Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Os consoles PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X chegaram ao mercado em novembro, trazendo novas tecnologias de imagem, como HDMI 2.1, VRR e FreeSync, que não são compatíveis com qualquer TV. Com essas novidades, é possível jogar nestes videogames com alto desempenho, atingindo a resolução de imagem 8K ou taxas de velocidade de até 120 quadros por segundo. A seguir, explicamos o que são essas tecnologias e suas vantagens para ajudar você a entender melhor como fazer para escolher um monitor ou uma TV para jogar PS5 e Xbox Series X na sua casa.

PS5: saiba tudo sobre o novo console

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HDMI 2.1

A nova geração de consoles chega com dispositivos que oferecem suporte ao padrão HDMI 2.1. Em resumo, com essa nova conexão, as interfaces dessa geração permitem reprodução de imagem de até 10K de resolução, além de suportarem taxas de até 120 Hz. O HDMI 2.0, presente na geração anterior, permite resoluções de 8K apenas a 30 Hz.

HDMI 2.1 garante vídeo acima de 8K e taxas de 120 Hz — Foto: Filipe Garret/TechTudo

Outra vantagem da tecnologia está no suporte a evoluções de tecnologias já conhecidas, como o HDR. TVs com o HDMI 2.1 poderão tirar proveito da tecnologia Dynamic HDR, que permite um maior volume de informação a respeito de cada cena, garantindo imagem com ainda maior riqueza de detalhes. Além disso, o HDMI 2.1 promove a chegada de tecnologias novas a televisores e que são particularmente interessantes para gamers, como o VRR.

VRR

A VRR, sigla para “Taxa de Atualização Variável” (“Variabe Refresh Rate”, no inglês), é uma tecnologia definida para padrão HDMI 2.1 que permite que a tela, seja ela um monitor ou TV, entre em sincronia com o console para que não existam oscilações na taxa de quadros por segundo exibida.

Linha CX da LG tem tela OLED e oferece suporte a tecnologias como o VRR — Foto: Divulgação/LG

Em uma situação em que um jogo roda com uma taxa de quadros que pode oscilar, para cima ou para baixo de limites desejáveis, como 30 ou 60 FPS, o VRR entra em ação e cria um sincronismo entre tela e console para que o televisor exiba imagens na mesma velocidade do videogame. Ou seja: se o jogo está sendo executado a 50 FPS, o display se comporta como se fosse uma tela de 50 Hz. Se a imagem está chegando ao televisor a 70 FPS, a tela funciona como se fosse 70 Hz.

A vantagem deste comportamento está em atenuar o desconforto de uma taxa variável de frames, além de corrigir problemas como o chamado "screen tearing", em que o monitor acaba apresentando cenas incompletas na tela.

FreeSync

Sem FreeSync, o chamado "screen tearing" ocorre na imagem à esquerda — Foto: Divulgação/AMD

FreeSync é uma tecnologia suportada pela AMD, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de gráficos dos consoles de Sony e Microsoft, e que cumpre a mesma função do VRR. Os novos consoles são compatíveis com o recurso, que também aparece em alguns televisores, mas é muito mais comum em monitores gamer.

Assim como o VRR, o FreeSync atua aplicando uma sincronização entre a capacidade do console em gerar quadros por segundo e da tela em exibi-los. O objetivo é acabar com o screen tearing, já citado anteriormente.

HDR “de verdade”

Mesmo TVs 4K de entrada são vendidas com algum tipo de suporte a conteúdo HDR. Em linhas gerais, o HDR se refere à variação máxima entre pontos claros e escuros de uma imagem: quanto maior o campo entre esses dois limites, mais detalhe e nuances e mais natural a imagem tende a ser apresentada. Assim, você passa a enxergar detalhes como a diferença em tonalidades de branco de uma nuvem, por exemplo.

Além do HDR, os consoles da Microsoft suportam o Dolby Vision — Foto: Divulgação/Microsoft

A questão é que painéis de entrada podem ficar um pouco longe das promessas da tecnologia em termos de qualidade máxima de imagem. A principal razão, além das diferenças de qualidade de tela, está no fato de que televisores mais simples dificilmente superam a barreira dos 400 nits de intensidade de brilho (o recomendado são pelo menos 600 nits para uma boa imagem). Alguns modelos, como os televisores OLED top de linha, ou produtos com tela de pontos quânticos, como as TVs QLED da Samsung, chegam a 1.000 nits.

Além de ficar de olho na medida de brilho máximo da tela que você está pesquisando, vale ficar atento aos tipos de HDR que ela suporta. Hoje em dia, os padrões mais avançados são o HDR10+ e o Dolby Vision, além do HLG.

Tempos de resposta e modos de baixa latência

TVs com HDMI 2.1 podem contar com o ALLM para reduzir latência — Foto: Divulgação/Sony

Outro detalhe importante em TVs ou monitores para jogos está na oferta de tecnologias como o ALLM, suportado pelo HDMI 2.1. A sigla se refere a “Auto Low Latency Mode” ("modo de latência baixa automática", em tradução livre), que determina uma alteração automática do comportamento do televisor, para que ele entre em um modo de exibição que privilegia tempos de resposta, reduzindo lag (lentidão).

Outra característica fundamental para ficar de olho é o próprio tempo de resposta do aparelho. Ele determina a quantidade de tempo que a TV demora entre receber o sinal via HDMI e gerar a imagem final na tela e, claro, quanto menor essa janela, melhor: a jogabilidade fica mais precisa e menor será o input lag.

Tempos de resposta ideais para jogos variam entre televisores, mas há algumas medidas que podem ajudar a orientar suas buscas. A linha de TVs da Sony com o selo "ready for PlayStation 5" oferece 7,2 milissegundos, enquanto os televisores OLED da LG – com HDMI 2.1 e boa parte das tecnologias listadas aqui – operam com valores na casa dos 13,2 milissegundos. São boas referências para se ter na hora de escolher um modelo "gamer".

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