Wearables

Por Isabele Scavassa, para o TechTudo


Um grupo de cientistas da Universidade Cornell, em Nova York, criaram um colar inteligente que detecta a expressão facial do usuário ao longo do dia. Os resultados desse acompanhamento servem para observar a oscilação de humor, o que pode ajudar em diagnósticos sobre a saúde mental, por exemplo. A proposta do projeto era elaborar um acessório fitness funcional e que não precisasse de uma câmera frontal para fazer os registros.

O NeckFace, como é chamado o colar, conta também com a indicação de uso para videoconferências e em atividades que envolvam realidade virtual (VR). As reuniões online costumam impedir a movimentação dos participantes por conta da captação limitada da webcma, mas esse aparato pode garantir a mobilidade sem muita dificuldade.

Colar inteligente consegue rastrear humor do usuário pela detecção da expressão facial — Foto: Reprodução/TechRadar

Já no caso da VR, o wearable consegue captar os movimentos até mesmo quando combinado com o uso de um headset, o que otimizar a experiência nesse sentido.

O funcionamento do aparelho conta com câmeras e outros componentes, como o computador Raspberry Pi e peças que ajudam na percepção das expressões. O software do dispositivo constrói uma imagem em 3D do rosto do usuário e vai observando as alterações faciais para registrar as mudanças físicas que indicam mudanças de humor.

Inicialmente, os testes com o colar smart contemplaram câmeras RGB e de profundidade, que não se adequaram por não distinguirem bem o rosto de outros elementos ou por não serem eficazes em captações muito próximas. A estrutura atual conta com uma câmera infravermelha, já que foi a opção que mais atendeu às necessidades de rastreamento. Outro elemento presente no acabamento é a luz de LED, usada para otimizar a detecção facial.

Mesmo com os diversos testes realizados, o colar ainda traz algumas falhas em certas situações. Por exemplo, a interpretação das expressões faciais podem ser dificultadas pela barba, pelos cabelos longos e até mesmo pelo sol. Outro ponto que pode soar como desvantagem é o tamanho do dispositivo, que ainda é grande por precisar agregar várias peças para desenvolver o rastreamento.

Um dos questionamentos levantados diz respeito à privacidade do usuário. Nesse sentido, o wearable pode ser considerado invasivo por catalogar constantemente as emoções de alguém durante um dia. Além disso, é importante considerar onde essas informações catalogadas são registradas. Mas esse não é o primeiro vestível que rastreia informações cautelosas, visto que os relógios smart têm se destacado em termos de funções voltadas para analisar condições físicas e de saúde das pessoas.

Com informações de Cornell e TechRadar

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