Notebooks

Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Yuri Hildebrand/TechTudo

O XPS 13 2021 da Dell mudou pouco em relação ao XPS 13 lançado em 2020, vencedor do Melhores do Ano TechTudo na categoria de notebooks. Com processadores de 11ª geração da Intel, o XPS conserva bastante do desgin e do acabamento, assim como a tela de formato 16:10 e a resolução 4K+ na versão mais cara. Pesa contra o portátil a falta de uma placa de vídeo dedicada e oferta de hardware comum: o mesmo Core i7 usado pela Dell aparece em outras opções bem mais baratas.

O XPS 13 versão 2021 chegou ao mercado brasileiro no mês de junho em opções de tela Full HD+ e Ultra HD+, sendo essa última sensível ao toque. No momento, as duas edições podem ser encontradas a R$ 11.499 e R$ 12.199, respectivamente, na Amazon.

Dell XPS 13 2021 tem design minimalista e pegada premium, mas não mudou muito em relação à versão 2020 — Foto: Divulgação/Dell

PONTOS POSITIVOS

1. Tela 16:10 e opção UHD+

O design do XPS 13, desde a versão 2020, oferece uma tela em aspecto 16:10. Isso significa que o display tem uma proporção vertical maior, oferecendo mais espaço útil de tela para exibir conteúdo e contribuindo para maior produtividade. Com mais informação na tela, o usuário não precisa deslizar tanto a timeline da rede social, o site de Internet ou documento no Word, por exemplo.

Esse aspecto de tela, que é o mesmo usado pela Apple há anos nos MacBooks, pode ser percebido nas resoluções: o XPS é encontrado em Full HD+, medida em 1920 x 1200 pixels – 120 pixels a mais na vertical – e UHD+ 3840 x 2400, com medida vertical 240 pixels maior que o 4K tradicional. Nessa versão, diferente da opção Full HD+, o computador oferece interação por toques no display.

2. Design premium

Produto premium da Dell, o XPS 13 tem acabamento que mistura materiais de maior qualidade do que o encontrado em laptops mais baratos. O dispositivo é feito principalmente em alumínio, com superfícies escovadas nas bordas; além de fibra de carbono no palmrest – região no entorno do teclado e touchpad. Já a tela vem revestida com o mesmo Gorilla Glass 6, famoso nos smartphones.

Além do design elegante, o produto é bastante compacto. O XPS 13 tem 1,48 centímetros de espessura e pesa 1,2 kg, combinação que torna o computador uma opção bastante portátil para quem está de olho em um notebook fácil de transportar, com design sóbrio e com promessa de resistência.

Dell XPS 13 pesa 1,2 kg e tem acabamento premium — Foto: Divulgação/Dell

3. Permite upgrade de SSDs

É comum associar o formato ultra compacto de laptops com notebooks com baixa capacidade de upgrade. O MacBook Air, por exemplo, tem dimensões parecidas, mesma qualidade de acabamento, preço competitivo e vai bem longe em termos de bateria. Entretanto, ao contrário do Dell, o portátil da Apple não permite realizar nenhum tipo de upgrade.

O XPS 13 vem com slot M2 convencional para SSDs, compatível com os discos NVMe de alta velocidade com tecnologia PCIe 4.0 de última geração e capazes de chegar a velocidades de leitura na casa dos 7.000 MB/s. Essa vantagem permite ao consumidor comprar um modelo com um SSD e realizar upgrade no futuro por uma unidade de maior velocidade ou capacidade.

PONTOS NEGATIVOS

1. Hardware comum

O trunfo do XPS está no design elegante, acabamento, tela e grande portabilidade, mas uma análise mais fria da proposta pode revelar algumas limitações. Para começar, o hardware do notebook é bem comum: o processador Core i7 1185G7, por exemplo, é da mesma 11ª geração que aparece em uma grande variedade de laptops de várias marcas a preços bem mais baixos.

O suporte a SSD NVMe substituível também é algo presente em notebooks que talvez não sejam de design tão caprichado ou tenham tela de alta resolução, mas são bem mais baratos. Da mesma forma, os 16 GB de RAM, um diferencial importante, também aparece em diferentes modelos no mercado brasileiro.

Inspiron 15 5502 da Dell tem o mesmo processador e é bem mais barato — Foto: Divulgação/Dell

Entre os exemplos, é possível destacar notebooks como o Inspiron 15 5502, da própria Dell, com preço na casa de R$ 6.899, o VivoBook 15 da Asus, saindo a R$ 5.684 ou mesmo o Samsung Book, com menos RAM (8 GB contra 16 GB dos rivais), HD tradicional e saindo a R$ 3.869. Todos eles usam processador i7 1165G7, da mesma 11ª geração. Além disso, alguns oferecem placa de vídeo dedicada – ausente no XPS 13 – e versões com tela Full HD, tudo isso custando pouco mais da metade do valor do XPS.

2. Só duas USB-C

XPS 13 de 2021 repete a seleção modesta de interfaces do XPS 13 de 2020 — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

O design minimalista e o foco na portabilidade têm ao menos um custo negativo: o notebook da Dell não tem muito espaço para portas e interfaces. São duas USB-C apenas – com Thunderbolt 4 e incluindo a entrada de energia –, além de leitor de microSD e saída para fones de ouvido.

Há um adaptador de USB-C para quem precisa de USB Tipo-A incluso na caixa do computador, e o usuário precisa tê-lo sempre por perto, caso utilize periféricos para trabalhar ou estudar, por exemplo. Com relação à conectividade sem fio, o XPS vem com Wi-Fi 6 e Bluetooth de quinta geração, padrões atuais do mercado.

3. Sem opção de placa dedicada ou processadores Ryzen

O XPS 13 depende de processamento gráfico garantido pela Xe Graphics integrada da Intel, GPU comum a todos os notebooks com o Core i7 1185G7 e que fica distante de componentes dedicados. Os XPS 15 e XPS 17, por exemplo, irmãos maiores do XPS 13, vêm até mesmo com placas GeForce RTX da Nvidia, mas a Dell não os comercializa no Brasil. O XPS 13 não é uma workstation e pode não agradar quem depende do acesso a uma GPU poderosa.

XPS 13 não tem placa de vídeo dedicada e é mais simples do que versões maiores da linha vendidas no exterior — Foto: Divulgação/Dell

Esse hardware sem grandes diferenciais acaba comprometendo a proposta de notebook poderoso, sobretudo em um cenário em que os MacBooks Pro e mesmo Air de 13 polegadas com processador M1 se mostram mais rápidos.

Outro detalhe é que a Dell não conta com versões do XPS equipadas com processadores Ryzen da AMD. A geração mais recente desses processadores se destaca pelo nível de eficiência energética e pela performance e poderia render ao laptop um diferencial importante, já que fugiria dos Core i7 encontrados em notebooks intermediários.

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