Por Vitória Bernardes, para o TechTudo

Reprodução/LG

Dolby Vision, HDR10 e HDR10+ são funções que aumentam o nível de brilho e de cores das smart TVs. As três tecnologias são bem avaliadas, mas devem ser usadas de forma equilibrada para não se sobreporem. Televisores desenvolvidos com Dolby Vision possuem displays com tecnologias como OLED ou pontos quânticos para entregar o máximo de potência.

Enquanto isso, HDR10 e HDR10+ também oferecem algumas diferenças em relação ao brilho e à profundidade de cor. Essas mudanças podem ser cruciais para o consumidor na hora de assistir a uma série em plataformas de streaming. Veja, a seguir, perguntas e respostas que o TechTudo preparou sobre o tema.

Tecnologia HDR tem promessa de imagens mais vivas e cores mais intensas — Foto: Divulgação/LG

O que é HDR?

HDR é uma tecnologia capaz de aumentar o nível de brilho das smart TVs, além de aprimorar as cores. A sigla vem do termo em inglês "High Dynamic Range" (grande alcance dinâmico, em tradução livre) e promete que os aparelhos tenham tons claros e escuros ainda mais elevados. As cores também são beneficiadas, pois ganham novos alcances de contraste e tornam a imagem da televisão mais realista.

No mercado existem três grandes tipos de HDR, que são o Dolby Vision, o HDR10 e o HDR10+. Essas funções são utilizadas para otimizar a qualidade de imagem das TVs e deixá-las mais próximas a uma experiência de cinema. É importante destacar que plataformas de streaming como Netflix e Prime Vídeo, suportam esse tipo de tecnologia, mas é necessário que os filmes e as séries tenham sido produzidos dessa forma.

O que é Dolby Vision?

LG tem smart TVs com tecnologia Dolby Vision — Foto: Leonardo Ávila/TechTudo

Dolby Vision é o HDR mais potente, criado pela empresa Dolby, que promete transformar a imagem de uma TV. Com essa tecnologia, o nível de brilho promete chegar até 10.000 nits em modelos que suportam essa capacidade, apesar de serem raros. Além disso, a profundidade de cor, que ajuda ainda mais nessa otimização, pode alcançar cerca de 12 bits.

Em outras palavras, o Dolby Vision promete ser uma das tecnologias em HDR mais qualificadas. Comparada às configurações das TVs à venda no mercado, ela pode se adaptar melhor aos aparelhos com display OLED, já que eles possuem níveis de brilho que chegam a 2.000 nits.

Curiosamente, uma das principais fabricantes de smart TVs do mercado, a Samsung não oferece suporte ao Dolby Vision. Isso ocorre por questões de direitos de uso da tecnologia, e pelo fato de que a sul-coreana tem suporte ao HDR10+, considerado similar, mas inferior.

Qual a diferença entre HDR10 e HDR10+?

Principal diferença entre HDR10 e HDR10+ está no mapeamento de contraste — Foto: Divulgação/Bomaker

HDR10 e HDR10+ são dois outros modelos de HDR usados nas smart TVs. Embora otimizem a qualidade de imagem dos aparelhos, as duas tecnologias são consideradas inferiores ao Dolby Vision. O HDR10 é o mais simples, com capacidade de brilho que chega a 1.000 nits e profundidade de cor com 10 bits. Apesar da diferença, é ainda uma função que pode melhorar bastante a experiência do consumidor enquanto usa a TV.

Em contrapartida, o HDR10+ foi desenvolvido com o propósito de "concorrer" com o Dolby Vision. Suas configurações são bastante parecidas com o HDR10, como 1.000 nits de brilho e 10 bits de profundidade de cor. O que muda nesta tecnologia é o mapeamento dinâmico, que não deixa que algumas cenas de filmes e séries fiquem saturadas demais. Basicamente, a diferença está no equilíbrio do contraste que uma oferece e a outra, não.

O que é HDR aberto e fechado?

HDR aberto e fechado são duas opções que podem interferir na hora de uma empresa escolher a tecnologia. Como o Dolby Vision foi desenvolvido pela marca Dolby, quando uma TV quer usar a função é necessário pagar royalties. Com isso, todos os aparelhos terão que custear esse preço enquanto forem comercializados oficialmente. Por isso surgiu o termo fechado, que também é chamado de pago. Por isso, nem tantas smart TVs usam essa função.

Já HDR10 e HDR10+ foram desenvolvidos a partir da união de várias empresas de tecnologia, como Sony e Samsung. A iniciativa dessas marcas era criar um HDR com qualidade, mas que não obrigasse nenhum pagamento. Dessa forma, os aparelhos que são equipados com essas funções, chamadas de abertas ou gratuitas, não precisam repassar royalties.

Como o nível de brilho da TV interfere no HDR?

Smart TVs de novas tecnologias, como telas de OLED, prometem mais brilho e cores mais reais — Foto: Divulgação/LG

O HDR precisa estar equilibrado com o nível de brilho de uma TV. Mesmo que um modelo específico ofereça Dolby Vision, se a quantidade de nits não ultrapassar 1.000, pode ser um gasto desnecessário. Portanto, saber qual é o display, como LED, OLED e QLED, é outra informação que pode ajudar na escolha perfeita.

As configurações precisam estar adaptadas para que se complementem na hora de entregar a melhor imagem. Caso exista uma tecnologia que não pode chegar ao seu máximo potencial, talvez seja melhor escolher outra opção ou olhar outras características interessantes.

Qual vale a pena investir?

Equilibrar as demais configurações com o HDR pode interferir positivamente na qualidade de imagem — Foto: Dvulgação/LG

Embora o Dolby Vision seja a tecnologia considerada mais avançada, o consumidor precisa escolher o modelo que se encaixa melhor na sua procura. Se você está em busca de smart TVs de 32 polegadas, as chances de encontrar HDR e até mesmo outras funções aprimoradas são menores.

Pode valer a pena investir em modelos que são bem equilibrados e que proporcionam a máxima experiência para os usuários. É possível encontrar modelos de marcas como Samsung, LG, Sony e TCL que oferecem algumas das tecnologias mencionadas neste texto.

Com informações de What Hi-Fi, TechRadar (1/2) e Digital Trends (1/2)

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