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Por Fernando Sousa, para o TechTudo


A Microsoft anunciou recentemente o Pluton, um chip que atua como processador secundário com foco em segurança. O recurso é simular ao Apple T2, e chegou para substituir o padrão Trusted Platform, utilizado há mais de 10 anos como ferramenta de criptografia do Windows. O novo chip já é utilizado no Xbox One e no sistema de computação na nuvem Azure Sphere e promete aumentar a segurança no sistema operacional da empresa. Confira a seguir mais detalhes sobre a nova tecnologia e saiba como ela pode proteger você no dia a dia.

Microsoft Pluton deve chegar em breve aos PCs para substituir o Trusted Platform no Windows — Foto: Divulgação/Microsoft

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O que é o Microsoft Pluton?

O Microsoft Pluton, chega como uma alternativa ao Trusted Platform, que utiliza chips criptográficos que atuam em computadores Windows sendo os responsáveis pela segurança de ferramentas como Windows Hello e Bitlocker. No entanto, com o avanço de técnicas de crimes cibernéticos, foi possível constatar que, em caso de furto ou qualquer oportunidade de acesso físico ao computador, seria possível burlar a segurança do Trusted Platform. Isso aconteceria por meio do barramento que realiza a comunicação entre os chips e o processador.

A Microsoft então, desenvolveu o co-processador Pluton, que, segundo a empresa, é capaz de eliminar o potencial de ataques por meio de barramento, já que a segurança é construída diretamente integrada ao processador. Ainda segundo a empresa, a arquitetura Pluton emulará os chips Trusted Platform existentes, o que já vai permitir aos usuários aproveitarem dos novos recursos de segurança, aprimorando ferramentas como BitLocker e System Guard.

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Como o Pluton funciona?

A arquitetura Pluton é desenvolvida diretamente integrada ao processador, ficando responsável por armazenar dados confidenciais do usuário como chaves de criptografia de forma isolada, fora do alcance de malwares. O novo sistema tem ainda o SHACK (sigla para Secure Hardware Cryptography Key; segurança de hardware criptografada, em português), que, por sua vez, garante que as chaves nunca sejam expostas fora do hardware protegido.

O Pluton também é capaz de manter o firmware do sistema sempre atualizado, fazendo com que não seja necessário recorrer a diversas fontes distintas para manter todo o seu sistema com as atualizações necessárias. O Pluton será integrado ao Windows Update, atuando de maneira similar ao que já acontece na plataforma Azure Sphere.

Segurança diretamente no chip é a ideia por traz do Microsoft Pluton — Foto: Divulgação/Microsoft

Fabricantes parceiras e disponibilidade

A Microsoft está trabalhando em conjunto com as principais fabricantes de processadores do mercado, como AMD, Intel e Qualcomm. No entanto, ainda não há uma previsão de quais serão os primeiros chips a contarem com os recursos do Microsoft Pluton.

Além disso, nenhuma das parceiras da Microsoft indicou a partir de qual família de processadores devem passar a oferecer os novos recursos de segurança, deixando os prazos para a implementação da nova ferramenta ainda em aberto.

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