Por Yuri Hildebrand

Divulgação/Vaio

Vaio Z é o notebook premium da marca à venda no Brasil. Distribuído por aqui pela Positivo, o top de linha da Vaio traz hardware poderoso, funcionando bem para diferentes tipos de uso, principalmente produtividade. São 32 GB de RAM em DDR4, armazenamento de 2 TB em SSD e processador Core i7 de 11ª geração da Intel com a solução gráfica Iris Xe embarcada.

Apesar das especificações poderosas, o ultrafino tem alguns pontos negativos, sobretudo nas interfaces (são apenas duas portas USB-C, além de uma entrada HDMI). Também chama atenção o acabamento, que, apesar de trazer fibra de carbono, passa pouca confiança no dia a dia — ainda mais em um notebook que sai a R$ 23.999. O TechTudo testou o modelo e conta as impressões do Vaio Z a seguir.

Vaio Z é ultrafino poderoso à venda no Brasil; veja impressões — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Visual premium, acabamento nem tanto

O design do Vaio Z prioriza a portabilidade e o visual, trazendo poucas entradas e corpo fino. O teclado vem no padrão americano e é bastante confortável para digitar durante longas horas, sendo uma opção interessante para quem trabalha editando ou redigindo textos.

O trackpad também agradou, com resposta rápida e botões bem definidos (alguns modelos rivais trazem peça única e com baixa sensibilidade). Apesar de funcional, o computador tem acabamento que se destaca negativamente: os materiais utilizados na construção do Vaio Z não passam muita confiança. O chassi é todo feito em fibra de carbono, mas lembra plástico em algumas partes, por exemplo. Já a tela parece um pouco mole no computador, trazendo uma estrutura bastante maleável — e não de uma forma boa. A fabricante promete alta resistência, ainda assim.

Um ponto interessante é a presença de uma tampa física para fechar a câmera quando não estiver em chamada de vídeo. Além disso, o laptop traz leitor de impressões digitais no teclado, facilitando a inicialização do sistema.

Notebook traz tampa física para fechar a câmera; acabamento do computador não agradou — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Boa qualidade de imagem

A tela do Vaio Z traz resolução 4K e tem formato tradicional, em 16:9 — vale lembrar que muitos rivais têm apostado no 16:10, presente há algum tempo nos MacBooks Pro e Air, por exemplo. Além do padrão mais "conservador", o laptop tem bordas relativamente finas, mas uma parte superior grande, onde fica alocada a câmera. Essa característica não faz muita diferença no dia a dia, mas fica a sensação de que o design poderia seguir melhor a proposta premium.

Voltando à exibição, o display de 14 polegadas pode ser pouco para alguns trabalhos de edição, por exemplo, e a presença de uma porta HDMI ajuda muito nesse sentido, já que permite estender a tela para uma visualização maior. Por outro lado, o tamanho e a alta resolução entregam imagens de qualidade, independente do conteúdo. Para assistir a filmes e séries ou mesmo jogar games mais simples, o computador funciona muito bem.

E o desempenho?

Com hardware poderoso, o Vaio Z entrega o que dele se espera em relação a desempenho. São 32 GB de memória RAM em DDR4, processador Core i7 11370H com até 4,8 GHz de velocidade, placa integrada Iris Xe Graphics e armazenamento de 2 TB em SSD NVMe PCIe 4.0. Durante os testes, o computador não travou mesmo com diferentes atividades acontecendo ao mesmo tempo (downloads, muitas abas abertas no Chrome e vídeos rolando, por exemplo).

Modelo vem equipado com chip Intel Core i7 de 11ª geração e placa integrada Iris Xe; suficiente para trabalhos de produtividade — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Por não contar com uma GPU dedicada, pode não ser a melhor das opções para quem trabalha com edição de vídeo ou criação de conteúdo 3D. Mas, em contrapartida, é possível trabalhar com fotos e áudio sem grandes problemas. Uma questão aqui é o preço, que chega a passar o que é cobrado por MacBooks mais poderosos oferecidos com o chip M1, próprio da Apple.

