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Por Lucimara Leandro, para o TechTudo


O burn-in é um problema que deixa "manchas" na tela da TV. Uma das principais causas está relacionada à exibição contínua de uma mesma imagem durante muito tempo – como displays de avisos em aeroportos, por exemplo. Alguns tipos de televisor são mais suscetíveis ao problema, como os painéis OLED, utilizados por LG e Sony. No entanto, isso não significa que a situação não possa acontecer em aparelhos LED ou QLED.

Também é importante ter em mente que as fabricantes não costumam cobrir burn-in na garantia, já que está diretamente relacionado ao uso em si. Entre as que oferecem um suporte do tipo está a Samsung, que promete até 10 anos de cobertura em suas TVs QLED. Veja a seguir algumas dicas que o TechTudo preparou para evitar o burn-in.

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O que é o burn-in?

O burn-in pode acontecer quando um televisor fica muito tempo ligado exibindo a mesma programação. Isso faz com que logotipos de canais esportivos, barras de noticiários ou qualquer tipo de imagem estática marque a tela da TV de maneira permanente. Ou seja, mesmo após trocar de canal, a marca causada continua sendo exibida na tela da televisão. Mas, vale ressaltar: o problema não vai afetar a maior parte dos usuários.

Um problema que pode gerar confusão é o de retenção de imagem. Nesse caso, as manchas são temporárias e costumam desaparecer após desligar a TV – diferente do burn-in, em que os borrões são permanentes.

Canais de noticiário costumam ter barras estáticas com informações; isso pode manchar a longo prazo — Foto: Reprodução/Freepik

Acontece em qualquer TV?

Apesar de ser menos comum em modelos QLED, o burn-in pode acontecer caso a TV fique muito tempo ligada exibindo a mesma imagem estática. Ou seja: não é um problema exclusivo dos painéis OLED. Os painéis OLED têm LEDs de luz própria, o que oferece imagens com maior controle de brilho e contraste. Já as telas QLED ainda usam uma iluminação externa traseira, algo comum a TVs LCD.

Por isso, é mais comum ver casos de burn-in em telas OLED, com LEDs que se auto-iluminam. Mas, independente do tipo de tela, se algum ponto da TV como a logo de um noticiário, por exemplo, ficar por muito tempo no display, aquele conteúdo pode ficar fixado no painel. Isso acontece com maior frequência em telas de aeroportos, bares, entre outros estabelecimentos que mantêm seus televisores ligados a qualquer hora do dia.

O burn-in é mais suscetível de acontecer em TVs de bares, centros comerciais e telões de aeroportos — Foto: Reprodução/Eirik Soilhem

Toda TV OLED vai sofrer com burn-in?

O burn-in vai depender da intensidade de uso de cada usuário. Geralmente, TVs de estabelecimentos comerciais e bares podem sofrer mais com o efeito do burn-in. É comum que em locais do tipo os aparelhos fiquem sintonizadas em canais esportivos ou noticiários o tempo todo. Isso acaba causando um desgaste nos pixels das imagens estáticas, provocando manchas na tela.

O uso prolongado de TVs OLED para jogar também pode causar burn-in. Os elementos gráficos que são exibidos na tela durante a partida podem marcar a tela de maneira irreversível. Mas, de modo geral, o problema não deve afetar TVs em uso "comum" no dia a dia. Além disso, a tecnologia usada nos modelos OLED estão cada dia mais eficientes. A LG, por exemplo, aumentou para 100.000 mil horas o tempo de vida das telas OLED, o que daria para assistir dez horas de TV por dia por cerca de 30 anos.

O que fazer para evitar?

A principal recomendação é não deixar a TV ligada exibindo a mesma programação por muito tempo, principalmente em canais que ficam com informações fixadas na tela durante horas. O ideal é mudar o conteúdo exibido com frequência para prevenir as manchas. Outro comportamento que pode causar burn-in na TV é assistir a conteúdos no formato 21:9 ou 16:9. As bordas pretas que ficam na parte superior, inferior ou nas laterais também podem marcar a tela.

Trocar os canais e fazer intervalos entre os conteúdos exibidos pode retardar o aparecimento de burn-in na tela — Foto: Divulgação/Samsung

Algumas fabricantes oferecem recursos integrados capazes de evitar o burn-in. Nestes casos, basta procurar por opções como Pixel Refresher ou Screen Shift nas configurações da TV e ativar a função. Essas ferramentas são capazes de identificar imagens estáticas e limitam seu brilho, evitando que os pixels estáticos marquem a tela.

Entra na garantia?

As TVs OLED vendidas no mercado não oferecem garantia específica contra o burn-in, que estaria relacionado ao "mau uso" da TV. A Samsung oferece uma garantia de dez anos, mas apenas nos modelos de smart TVs QLED – e somente se o usuário provar que os danos não foram decorrentes do mau uso do dispositivo.

Além disso, a garantia só é válida para smart TVs de uso doméstico, deixando de fora os aparelhos usados em centros comerciais, bares e restaurantes, por exemplo – que estão mais suscetíveis ao problema.

Com informaçoes: How-To Geek, CNet, Samsung, PC Mag

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