Celulares

Por Thássius Veloso, do home office

Divulgação/Realme

Disputar mercado com a Samsung, a Motorola e a LG. Este é o objetivo da empresa de celular chinesa Realme com o início das operações no Brasil ao longo de novembro. Em entrevista exclusiva ao TechTudo, a responsável pelo projeto confirmou o desembarque em território nacional ainda neste ano e disse que a ideia é fazer barulho com smartphones de bom custo-benefício.

“Nosso objetivo é estar entre os top 3 smartphones do país”, diz Crystal Gong, diretora de marketing da Realme Brasil. Apesar de não revelar quais modelos estão a caminho, ela diz que as vendas devem se iniciar em dezembro. Dispositivos de IoT (Internet das Coisas) também estão previstos.

Realme XT — Foto: Divulgação/Realme

A fabricante deseja atender a consumidores que estão cansados de telefones caros demais. É assim que atua no restante do mundo. Não por acaso, a Realme já aparece no ranking de maiores empresas do setor: figurou na sétima posição global, com 14,8 milhões de unidades vendidas no terceiro trimestre, segundo a consultoria Counterpoint Research.

Fica longe da Samsung, a primeira colocada, cujo comércio global totalizou 79,8 milhões de aparelhos. No entanto, já está na frente da Motorola/Lenovo e da LG no cenário internacional. As companhias, que são velhas conhecidas do consumidor brasileiro, tiveram 10,2 milhões e 6,5 milhões de telefones vendidos no período.

Quem acompanha o setor já tinha pistas de que a Realme viria para o mercado nacional. Por exemplo, vagas para atuar na operação em São Paulo foram percebidas no LinkedIn. Apesar disso, a empresa não dá detalhes sobre como pretende conquistar uma clientela que está acostumada a marcas bem estabelecidas.

A Realme também faz mistério em relação aos preços exatos dos aparelhos – vários deles foram enviados para homologação a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), uma etapa fundamental para lançá-los aqui.

A companhia é conhecida por competir pelo bolso do consumidor no exterior. No Brasil, porém, o dólar pode ser um entrave, já que o real sofreu a maior desvalorização dentre 31 moedas monitoradas num levantamento.

Outros pontos também permanecem em aberto, como a origem dos aparelhos, a rede de assistência técnica e um eventual parceiro nacional, tal qual ocorre na aliança entre a também chinesa Xiaomi e a brasileira DL ou entre a finlandesa Nokia e a brasileira Multilaser – esta última com fabricação local. A expectativa é de que os primeiros telefones sejam importados.

Realme 7 foi enviado à Anatel para homologação — Foto: Divulgação/Realme

O TechTudo apurou que inicialmente havia o desejo de aproveitar a Black Friday 2020 para estimular as vendas de novos smartphones. No entanto, não se sabe se o cronograma será possível.

Apesar de desconhecida dos brasileiros, a Realme está em 27 territórios, incluindo Índia, Indonésia, Tailândia, Rússia, Egito, Malásia e Europa.

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