Por Adânia Souza, para o TechTudo


Atletas como Douglas Souza, Pâmela Rosa, Kevin Durant e Luka Doncic são nomes conhecidos dos fãs de esportes que estarão nas Olímpiadas de Tóquio 2021. Contudo, esses jogadores não chamam a atenção apenas nas arenas, mas também nos jogos competitivos. Além de dar um show em seus respectivos esportes, cada um desses profissionais também são fãs declarados de diversos games famosos, como Call of Duty: Warzone, Free Fire, Valorant, Fortnite e League of Legends. Confira, a seguir, uma lista de atletas olímpicos que também são gamers.

Douglas Souza, atleta do vôlei brasileiro, é streamer de League of Legends e Valorant — Foto: Divulgação/FIVB

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Douglas Souza, seleção de vôlei do Brasil

Douglas Souza subiu ao lugar mais alto do pódio olímpico nos Jogos Rio 2016, com a camisa da seleção brasileira de vôlei. Para Tóquio, o ponteiro terá trabalho dobrado: em quadra e no YouTube. Douglas alimenta uma paixão por jogos eletrônicos desde a infância, mas só começou a compartilhar gameplays nas redes sociais em agosto de 2020. O camisa 14 da seleção já possui mais de três mil inscritos e tem o projeto de postar vídeos inéditos diariamente durante as Olímpiadas. Os games mais jogados pelo atleta são League of Legends e Valorant.

Pâmela Rosa, seleção de skate do Brasil

Pâmela Rosa é uma das favoritas ao pódio olímpico no skate street — Foto: CBSk/Julio Detefon

As Olimpíadas de Tóquio marcam a estreia da competição do skate e a brasileira Pâmela Rosa é uma das favoritas na modalidade street. Nos intervalos dos campeonatos, a atleta revelou em uma live no Instagram da Confederação Brasileira de Skate que a turma se reúne para jogar Free Fire, um momento de diversão sem perder o foco na competição. Pâmela classifica o game como o “melhor do mundo”, mas admite gostar também de Counter-Strike: Global Offensive.

Damian Lillard, Kevin Durant e Devin Booker, seleção de basquete dos EUA

Lillard e Durant já estão concentrados para as Olimpíadas, enquanto Booker disputa as finais da NBA — Foto: Divulgação/USA Basketball

O trio da seleção de basquete dos Estados Unidos vai à Tóquio para defender o título olímpico. Fora de quadra, os americanos são ávidos gamers. Damian Lillard é um grande fã da série Fight Night. O armador foi capa do jogo NBA Live, em 2015, e do NBA2K21. O jogador também aproveitou uma visita à EA para pedir uma nova versão do Fight Night, que segue sem novidades desde 2011 e faz com que Lillard mantenha um PlayStation 3 só para esse jogo.

O experiente Kevin Durant soma dois ouros olímpicos (2012 e 2016) e dois títulos da NBA (2017 e 2018), quando vestia a camisa do Golden State Warriors. Em 2014, o ala foi eleito o melhor jogador da Liga (MVP) e usou o Twitter para agradecer a Deus pela mãe e pelo NBA2k. Durant já estampou três edições do game, a mais recente delas foi a comemorativa do aniversário de 75 anos da Liga, revelada em 14 de julho.

Devin Booker, também da equipe de basquete dos EUA, faz streams na Twitch — Foto: Reprodução/USA Basketball

Já Devin Booker prefere os games de tiro. A estrela do Phoenix Suns, franquia da Liga Nacional de Basquete dos EUA (NBA), estreou na Twitch em meio à pandemia, com streams de Call of Duty: Warzone. Booker ficou sabendo da suspensão da NBA, no ano passado, quando fazia uma transmissão na plataforma da Amazon.

Allisha Gray, seleção de basquete dos EUA

Allisha Gray representará os EUA na estreia olímpica do basquete 3x3 — Foto: Divulgação/USA Basketball

Outra modalidade que estreia nesta Olimpíada é o Basquete 3x3. Allisha Gray é uma das convocadas para ajudar a equipe dos Estados Unidos a conquistar o ouro e, para lembrar de sua casa, a jovem carrega um Xbox em sua mala. A armadora do Dallas Wings, franquia da WNBA (liga feminina coirmã da NBA), revelou em entrevista à revista da USA Basketball que aprendeu a jogar videogames para se aproximar dos irmãos, já que eles não queriam brincar de boneca.

Em 2020, Gray participou de torneios femininos do NBA2k, criou um canal na Twitch dedicado ao CoD: Warzone e se tornou a primeira mulher a integrar o Gridiron Gaming Group, organização de esports gerenciada por Austin Ekeler, jogador de futebol americano na NFL. A atleta garante que as streams são um lugar de conforto que a ajudaram a interagir mais com as pessoas e a mostrar um lado diferente de sua personalidade.

Luka Doncic, seleção de basquete da Eslovênia

Luka Doncic é destaque nas quadras de basquete e nas batalhas do Fortnite — Foto: Reprodução/Ana Maria Goltes

O ala-armador da seleção de basquete da Eslovênia e do Dallas Mavericks (NBA) é um jogador assíduo de Fortnite. O Battle Royale é tema das entrevistas de Luka Doncic desde 2018, quando ele confessou estar jogando no momento em que recebeu a notícia de que havia sido eleito o rookie (ou calouro) do mês na NBA. O esloveno também é fã de Overwatch, mas ainda tem dificuldades quando o assunto é fazer streams. Em Tóquio, Doncic vai lutar pela inédita medalha olímpica. Nos games, os fãs podem vê-lo na capa do NBA2K22.

Gael Monfils, seleção de tênis da França

Gael Monfils aproveita o lançamento do CoD Black Ops III — Foto: Reprodução/AFJV

O principal nome do tênis francês nos últimos anos, Gael Monfils, participou do lançamento do Call of Duty Black Ops III Zombies Chronicles, em Paris, em 2017. Quatro anos depois, o tenista começou a fazer streams do game da Activision pela Twitch, onde já soma mais de 130 mil seguidores e vislumbra uma lista que conta com Magic: The Gathering, FIFA, Naruto, LoL, entre outros. Em solo japonês, Monfils buscará a primeira medalha olímpica.

Crystal Dunn e Julie Ertz, seleção de futebol feminino dos EUA

Crystal Dunn e Julie Ertz vestem a camisa da seleção de futebol dos EUA nas Olimpíadas — Foto: Divulgação/USWNT

A dupla de defensoras da seleção de futebol dos Estados Unidos é fã de Call of Duty. O game entrou na rotina do casal Julie e Zach Ertz, jogadoras de futebol americano na NFL, como um momento de relaxamento depois do esforço feito dentro de campo.

Em entrevista à Cheddar, Crystal Dunn exaltou o poder de CoD em explorar diferentes conjuntos de habilidades e, ao mesmo tempo, reforçar o trabalho em equipe. Na mala para Tóquio, as americanas carregam um PlayStation e a responsabilidade de voltar ao pódio olímpico, já que os Jogos Rio 2016 foram palco da pior campanha da história do time.

Com informações de AFJV, Bleacher Report, Cheddar, CNN, Insider, Instagram, SI, S2V Esports (1, 2 e 3), The Post Game, The Next Hoops, Twitch (1, 2 e 3), Twitter (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), USA Basketball e YouTube.

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