

Interfaces e ergonomia

Também é importante ficar de olho na oferta de interfaces. Monitores mais completos terão, por exemplo, portas USB-C ou USB convencionais para facilitar a vida do usuário na hora de ligar um pendrive ou outro periférico ao computador. De resto, é importante ficar atento à presença de interfaces como o HDMI 2.0, obrigatório para 4K a 60 fps ou mais, além de outras portas de vídeo, como o DisplayPort.

Monitores profissionais tendem a oferecer melhor ergonomia — Foto: Divulgação/LG

Já a questão da ergonomia é fundamental para quem precisa de uma tela fácil de ajustar. Em um ambiente profissional, por exemplo, a capacidade de mover o display para ter uma melhor visualização ou até para apresentar o conteúdo para alguém é um fator desejável.

Outra característica importante no design é a presença de recursos de ajuste e calibragem de imagem. Isso porque, sem elas, qualquer configuração de cor ou formato deve ser feita via software, o que pode não render resultados satisfatórios.

Modelos e preços

Encontrar um monitor 4K no Brasil não deve ser um problema, já que há diversos modelos que cobrem os três perfis de uso. O Philips 288P6LJEB de 28 polegadas, por exemplo, é um bom candidato para atender o usuário mais casual. Com tela de 60 Hz, o dispositivo conta com tempo de resposta de 5 ms, características que não devem agradar usuários gamer. Seu preço na loja oficial da fabricante é de R$ 1.999.

Samsung LU28E590DS tem 28" e preço que sai dos R$ 1.499 — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

O Samsung LU28E590DS, também de 28 polegadas, assume um perfil completamente diferente. Com suporte ao FreeSync e tempo de resposta de 1 ms, o modelo é uma boa opção para usuários gamer. No e-commerce nacional, é possível encontrar o produto a preços que começam em R$ 1.619,91, de acordo com o Compare Techtudo.

Monitores 4K abaixo de 28 polegadas são menos comuns, mas há algumas opções interessantes no país. Um exemplo é o Dell P2415Q, que tem 24" e promete alta precisão de cores, cobrindo 99% do espaço sRGB, com perfil mais direcionado para o uso profissional. Seu valor no mercado brasileiro, por sua vez, também é mais alto em relação aos outros produtos, custando a partir de R$ 3.200,55, segundo o Compare.

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