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Por Paulo Alves, para o TechTudo


Pesquisadores das Universidades de Virgínia e Califórnia, nos Estados Unidos, publicaram um estudo sobre novas vulnerabilidade de chips Intel e AMD a possíveis ataques Spectre. O artigo aponta que essas falhas são diferentes daquelas reveladas pela primeira vez em 2018: os ataques exploram técnicas modernas de branch prediction, projetadas para melhorar o desempenho da CPU. Sendo assim, uma resolução teria impacto direto na performance dos computadores.

Por meio das vulnerabilidades, hackers podem ter acesso a dados importantes, caso o processador realize uma operação incorreta. A Intel afirma que o cenário já foi abordado em seu guia de codificação segura e garante que softwares que seguirem as orientações já têm proteção garantida. Da mesma forma, a AMD acredita que não seriam necessárias novas mitigações, uma vez que já existem soluções para o problema.

Chips da Intel e AMD têm falha de segurança cuja solução poderia prejudicar desempenho do computador — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

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Ataques do tipo Spectre exploram as vulnerabilidades dos chips por meio de malwares que tiram proveito do processamento especulativo presente em CPUs para acessar informações como conteúdos de mensagens, e-mails, senhas e dados bancários do usuário.

Os responsáveis pelo estudo citam três ataques principais como parte da atual onda de ameaças Spectre. Eles alertam que a correção dessas vulnerabilidades requer ou a desativação da origem dos dados de leitura, ou a limitação das operações de branch prediction, o que pode levar à queda de desempenho do computador.

Intel afirma que problema já é previsto nas orientações de codificação segura — Foto: Divulgação/Intel

Procurada pelo TechTudo, a Intel informou que “analisou o relatório e informou aos pesquisadores que as mitigações existentes não estavam sendo contornadas", garantindo que a situação já é prevista pelas orientações de codificação segura da empresa. Segundo a fabricante, os softwares que seguirem o guia já teriam proteção contra canais acidentais, incluindo o cache de uop, citado pelo artigo. Portanto, novas mitigações ou orientações não seriam necessárias.

A AMD também falou sobre o assunto. Segundo a fabricante, "as mitigações existentes não estavam sendo contornadas", portanto, não seria o caso de trazer novas soluções. Assim como a Intel, a marca sugere que seguir as orientações já existentes para codificação é suficiente para evitar problemas do tipo.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que processadores Intel e AMD têm vulnerabilidades apontadas. Em 2020, especialistas da Positive Technologies descobriram uma falha de segurança a nível de hardware que não permitia correção por meio de atualizações de software e poderia expor chaves criptográficas e assinaturas de hardware.

Falhas podem revelar dados importantes; resolução de novo caso seria crucial para a performance do PC, revela estudo — Foto: Divulgação/AMD

No mesmo ano, um estudo realizado pela Universidade de Graz, na Áustria, apontava falha em processadores AMD fabricados entre 2011 e 2019 relacionadas ao L1D Cache Predictor, que tem como função acelerar o acesso da CPU a informações armazenadas em sua memória interna. O problema poderia viabilizar a invasão e vazar informações armazenadas diretamente nos chips.

Os resultados da pesquisa, no entanto, advertem que as ameaças Spectre exigem conhecimento e esforço por parte do hacker para tirar algum proveito da falha. O estudo, portanto, sugere que o usuário médio provavelmente não precisaria se preocupar tanto com as ameaças encontradas, ao menos por enquanto.

Com informações de Windows Central e PC Gamer

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