Carros Inteligentes

Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Pexels (by Armand Valendez)

A Apple pode lançar seu primeiro carro elétrico e completamente autônomo em 2025, equipado com um processador criado pela marca exclusivamente para controlar o veículo. Rumores acerca de um carro de propulsão elétrica da maçã não são novos, mas informações divulgadas nesta quinta[feira (19) pela Bloomberg indicam que o processo de desenvolvimento e testes do "Projeto Titan" tem se intensificado, de olho na chegada ao mercado dentro de quatro anos.

O eventual "Apple Car" ou "iCar" seria um veículo completamente autônomo — sequer teria volante — e ofereceria um interior espaçoso, com uma organização interna similar à de uma limusine. O carro dependeria do processador da Apple para controlar seus sensores e permitir a condução autônoma, que poderia estar em um nível superior ao que Tesla e outras montadoras têm oferecido até o momento.

Apple quer lançar carro autônomo com chip próprio em 2025, diz analista — Foto: Divulgação/Apple

A CPU seria o componente do carro mais avançado desenvolvido internamente e a Apple já estaria preparando testes reais em uma frota de carros preparados para operar com o chip na Califórnia. Em carros autônomos, o nível de complexidade de sensores e das decisões em tempo real que o sistema deve realizar para conduzir o automóvel em segurança são bastante elevados e pedem hardware poderoso e especializado.

Além do interior espaçoso, o veículo ofereceria um painel com uma tela grande para gerenciamento do carro. Em formato que lembra um iPad, o monitor poderia agregar funções de interatividade e entretenimento, além do gerenciamento do automóvel. As fontes da Bloomberg afirmam ainda que o painel executaria um sistema com interface similar ao iOS.

Uma das incógnitas que permanecem acerca da ideia é o modelo de negócios que a Apple perseguiria: seria possível que a maçã criasse uma frota de veículos e a oferecesse na forma de aluguel, em linha com o que serviços como a Uber fazem — mas sem o motorista. Outro caminho seria um modelo mais tradicional — em que as fontes parecem apostar mais —, com carros comercializados diretamente com consumidores interessados.

Além dos desafios tecnológicos e de mercado — competir nessa indústria com corporações consolidadas há décadas pode ser um desafio enorme — há questões em aberto a respeito da confiabilidade da direção por inteligência artificial sem nenhum nível de interação com os ocupantes e questões regulatórias.

Com informações de Bloomberg, The Verge, 9to5Mac e MacRumors

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