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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Um sistema de ferrovias da cidade de Dalian, no norte da China, se tornou uma das primeiras "vítimas" do fim do Adobe Flash. No último dia 12, o painel de controle da rede, desenvolvido em Flash e na linguagem ActionScript, própria da tecnologia, parou de funcionar e sofreu com instabilidades por um período de 20 horas. As origens do problema foram os desligamentos e bloqueios que a Adobe colocou em prática para encerrar de vez a tecnologia.

A Adobe comunicou ao mundo ainda em 2017 que encerraria o Flash no final de 2020. Ao longo dos anos, a tecnologia se tornou polêmica por conta de problemas de performance e segurança. Após o episódio, na prática, a rede de ferrovias continua operando em Flash, usando versões mais antigas e até "piratas" do programa.

Flash Player tem histórico de falhas de segurança — Foto: Divulgação/Adobe

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O caso chamou atenção porque a utilização do Flash, uma plataforma pensada para trazer aplicações multimídia para a Internet, é incomum em um sistema de controle de ferrovias. Ainda assim, os responsáveis pelo serviço dispuseram de três anos para providenciar a migração para uma tecnologia mais recente, ou mesmo prevenir as consequências do desligamento iminente do Flash.

Além disso, todo o processo de identificação e correção do problema acabou se tornando público. As primeiras falhas, o processo de diagnóstico e as medidas para mitigar o problema e encontrar soluções foram documentadas no GitHub, uma plataforma que reúne desenvolvedores do mundo todo. O assunto também fez sucesso nas redes sociais Weibo e WeChat.

No fim das contas, a ferrovia chinesa voltou ao funcionamento normal com uma medida simples. A solução foi usar uma versão antiga do Flash que, se não for atualizada, está imune ao desligamento imposto pela Adobe.

Processo de diagnóstico e correção do problema acabou documentado e público — Foto: Reprodução/GitHub

Ainda assim, ao longo do processo, os profissionais de TI da rede documentaram que uma tentativa anterior de rodar as ferrovias com o Flash desatualizado não deu certo. Isso porque o sistema aplicou atualizações automaticamente que, mais uma vez, desabilitaram o Flash e deixaram os trens offline.

Além disso, o processo envolveu modificações no Flash para que ele rodasse em edições antigas do Windows, e mesmo versões "piratas" da tecnologia da Adobe. Estas versões suportam as necessidades da rede de trens ao mesmo tempo que contornam o desligamento nas edições oficiais do plugin.

Com informações de Wired, TechNode, GitHub e Jalopnik

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