Celular

Por Isabele Scavassa, para o TechTudo

Reprodução/Asus

As telas de 144 Hz fazem sucesso principalmente entre o público gamer. Elas já podem ser encontradas em celulares como o ROG Phone 5, o Xiaomi Mi 10T e o Nubia Red Magic 6R, entre outros. Tal taxa de atualização é mais do que o dobro da existente na maior parte dos aparelhos convencionais.

A vantagem do display com números superiores é a maior fluidez na transição das imagens, o que beneficia o usuário na hora de jogar ou de assistir a filmes e séries. Quanto maior for a taxa de atualização, menores serão os rastros de imagens em movimento.

ROG Phone 5: celular da Asus usa tela de 144 Hz — Foto: Divulgação/Asus

O que é taxa de atualização

A unidade de medida utilizada pela indústria é o Hertz (Hz). Ela serve para representar o número de vezes que algo oscila ao longo de um segundo. No caso de uma tela de 144 Hz, o conteúdo oscila 144 vezes num segundo. É muito rápido.

É possível encontrar celulares com números que variam entre 30, 60, 90, 120 e 144 Hz. Por sua vez, monitores de computador podem entregar numerais que chegam na casa dos 360 Hz.

Telas de 144 Hz aplicam maior rapidez na transição de imagens — Foto: Divulgação/Nubia

Uma das formas de entender a atuação da tela de 144 Hz é levando em consideração as demais taxas de atualização. O display de 60 Hz, por exemplo, pode deixar rastros evidentes nas imagens ao rodar um jogo. Essa falha não é tão perceptível nas telas com taxa elevada.

Apesar de evitarem os efeitos fantasmas na exibição, não são todas as atividades que pedem por uma resposta rápida da tela. O uso do smartphone para leitura ou elaboração de um texto são exemplos de situações que não demandam muita agilidade na transição, até porque a tela tende a ficar mais tempo no mesmo conteúdo.

Consumo de energia

Manter a tela constantemente em 144 Hz consome uma quantidade maior de bateria em comparação a outras faixas, como a de 30 ou 60 Hz. Alguns smartphones já trazem a tecnologia chamada de tela adaptativa, que ajusta a taxa de atualização de acordo com o conteúdo exibido.

O consumo elevado de bateria foi notado no Galaxy S20 Ultra, que usava uma taxa fixa de 120 Hz. A situação serviu como uma experiência que levou a Samsung a implementar a taxa variável logo na linha seguinte, do Galaxy Note 20 Ultra. Dessa forma, o display deve se comunicar com a GPU, de modo com que ele seja sincronizado com cada quadro produzido.

Benefícios nos jogos

Taxa de atualização de 144 Hz deve otimizar a experiência com jogos — Foto: Divulgação/Lenovo

Um dos destaques da tela de 144 Hz é a rapidez que ela confere aos movimentos nos jogos. Ele pode representar vantagem em relação a oponentes que usem painéis inferiores. A fluidez na transição impede que borrões atrapalhem os games, assim como evita a demora na resposta ao toque, fenômeno chamado de input lag.

Entretanto, existem outros fatores que impactam o desempenho da tela nos jogos. A performance do celular também deve estar afinada com a capacidade da tela, conciliando uma CPU e uma GPU rápidas o suficiente para entregar uma experiência otimizada em totalidade durante o jogo.

Nem todos os aplicativos e jogos oferecem o suporte à exibição de 144 Hz na hora de rodar as imagens. Uma parte significativa dos apps ainda rodam a 60 Hz, o que nesse caso impede que a tela entregue a qualidade prometida.

Celulares com tela de 144 Hz

Celular chega com tela de 144 Hz por 2.999 yuans — Foto: Divulgação/Red Magic

Alguns celular já oferecem a especificação. A maior parte ainda não chegou ao mercado brasileiro, como é o caso do aparelho da Asus e da ZTE. De qualquer forma, os modelos são vistos por valores mais altos. O motivo das cifras elevadas se deve ao fato de essa especificação ser condizente com fichas técnicas elaboradas, encontradas em smartphones premium e voltados para o público gamer.

O ROG Phone 5 (Asus) custa valores a partir de US$ 740, o equivalente a R$ 3.851 na conversão direta. A ficha técnica do telefone inclui bateria de 6.000 mAh, processador Snapdragon 888 e memória RAM de até 16 GB.

As especificações do Mi 10T (Xiaomi) também mencionam um chipset da Qualcomm, mas dessa vez foi o Snapdragon 865. A bateria fica em 5.000 mAh, enquanto armazenamento e memória RAM entregam 128 e 8 GB, respectivamente.

Por fim, o nubia Red Magic 6R, que chegou em maio deste ano, traz uma ficha técnica elaborada por 2.999 yuans (cerca de R$ 2.410). O telefone premium da marca traz o Snapdragon 888, memória RAM de 12 GB e armazenamento de até 256 GB. A bateria, por sua vez, é reduzida em comparação com os concorrentes, visto que traz apenas 4.200 mAh.

Com informações de Intel, Display Ninja e Android Authority

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