Placas

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Radeon RX 550 é uma placa de vídeo de entrada lançada pela AMD em 2017. O produto ainda pode ser interessante para rodar games competitivos, mas se tornou também uma opção de relativo baixo custo para quem precisa de placa no PC, um HTPC ou não faz questão de encarar jogos recentes. Hoje, já substituída pelas Radeon RX 5500 e RX 5500 XT, bem como por opções da Nvidia, a placa da AMD ainda é encontrada no mercado brasileiro a preços que partem de R$ 1.299 na Amazon. A seguir, listamos as especificações da placa, seus pontos fortes e limitações.

Radeon RX 550 tem formato compacto e é indicada para HTPCs — Foto: Divulgação/Sapphire

Ficha técnica da Radeon RX 550:

  • Lançamento: abril de 2017
  • GPU: Lexa PRO da arquitetura Polaris com 512 processadores de fluxo em 8 unidades computacionais
  • Velocidades: 1.100 MHz em clock base, turbo de até 1.183 MHz
  • Memória RAM: 2 GB de GDDR5 a 7 Gb/s
  • Interface de memória: 128 bits
  • Largura de banda: 112 GB/s
  • TBP: 50 Watts, requer fonte de 400 Watts

Especificações

Lançada como uma placa de entrada, a RX 550 tem especificações mais modestas. O processador gráfico (GPU) da placa é formado por 512 processadores de fluxo (ou stream) que são distribuídos em 8 unidades computacionais. A partir disso, entende-se que a RX 550 soma oito unidades de processamento gráfico, um número relativamente baixo.

Os núcleos da Radeon podem operar a velocidades de 1.100 MHz em clock base e acelerar a 1.183 MHz com o turbo acionado. Como essa placa faz parte da arquitetura Polaris da marca, as velocidades mais altas de gerações recentes e as faixas de turbo estáveis próprias para games não estão presentes.

No que diz respeito à memória, a RX 550 carrega uma quantidade de 2 GB de GDDR5 que vai ligada ao processador gráfico em uma via de 128 bits, gerando largura de banda de 112 GB/s. Comparada a modelos mais recentes, não é um valor expressivo. Por outro lado, a RX 550 não tem tanta memória e nem processador muito rápido, o que elimina o risco da largura de banda virar um gargalo de performance.

Desempenho

RX 550 tem performance suficiente para games mais leves, como DotA 2 — Foto: Divulgação/Valve

A Radeon RX 550 foi introduzida pela AMD em 2017 como opção para quem desejava um PC gamer funcional ao encarar games a resoluções mais baixas, ou mesmo performance competitiva em títulos com pegada esportiva. Esse perfil voltado a esports ainda vale – afinal, games como CS:GO, Valorant, Overwatch, League of Legends (LOL) e outros dificilmente exigem muito do hardware.

Avaliações de performance bruta da placa indicam que ela pode encarar algo como DotA 2 a 94 fps e rodar CS:GO a 79 fps em resolução Full HD. Entretanto, quem leva o lado competitivo a sério pode se dar melhor com placas mais poderosa, já que terá acesso a números ainda maiores e mais estáveis.

O agregador de comparativos de performance do siteTechPowerUp mostra que a RX 550 oferece performance até 17% inferior à GeForce GTX 750 Ti, placa de vídeo da Nvidia de 2013 e que historicamente é usada como referência no mundo dos PCs para comparar o desempenho gráfico bruto do PlayStation 4 (PS4).

Portanto, a Radeon pode ter dificuldade em reproduzir títulos recentes em resolução alta e boa performance. Como é mais antiga no mercado, a tendência é que lançamentos dos próximos anos apenas intensifiquem essas questões. De acordo com os números brutos da AMD, a placa oferece uma performance computacional bruta de 1,2 teraflops (TFLOPS). É a mesma medida de desempenho do Xbox One de 2013.

Consumo

Placa da AMD pode encaixar em PCs voltados ao entretenimento — Foto: Divulgação/Sapphire

Peças de hardware mais simples tendem a ser mais econômicas, e isso é verdade também para a Radeon RX 550. De acordo com a AMD, a placa tem um regime de operação que vai requerer um máximo de 50 Watts em situação de alta demanda. É um valor bem abaixo do que placas mais poderosas requerem, com orçamentos superando a casa dos 200 ou 250 Watts.

Como não precisa de muita energia, a Radeon vai esquentar menos e não deve provocar desconforto com ventoinha barulhenta em rotação alta, algo que reforça seu potencial como GPU para HTPCs. Outro ponto positivo é que, sendo mais econômica, a placa requer apenas uma fonte de 400 Watts instalada no PC.

Tipos de uso

Originalmente, a RX 550 foi posicionada pela AMD como uma placa de vídeo de entrada, com boa relação custo-benefício para eSports. Embora ela mantenha algo desse perfil ainda hoje, o mercado já tem opções mais atuais e superiores com o mesmo perfil, porém mais performance. Exemplos da própria AMD são as Radeon RX 5500 e 5500 XT.

Formato mini permite instalação em gabinetes menores — Foto: Divulgação/Gigabyte

Para quem não liga tanto para games, a RX 550 tem performance mais que suficiente para computadores usados em produtividade e sistemas que, com algumas versões dos Ryzen ou os recentes Intel de série F, carecem de placa de vídeo. A Radeon vai dar conta dos softwares de produtividade e pode acelerar fluxos de trabalho relacionados a edição de vídeo, imagens e modelagem 3D.

Outro potencial da 550 é o uso em PCs super compactos, destinados a entretenimento e reprodução de mídia: os HTPCs. Disponível em formato mini, a placa cabe em gabinetes menores, requer pouca energia e deve ter operação silenciosa, tudo isso entregando vídeo em 4K.

Preços e concorrentes

A RX 550 pode ser encontrada no mercado brasileiro por cifras a partir de R$ 1.299, valor tentador em um mercado que anda com preços bem altos para GPUs intermediárias e com grande escassez de placas mais poderosas. Essas, quando disponíveis, aparecem custando cinco ou seis vezes mais, nas melhores hipóteses.

No entanto, é preciso considerar que seu perfil de aplicação é mais estreito e há opções com tecnologia superior. A Radeon RX 570, que tem a restrição de fazer parte da mesma geração, já mais defasada, é superior e aparece a R$ 3.199 na Amazon.

Dependendo da disponibilidade e orçamento, consumidor encontra opções melhores no mercado — Foto: Divulgação/Gigabyte

As Radeon RX 5500 e 5500 XT ainda oferecem um bom custo-benefício, mas são difíceis de encontrar. Os valores podem partir de R$ 1.800 para as versões mais despojadas dessas placas, embora versões com overclock de fábrica possam ter preços na casa dos R$ 3.000.

Talvez a recomendação mais certeira de opção à RX 550 seja mesmo a GeForce GTX 1650 Super da Nvidia: com tecnologia muito mais atual, ela vai dar conta de lançamentos em resoluções mais altas e terá ciclo de vida mais prolongado. A má notícia é o preço: aparecendo por valores na casa dos R$ 2.000 para os anúncios mais em conta, a GPU Nvidia é sensivelmente mais cara do que a RX 550.

Com informações de AMD, TechPowerUp, UserBenchmark e PassMark

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