Celulares

Por Pedro Cardoso, para o TechTudo


A Huawei tranquilizou os consumidores que compraram celulares da marca com sistema Android nos últimos anos. A empresa prometeu que eles vão receber suporte e atualizações da plataforma. A declaração foi dada a reboque da crise entre o governo dos Estados Unidos e a empresa chinesa. Desde a semana passada, ela não tem mais autorização para manter relações comerciais com empresas americanas.

A empresa confirmou que os smartphones fabricados antes do veto continuam recebendo updates normalmente. Os modelos produzidos após a proibição imposta pelo presidente Donald Trump não contam mais com a tecnologia chamada de Google Mobile Services, que possibilita diversos apps do buscador. Em vez disso, as atualizações devem chegar por meio do AppGallery, espécie de loja própria de downloads de apps.

O Huawei Nova 7i é um dos mais recentes modelos da marca — Foto: Divulgação/Huawei

Essa espécie licença temporária foi obtida depois que, em 2019, o Google cortou diversos de seus serviços e conexões de rede do Android que é fornecido para a fabricante chinesa.

A permissão foi obtida para que a Huawei conseguisse enviar atualizações para os usuários, mas sem os apps clássicos do Android, como Google Play Store, Gmail, YouTube, Google Fotos e Google Drive, entre outros.

Lembre o lançamento do Huawei P30 Lite:

De acordo com o site PhoneArena, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos já se manifestou dizendo que esse prazo não será prorrogado. Por sua vez, o Google havia confirmado que só iria emitir updates do Android enquanto o governo daquele país permitisse. Portanto, não há um entendimento de como a Huawei continuará a atualizar os seus smartphones sem esse suporte oficial.

Os possíveis problemas com fim do período da licença foram alertados pelo jornal The Washington Post na semana passada. A publicação destacou que a determinação do governo Trump proíbe que empresas americanas forneçam tecnologia para a companhia chinesa por questões de “segurança nacional”.

Com informações de PhoneArena e Washington Post

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