Celulares

Por Thássius Veloso

Thássius Veloso/TechTudo

O Procon de São Paulo informou na manhã desta quinta-feira (17) que pediu esclarecimentos da Apple, da Motorola e da Samsung sobre a segurança de celulares. A solicitação foi feita a reboque da revelação de que quadrilhas em São Paulo se especializaram no roubo de aparelhos não para vendê-los, mas sim para acessar aplicativos de bancos e instituições financeiras. O caso foi descoberto pela Folha de São Paulo.

De acordo com o jornal, os criminosos se apropriam dos telefones e fazem transferências para outras contas. O prejuízo pode chegar a milhares de reais. A Folha apurou que os bandidos conseguem burlar os sistemas de segurança dos aparelhos. Os mecanismos usados por eles permanecem um mistério.

Biometria do Moto G8 Play: leitor de impressões digitais fica na marca da Motorola — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

As informações solicitadas pelo Procon-SP

Na nota de hoje, o órgão vinculado ao governo paulista pede uma série de informações a respeito do tema e dá prazo até 22 de junho para receber as respostas. Confira o resumo do pedido:

  1. Laudos técnicos dos testes de validação e eficiência realizados para garantia de segurança no desbloqueio dos aparelhos nas modalidades de senhas, códigos de segurança, reconhecimento de voz e facial, dentre outros.
  2. Providências para identificação de possíveis problemas de quebra de segurança de acesso e de violabilidade de dados nos aparelhos.
  3. Forma de recepção, tratamento e armazenamento dos dados fornecidos pelos usuários no momento da habilitação dos respectivos aparelhos.
  4. Período previsto para o armazenamento dos dados dos usuários – incluindo as imagens e gravações de voz, comprovando a possibilidade de sua atualização e exclusão (no aparelho e de forma remota).
  5. Custos para utilização dos dispositivos de segurança nos aparelhos e no respectivo sistema operacional.
  6. Forma de cadastro e armazenamento do “Endereço de Protocolo da Internet – IP” por usuário, bem como dos dispositivos de segurança utilizados na sua identificação, endereçamento, localização e rastreamento de forma remota em caso de furto/roubo.
  7. Sistemas de bloqueio, exclusão de dados de forma remota e rastreamento, disponibilizados aos usuários/consumidores vítimas de furto/roubo de aparelhos.

Acesso misterioso

A reportagem da Folha menciona um caso envolvendo o iPhone 11, lançamento de 2019 que conta com biometria por reconhecimento facial (Face ID). No material comercial, a Apple afirma que o produto conta com o mais elevado grau de proteção disponível atualmente.

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Também é citado o sistema Android, tido como menos seguro em termos de defesas que impeçam o acesso aos dados. O bandidos estariam particularmente interessados nos telefones que estão ligados e desbloqueados no momento do furto. Muitos deles ficam abertos no Waze.

Especialistas ponderam que versões antigas de sistemas de smartphones costumam conter brechas que podem ser usadas para invadir os dispositivos. Daí a recomendação de estar com o aparelho sempre atualizado tanto em termos de sistema quanto nos aplicativos armazenados nele.

Recentemente a Apple liberou uma atualização para modelos aposentados de iPhone e iPad por causa de uma ameaça cibernética.

O que dizem as empresas

Motorola e Samsung confirmaram ao TechTudo que receberam o ofício e que vão responder dentro do prazo. A Samsung também reforçou “o comprometimento com a proteção dos dados pessoais dos consumidores e que segue, continuamente, aprimorando suas ferramentas para garantir a segurança de seus usuários cumprindo com as leis brasileiras”.

A Apple não se pronunciou até o presente momento.

Com informações da Folha de São Paulo

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