Redes sociais

Por Clara Fabro, para o TechTudo


O TikTok, popular app de vídeos curtos que faz sucesso entre o público jovem, alcançou mais de um bilhão de usuários ativos em setembro. A plataforma, que, no ano passado, ultrapassou o WhatsApp e o Facebook em número de downloads, também lidera o ranking de aplicativo mais baixado em celulares Android e iPhone (iOS) há meses. Só em agosto deste ano, passou a marca de 66 milhões de instalações. No entanto, apesar de sua popularidade, o app também esteve no centro de diversas polêmicas desde o seu lançamento.

Em 2019, o TikTok foi acusado de violações de privacidade e, em 2020, o governo dos Estados Unidos ameaçou banir o aplicativo do país. Já na Índia, o app foi banido durante uma proibição massiva de aplicativos chineses, que excluiu também outros 59 aplicativos chineses de forma definitiva. Além de proibições e questões com sua política de privacidade, a rede social também causou burburinho no meio médico após tendências de beleza sem embasamento científico viralizarem. Na lista a seguir, relembre seis grandes polêmicas que envolveram o TikTok.

TikTok: relembre polêmicas envolvendo o app, que alcançou a marca de um milhão de usuários ativos por mês — Foto: Marvin Costa/TechTudo

1. Problemas com os EUA

Em 2020, o TikTok foi alvo de algumas investidas do governo estadunidense, que, na época, ameaçou banir o aplicativo chinês do país. Isso porque tensões políticas entre a China e os Estados Unidos suscitaram debates a respeito da privacidade e segurança dos dados de cidadãos norte-americanos, e autoridades políticas chegaram a acusar a China de espionagem.

Durante o período, o aplicativo de vídeos curtos foi proibido pelas instituições militares dos EUA, e até o Pentágono chegou a recomendar que os militares desinstalassem o TikTok de seus celulares. Segundo autoridades americanas, a ByteDance, empresa dona do TikTok que tem sede em Pequim, responderia às leis de segurança da China, a que os EUA se opõem.

Tensões políticas entre a China e EUA resultaram em uma ameaça de banimento do app nos Estados Unidos — Foto: Divulgação

2. Desafio do Roacutan

O TikTok é casa para vários challenges e dicas de skincare. Seguindo essa tendência, o desafio do Roacutan viralizou no TikTok, e usuários utilizaram a plataforma para exibir fotos de antes e depois do início do tratamento com o medicamento. A medicação é indicada para tratar a acne e exige acompanhamento médico mensal por conta dos efeitos colaterais associados, que podem ser graves.

Apesar disso, o desafio se popularizou no app de vídeos curtos por conta de um suposto efeito de "afinamento do nariz" causado pelo medicamento. Com a repercussão do caso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia divulgou nota oficial, afirmando que "não há pesquisas ou estudos científicos válidos que reconheçam a segurança e eficácia desta prática" e que o uso indiscriminado do medicamento "coloca em risco a saúde do usuário".

3. Banimento na Índia

O banimento do app de vídeos curtos na Índia também foi motivado por questões políticas e funcionou como uma forma de retaliação à China. Segundo autoridades indianas, o TikTok e outros aplicativos chineses estariam roubando informações de usuários do país para transmiti-las a outros servidores, o que colidiria "com a soberania e integridade da Índia".

TikTok foi banido na Índia há mais de um ano — Foto: Divulgação/TikTok

Vale lembrar que, além do TikTok, mais de outros 59 aplicativos de origem chinesa foram proibidos no país. Além disso, no mês anterior ao banimento do app de vídeos curtos, a Índia foi o país que mais baixou o TikTok.

4. Polêmicas sobre privacidade

O TikTok também foi alvo de algumas outras polêmicas de privacidade. Em 2019, uma ação coletiva foi movida contra a rede social em um tribunal da Califórnia, nos Estados Unidos. O pontapé inicial para o processo envolveu uma jovem universitária, que alegou que o TikTok criou uma conta para ela sem seu consentimento. De acordo com a estudante, o app de vídeos ainda teria armazenado suas informações pessoais sem que ela soubesse, incluindo até mesmo dados biométricos e a digitalização de seu rosto.

A ação movida contra o TikTok concluiu então que a plataforma estaria enviando informações pessoais de cidadãos norte-americanos para a China sem que eles soubessem. Além disso, também foram identificados pela corte americana dois servidores chineses que estariam sendo usados para armazenar esses dados. O TikTok, contudo, afirma que as informações de usuários estadunidenses ficam salvas no próprio país, com backups em Singapura.

5. Exclusão de contas de menores de idade

Outra polêmica envolvendo o app de vídeos curtos diz respeito à exclusão de contas de menores de idade da plataforma. De acordo com os Termos e Condições de Uso do app, é necessário ter pelo menos 13 anos para usar o aplicativo.

Por isso, em junho de 2021, mais de 7 milhões de contas foram excluídas da plataforma. Supostamente, os perfis pertenciam a crianças e adolescentes com idade inferior a 13 anos. O TikTok reitera que crianças com 12 anos ou menos podem usar uma outra versão do app de vídeos curtos, que é indicada para esse público-alvo específico.

TikTok já se envolveu em diversas polêmicas de privacidade — Foto: Helito Beggiora/TechTudo

6. Polêmica com influencers plus size

Também em 2020, o TikTok enfrentou acusações de que estaria diminuindo o alcance de posts de influenciadores plus size. O caso da tiktoker Mikayla Zazon, influenciadora que postava conteúdos sobre amor próprio, chamou a atenção. Isso porque, segundo Zazon, o TikTok estaria censurando seus vídeos por ela estar um pouco acima do peso.

Zazon e uma amiga chegaram a fazer um experimento, e as duas publicaram o mesmo vídeo. No conteúdo em questão, elas usavam um biquíni e tratavam de temas como amor próprio. Segundo Zazon, o vídeo de sua amiga, que tinha um "corpo menor", foi disponibilizado pelo TikTok na mesma hora, enquanto o seu demorou cerca de três horas para ser postado, já que precisou passar por uma revisão.

Com informações de The Verge (1 e 2), Business Insider, CNN, BBC, NY Post e Mashable

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