Celulares

Por Paulo Alves (colaboração) e Vitor Grama (redação)


Os celulares ficaram em média 15,1% mais caros no Brasil no começo da pandemia do novo coronavírus. A informação está num estudo da consultoria IDC Brasil que indica ainda que as vendas caíram 22,4% no primeiro trimestre deste ano contra o mesmo período de 2019. No entanto, a pesquisa mostra que os brasileiros estão procurando smartphones mais caros. Na categoria premium por exemplo, as vendas de celulares acima de R$ 2.000 tiveram alta de 266,5%.

De acordo com o documento, a quarentena em Wuhan, na China, atingiu a cadeia de suprimentos mundial e impactou nos preços do varejo brasileiro. Além disso, o forte aumento do dólar, especialmente no mês de março, ajudou a alavancar os preços no país.

Celulares acima de R$ 2.000, como o Galaxy S10 da foto, foram os que mais subiram de preço — Foto: Aline Batista/TechTudo

O estudo aponta que os celulares na faixa dos intermediários, entre R$ 1.100 e R$ 1.999, também venderam 53% a mais no período. A demanda por celulares mais poderosos alavancou a média de preço de smartphones para R$ 1.473.

Apesar da queda nas vendas, o faturamento do mercado subiu 6,3%. Foram 10,9 milhões de celulares comercializados no primeiro trimestre de 2020, 8,7% a menos que no mesmo período do ano anterior.

Os números refletem principalmente as mudanças que ocorreram em março. Naquele mês, o dólar saltou de R$ 4,47 no dia 2 para R$ 5,20 no dia 31. Atualmente, a moeda americana é negociada acima dos R$ 5,30 semanas depois de fechar na máxima histórica de R$ 5,87.

Vendas de celulares no 1º trimestre de 2020

Faixa de preço Unidades vendidas Percentual em vendas Diferença contra 1º tri/2019
Menor que R$ 699 1.855.426 17% +29,5%
R$ 700 a R$ 1.099 2.139.329 19% -60,1%
R$ 1.100 a R$ 1.999 5.126.213 47% +53%
R$ 2.000 a R$ 2.999 1.228.990 11% +266,5%
Maior que R$ 3.000 643.032 6% -7,7%

A pesquisa da IDC Brasil indica que parte dos consumidores de smartphones pode ter sido atraído pelo mercado cinza, que comporta os produtos legítimos comercializados em canais não-oficiais. Neste segmento, houve alta de 135% no volume de vendas entre janeiro e março. Além disso, na contramão das lojas oficiais e do dólar, os preços caíram 10% no geral.

No entanto, a IDC projeta que o efeito do dólar será sentido pelo mercado cinza no segundo trimestre. Segundo a empresa, a queda nas vendas neste setor deve ser por volta de 32%.

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