Apesar da performance positiva, um recurso importante em computadores atuais não foi muito bem. O reconhecimento facial via câmera IR falhou ao desbloquear a tela sem nenhum comando, como acontece em alguns rivais (o Yoga 9i Slim da Lenovo, por exemplo, foi bem melhor nesse quesito).

Com isso, o computador desliga o display rapidamente ao detectar que o usuário não está mais ali, mas o desbloqueio demora e atrasa um pouco o dia de trabalho. Pode não ser muita coisa, mas é algo que se espera de um notebook de R$ 23 mil.

Bateria poderia ser melhor

Interfaces, autonomia e acabamento foram os pontos negativos observados no modelo — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

A autonomia do top de linha da Vaio entrega o suficiente para trabalhos de produtividade no dia a dia, mas, com o brilho no máximo e dividindo funções como pequenas edições de fotos e vídeos no YouTube, o computador decepcionou um pouco. Foram cerca de cinco horas longe da tomada nessas condições. Para atividades básicas como edição de texto e uso do navegador o tempo pode subir mais uma ou duas horas.

É pouco para um computador desse patamar de preço, mas isso se justifica pelo hardware poderoso embarcado na máquina. Portanto, para trabalhar, vale a pena ficar perto de uma tomada para evitar que o mesmo desligue em um momento crucial.

Concorrentes

Também é importante comparar o modelo a rivais premium no Brasil. O MacBook Pro com M1, por exemplo, versão lançada em 2020 com tela de 13 polegadas, pode ser encontrado com 16 GB de RAM e 1 TB em SSD, ficando abaixo do Vaio Z. O valor também é menor (ao menos R$ 19.999 no varejo nacional), mas a promessa é de bom funcionamento para trabalhos pesados, por exemplo, além de bateria mais poderosa.

Macbook Pro com M1, lançado em 2020, aparece a preços mais baixos (e especificações inferiores), mas promete melhor desempenho — Foto: Divulgação/Apple

Outro concorrente de peso por aqui é o Yoga Slim 9i, da Lenovo, ultrafino que sai a R$ 12.749. O modelo também foi testado pelo TechTudo e traz acabamento que passa mais confiança, além de processador Core i7 de 11ª geração que promete maior desempenho.

Ainda assim, não vem com placa de vídeo dedicada e tem números menores em RAM (16 GB) e armazenamento (512 GB), mantendo ainda problemas como a baixa oferta de interfaces. Nesse caso, pesa bastante a ficha técnica mais robusta do Vaio Z, apesar do preço quase R$ 9 mil maior.

Vale a pena?

O Vaio Z chega com proposta premium, sobretudo pelo hardware embarcado. É um dos poucos ultrafinos no Brasil com 32 GB de RAM, por exemplo, e isso deve pesar na hora de escolher um novo laptop desse porte. A performance é muito boa, mas não deve ser suficiente para quem busca uma máquina para trabalhos mais pesados de edição ou criação, já que não traz uma placa de vídeo dedicada.

Vaio Z tem teclado confortável, hardware poderoso e boas imagens, mas peca em detalhes importantes — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Outros pontos negativos também precisam ser considerados, como a pouca oferta de interfaces, e o acabamento, que não agradou tanto. A sensação que fica é de que um modelo com preço tão alto deveria trazer uma carcaça mais confiável, além de mais opções de conexão.

Vale citar ainda a bateria, que poderia ser melhor para dar conta de um bom volume de trabalho. O preço de R$ 23.999 é outro fator que pode afastar o consumidor. Quem pretende investir alto em um notebook vai esperar alto desempenho, mas também uma boa construção, além de autonomia suficiente para trabalhar fora de casa, por exemplo — algo em que o Vaio Z pecou durante os testes.

Nota de transparência: Amazon e TechTudo mantêm uma parceria comercial. Ao clicar no link da loja, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques.

Mais do TechTudo