Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Reprodução/LG

Ter um ar-condicionado quente e frio pode ser interessante para dar conta tanto de temperaturas altas do verão quanto de dias mais pesados do inverno. Aparelhos do tipo devem ser interessantes para diferentes regiões do Brasil e aparecem sob marcas como LG, Gree, Elgin, Electrolux, Midea, Consul, entre outras.

Modelos com modo "heat" são versáteis e funcionam durante todo o ano, mas podem sair um pouco mais caros que dispositivos "só frio", que também são encontrados com maior facilidade em opções bivolt ou 127V, tensão comum em algumas regiões do país. Confira a seguir os pontos positivos e negativos de comprar um ar-condicionado que também funcione no quente.

Ar com ciclos quente e frio pode ser usado tanto no inverno como no verão; veja prós e contras — Foto: Divulgação/LG

PONTOS POSITIVOS

Utilidade o ano todo

O grande diferencial desse tipo de produto está no fato de que ele pode ser útil o tempo todo, especialmente em regiões de maior amplitude térmica, onde o verão é bem quente e o inverno tem dias bem frios. Em dias com temperaturas mais altas, o ar-condicionado vai refrigerar o ambiente, mas, em caso de frentes frias ou períodos de forte frio, também vai circular ar quente.

Como pode efetivamente funcionar como dois produtos diferentes dependendo da estação do ano, um ar-condicionado quente e frio acaba eliminando a necessidade de outros produtos para controlar a temperatura dentro de casa.

Otimiza o espaço

Se o ar-condicionado com aquecedor realiza a função de dois produtos diferentes, ele também acaba contribuindo para otimizar o seu espaço, já que não vai ser necessário acomodar um aparelho convencional que você usará em apenas alguns dias do ano no inverno. Dependendo da região, a presença de um aquecedor por si só não faz muito sentido, inclusive, já que são poucos os dias de frio pesado.

Em apartamentos ou cômodos com tamanho menor, a diferença entre não precisar destinar espaço para um segundo eletrodoméstico pode ser considerável. Considerando ainda que há produtos que podem ser montados na parede, o ganho em área útil pode ser grande.

Modelo da Elgin com ar frio e quente se destaca pelo formato portátil — Foto: Divulgação/Elgin

Custo-benefício

Como é possível investir em apenas um produto para dar conta de verão e inverno, a relação de custo-benefício também pode ser atraente diante da eventual necessidade de comprar um ar-condicionado frio e um aquecedor separado.

Entretanto, para essa conta fazer sentido, é importante considerar o custo dos produtos individualmente e suas reais necessidades. Se o inverno do lugar onde você mora não é tão rigoroso, por exemplo, o ar-condicionado com ar quente pode não fazer muito sentido, já que, em geral, produtos desse tipo são mais caros.

PONTOS NEGATIVOS

Pode sair mais caro

Há modelos de várias capacidades, mas, no geral, os preços dos modelos com ciclo de ar quente tendem a ser mais caros. Em buscas rápidas no e-commerce usando faixas de potência comuns no Brasil, como 9.000 BTUs, por exemplo, as diferenças encontradas são relativamente grandes.

Modelos com ar quente tendem a ser mais caros que os equivalentes só com ar frio — Foto: Divulgação/Midea

Um exemplo de ar-condicionado "só frio" é o Split Comfee Springer, da Midea, com especificações de 9.000 a 12.000 BTUs. No momento, esse produto aparece no Brasil a preços de, pelo menos, R$ 1.081. Já o Consul CBP09CBBNA, produto que oferece ciclo com ar quente e também tem potência de 9.000 BTUs, aparece no mercado pelo mínimo de R$ 1.301.

Outro fator a se considerar – e que pode puxar os preços para cima – é que modelos com ar quente tendem a ser mais completos em recurso, trazendo inclusive funcionalidades smart em muitos casos, oferecendo suporte a comandos de voz e gerenciamento remoto. Esses fatores somados acabam dilatando diferenças de preço em mais algumas centenas de reais.

Poucas opções de 127V

Em alguns estados brasileiros, a tensão mais comum é a de 127 Volts, o que pode ser um problema na hora de comprar um ar-condicionado quente e frio. Isso porque modelos com entrada a 220 Volts são muito mais comuns na categoria.

Entre os estados do sul, mais sujeitos a invernos frios e naturalmente interessados em aquecimento, apenas o Paraná tem tensão nominal de 127 Volts como padrão – embora instalações residenciais com 220 Volts também sejam possíveis. Já no sudeste, o estado de São Paulo também encara alguns dias de mais frio no inverno, e, da mesma forma, tem tensão padrão de 127 Volts na maioria dos municípios.

Com informações de Choice e Carrier

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