Por Yuri Hildebrand, do Home office

Yuri Hildebrand/TechTudo

A LG Nano96 (65NANO96SNA) é uma smart TV 8K da linha NanoCell à venda no Brasil por a partir de R$ 8.549, em versão única de 65 polegadas. O tamanho do televisor impressiona, sobretudo com a alta resolução, mas a imagem fica aquém de modelos OLED e até mesmo QLED, utilizados por rivais como Samsung e TCL. Apesar disso, o som condiz com a proposta premium da TV, entregando boa potência, com 40 Watts RMS, e definição, permitindo ouvir músicas e assistir a filmes e séries com qualidade.

O que mais chama atenção no dispositivo é a boa oferta de recursos, indo desde o uso de Inteligência Artificial para otimizar a exibição no Filmmaker Mode, até o suporte a serviços de casa conectada como Alexa, Google Home e o próprio ThinQ AI da LG. O TechTudo testou a TV e traz a seguir a avaliação completa do modelo 8K.

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Design simples e boa oferta de entradas

Diferente das OLED, modelos top de linha da LG no mercado, as NanoCell não chamam tanta atenção no design. Apesar das 65 polegadas, o modelo não é tão fino quanto as TVs com LEDs orgânicos, já que precisa de iluminação traseira para exibir os conteúdos. As bordas, por sua vez, são bem pequenas, apesar de não serem "tão infinitas" quanto nos modelos mais premium da marca. Já a base tem um acabamento interessante, mas sem o mesmo apelo estético da OLED CX, por exemplo.

Um ponto que merece destaque é a instalação, que precisa de uma atenção a mais. Para fixar a base no display é necessário ter uma chave Phillips em casa – além de alguma experiência e, se possível, contar com a ajuda de outra pessoa para levantar o produto sem danificar a tela.

Linha NanoCell não tem o mesmo apelo estético das OLED, mas modelo de 65 polegadas garante tela de cinema — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

As interfaces disponíveis são um ponto bastante positivo, já que o televisor oferece quatro portas HDMI, três USB, além de entrada RF e saída digital óptica. Dessa forma, o usuário pode conectar um dongle, um console e um aparelho de TV a cabo sem problemas na Nano96, por exemplo.

Controle remoto funcional

Assim como na OLED CX, o controle Smart Magic da LG traz muitas possibilidades de comando, mas design que destoa bastante da proposta da TV. Com a NanoCell, os comandos disponíveis são os mesmos: botões específicos para os serviços de streaming Netflix e Amazon Prime Video – esse último, se pressionado, ativa a Alexa –, comandos numéricos, setas direcionais, um "Ok" com scroll, entre outros.

Da mesma forma, é possível navegar com um ponteiro na tela, em uma espécie de mouse que facilita a vida do usuário em diversos momentos. A aparência não é premium, mas o acessório se mostra funcional.

Controle remoto é o mesmo presente nas TVs top de linha da LG — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Tela de cinema, mas abaixo de opções top de linha

Com suas 65 polegadas, o display da NanoCell ocupa um bom espaço no ambiente, independente do cômodo escolhido para instalar o televisor. Além disso, a qualidade de imagem é satisfatória para assistir a filmes, séries ou para jogar, apesar da taxa de atualização nativa ficar em 60 Hz. Se a ideia é ter uma tela "de cinema" em casa, a Nano96 é uma opção interessante.

Mesmo assim, é importante considerar alguns pontos. Um deles é o tipo de display, que aqui é LED, apesar de contar com tecnologia de nanopartículas. Essa característica melhora a exibição frente a TVs 4K UHD "comuns", mas fica um pouco atrás do QLED, da Samsung – em termos de experiência, pelo menos –, e do OLED da própria LG, por exemplo. Ao mesmo tempo, o valor da TV é bem mais acessível que a maior parte dos modelos 8K de 65 polegadas, disponíveis em linhas mais caras.

Melhorias via IA e recursos premium

Disney+ e Globoplay estão disponíveis no webOS 5.0 — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Se a exibição não fica no mesmo patamar de TVs top de linha do mercado, as funcionalidades disponíveis na NanoCell garantem uma experiência bem completa. Trazendo os principais aplicativos de streaming disponíveis no Brasil, como Netflix, Globoplay, Amazon Prime Video, Disney+, entre outros, o webOS 5.0 não deixa a desejar nas opções de entretenimento. Há também canais ao vivo via streaming, loja de aplicativos com vários outros serviços – incluindo o Facebook Watch, que entrou recentemente no catálogo –, entre outros exemplos.

Há também recursos que impulsionam a capacidade da TV na exibição. É o caso da otimização via IA, que melhora não só a imagem, mas também o som do televisor de acordo com o ambiente e o tipo de conteúdo que está passando. Isso garante uma experiência bem interessante para ouvir músicas, assistir a clipes no YouTube ou mesmo jogar com maior imersão mesmo sem um fone de ouvido.

O Filmmaker Mode, que pode ser ativado de acordo com a vontade do usuário, também promete subir a qualidade de filmes e séries, seguindo padrões utilizados nas próprias produções. Outro que merece destaque é o upscaling, que ajuda bastante no dia a dia, uma vez que poucos conteúdos ficam disponíveis em 8K de fato.

Painel de controle, integração com serviços IoT e apps como Globoplay e YouTube são pontos positivos do webOS — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

As TVs da LG também oferece integração aos principais serviços de casa conectada, como Alexa, da Amazon, Google Home e até mesmo o HomeKit, da Apple. Dessa forma, o usuário pode utilizar seu televisor junto a outros acessórios, permitindo a criação de rotinas ou até mesmo o controle por voz. No controle, é possível ativar a ThinQ AI, inteligência da própria LG, assim como a Alexa e o Google Assistente.

Conclusão

A linha NanoCell chegou ao mercado para ser uma opção mais em conta da LG entre seus televisores premium. A qualidade de imagem é boa, mas fica abaixo das OLED, tops de linha da marca, e bate de frente com o QLED oferecido pela Samsung – e, até pouco tempo atrás, também disponível como tecnologia mais premium em TVs, o que mudou com as Neo QLED de 2021. Essa característica é importante e pode fazer diferença na hora de escolher o modelo ideal, mas, ao mesmo tempo, permite entregar o valor mais baixo, saindo a, pelo menos, R$ 8.549 no varejo nacional.

TVs NanoCell é linha 'mais em conta' entre as TVs premium da LG — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Se a qualidade nos pormenores fica abaixo de linhas premium, recursos como upscaling e a otimização via Inteligência Artificial dão conta de entregar o melhor possível dentro das condições do momento – o que também vale para o som.

A questão do vazamento de luz em cenas mais escuras, "problema" comum às TVs com uma fonte própria para iluminação, não chega a incomodar, mas, para quem busca a melhor tecnologia disponível, vale optar por outros modelos. O foco aqui é a tela 8K com 65 polegadas saindo por um preço abaixo de R$ 9 mil, algo difícil de se achar em outras linhas no Brasil.

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