Wearables

Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo

Divulgação/Apple

Uma famosa loja australiana interrompeu as vendas do rastreador AirTag, recém-lançado pela Apple, tanto em lojas físicas quanto na internet. A empresa avaliou que o aparelho possui problemas de segurança relacionados à bateria, que poderia ser facilmente removida por crianças e causar acidentes. A Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC) confirmou que existem preocupações sobre o tema.

O desaparecimento do aparelho nas unidades da Officeworks foi percebido por um consumidor. Ele contou no Reddit que os funcionários do balcão podiam ver no sistema interno que tinham o produto em estoque, mas que ele não podia ser vendido naquele dia. Na loja online da Officeworks, os links que direcionam para a página de venda do AirTag não funcionam mais.

Apple lança o AirTag, rastreador digital da marca — Foto: Divulgação/Apple

Ao ser procurada, a Officeworks confirmou que o produto não seria mais vendido em nenhuma unidade até que as autoridades resolvam a questão. São 160 lojas na Austrália.

“A linha Apple AirTag ficará temporariamente indisponível para compra na Officeworks. O produto não será estocado pela Officeworks até que orientações adicionais sejam fornecidas pela Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores”, disse um representante via email. A nota não menciona as dúvidas sobre a segurança do público infantil.

Apesar da OfficeWorks não mencionar no comunicado qual é o problema de segurança específico dos AirTags, uma nota enviada pela Apple à imprensa local relaciona a questão à bateria do rastreador. A empresa disse que o produto foi projetado para atender aos padrões internacionais de segurança infantil, incluindo os da Austrália, que exigiriam “um mecanismo de empurrar e girar de duas etapas para acessar a bateria substituível”.

A empresa alegou que está seguindo os regulamentos e “trabalhando para garantir que nossos produtos atendam ou excedam os novos padrões, incluindo aqueles para rotulagem de embalagens”.

Segundo a Apple, a bateria do AirTag tem padrão CR2032 e foi pensada para durar mais de um ano. O usuário pode receber um aviso no próprio iPhone quando for a hora de substituir o componente. Para abrir o AirTag e fazer a troca, é preciso deve deslizar a tampa traseira do dispositivo.

O que diz a entidade de segurança australiana

A Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores afirmou que tem ciência de relatórios que levantam preocupações sobre a acessibilidade das baterias no produto. “Se um fornecedor achar que um produto que ele fornece não é seguro, o ACCC espera que ele conduza um recall voluntário para avisar os consumidores sobre o risco, resolver o problema de segurança ou remover o produto do mercado”, disse um porta-voz da entidade.

AirTag em mochila — Foto: Divulgação/Apple

Baterias do tipo botão – as mesmas existentes no AirTag – são uma grande preocupação na Austrália por três casos famosos de crianças que morreram após engolir o componente. Em novembro do ano passado, a própria ACCC lançou uma campanha de prevenção.

Também por conta disso, a Austrália lançou um novo padrão de informações obrigatórias para embalagens de produtos, que devem conter símbolos de advertência e instruções sobre o manuseio das baterias do tipo botão. O Gizmodo australiano diz que a Apple está planejando atualizar a embalagem do AirTag no país para cumprir esse novo padrão informativo. O prazo para a adequação é 21 de junho de 2022.

Rastreador digital está à venda no Brasil

Os rastreadores AirTag têm a função de ajudar a encontrar objetos perdidos. Nesse sentido, o rastreador deve estar acoplado ao objeto. Assim, o usuário visualizará no próprio iPhone sua localização exata no mapa. No Brasil, o AirTag pode ser comprado por R$ 369, e o usuário também tem a opção de comprar um pacote com quatro dispositivos por R$ 1.249.

Com informações de Gizmodo e 9to5Mac

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