Caixas de som

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


A Alexa, assistente de voz da Amazon, vai ficar mais inteligente com novos recursos de Machine Learning. As melhorias devem permitir à Inteligência Artificial "adivinhar" o que o usuário vai pedir em seguida, sugerindo ações e skills disponíveis de forma rápida. De acordo Amazon, a ideia é fazer com que a Alexa se comporte de forma mais natural e parecida com humanos conversando.

A atualização já está disponível na Alexa em Inglês, nos Estados Unidos, e, por enquanto, não há informações sobre a mudança em outras línguas. A marca também anunciou a troca de processador nas caixas da linha Echo, que agora vão trazer o chip Inferentia, de fabricação própria.

Amazon Alexa no Brasil: assistente de voz já funciona totalmente em português

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A intenção da Amazon com a Alexa é que a assistente se torne mais proativa e demonstre maior independência na relação com o usuário, oferecendo ações que são derivadas a partir do contexto de cada situação.

Por exemplo: se o usuário perguntar "quanto tempo leva para preparar chá?", a assistente costuma responder "cinco minutos". Agora, com a atualização, a Alexa seria capaz de sugerir "você deseja que eu defina um timer de cinco minutos?". Esse processo deve facilitar a experiência do usuário, que pode não pensar na ideia ali na hora.

Essa capacidade de inferir uma ação a partir do contexto da conversa utiliza a tecnologia de Machine Learning (aprendizado de máquina em inglês). De acordo com a Amazon, é preciso que o dispositivo tenha um conjunto de situações e interações para saber o momento em que é apropriado fazer uma sugestão. Entre os insumos que alimentam essa IA estão hábitos do usuário, histórico de conversas e ações com a assistente.

Chip Inferentia de Inteligência Artificial

Chip Inferentia da Amazon acelera o funcionamento da Alexa em produtos da linha Echo — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

O Inferentia é o nome do processador de Inteligência Artificial criado pela Amazon para suas caixinhas Echo. O chip passa a substituir a tecnologia da Nvidia na infraestrutura responsável por processar dados referentes à interação do usuários com a Alexa, quando utilizada nos speakers.

Segundo a Amazon, o componente deve representar uma redução de custos de operação da ordem dos 30%, além de garantir 25% menos latência nas respostas. Como todas as interações com a assistente são extremamente dependentes da Internet, isso deve garantir uma Alexa mais rápida no dia a dia.

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