Battle Royale

Por Victor de Abreu (colaboração) e Yuri Hildebrand (redação)

Reprodução/Sensor Tower

A Krafton Inc, desenvolvedora de PlayerUnknown's Battlegrounds (PUBG), move um processo contra Apple e Google envolvendo Free Fire. A ação foi realizada na última segunda-feira (10) em um tribunal federal de Los Angeles, nos Estados Unidos. A empresa alega que tanto o Battle Royale da Garena quanto sua versão Free Fire Max copiam diversos elementos de PUBG, violando os direitos autorais do game. O processo questiona a oferta do jogo rival nas App Store e Google Play Store.

O TechTudo entrou em contato com a Krafton, que não deu detalhes sobre o processo, mas afirmou: "infrações à propriedade intelectual são um assunto sério e que causa entraves ao desenvolvimento produtivo da indústria de jogos". Já a Garena, por meio de um porta-voz da empresa-mãe Sea, disse à matéria que "as reivindicações da Krafton são infundadas". O site também procurou Google e Apple mas, até o momento, não houve resposta.

Desenvolvedora do PUBG afirma que Free Fire copiou elementos de seu jogo e moveu uma ação judicial — Foto: Divulgação/PUBG Corp

O principal pedido da Krafton é que o tribunal bloqueie as ofertas de ambas as versões do Free Fire. A empresa também incluiu no processo o YouTube, que pertence ao Google, por hospedar vídeos de Free Fire, e ainda solicitou uma indenização sobre os lucros obtidos pelo game. Vale ressaltar que, em dezembro de 2021, um pedido já havia sido realizado diretamente para Garena, Apple e Google para que os dois apps de Free Fire fossem retirados, mas a desenvolvedora do PUBG não obteve sucesso.

PUBG foi lançado em acesso antecipado em março de 2017 e chegou definitivamente em dezembro do mesmo ano. Ele é considerado como um dos mais bem-sucedidos jogos Battle Royale e aquele que teve um papel fundamental na popularização do gênero.

Também em dezembro de 2017, a Garena lançou o Free Fire para dispositivos mobile, enquanto o Free Fire MAX, uma versão aprimorada do game, foi disponibilizado em 2021. O game se tornou uma febre no mundo todo e conta com um sólido cenário competitivo, inclusive no Brasil.

Desenvolvedora de PUBG já tentou remover o Free Fire das lojas de aplicativos em 2021 — Foto: Divulgação/Garena

O processo da Krafton rendeu cerca de 100 páginas de explicação a respeito de todos os elementos que o Battle Royale da Garena teria copiado de PUBG. Entre os aspectos citados como supostamente copiados estão a estrutura de PUBG como um todo, itens e até mesmo localizações nos mapas disponíveis. Ainda foram mencionados a interface pré-partida, os paraquedas no começo das rodadas e a entrega de suprimentos feita por aeronaves. Vale destacar que algumas dessas características podem ser vistas também em jogos como Fortnite e Call of Duty: Warzone.

A Krafton ainda não especificou quanto deseja receber com a indenização. Foi mencionado apenas o valor de US$ 150 mil (cerca de R$ 830 mil) por cada infração alegada. Vale lembrar também que esta não é a primeira vez que a empresa sul-coreana move um processo pelo mesmo motivo de direitos autorais. Em maio de 2018, seu alvo foi a Epic Games, desenvolvedora de Fortnite, mas a Krafton retirou sua ação depois de um mês apenas. A decisão segue sem explicações até hoje.

Confira as declarações oficiais de Krafton e Garena, na íntegra:

Garena (por meio da Sea)

"As reivindicações da Krafton são infundadas."

Krafton Inc

"Ainda que não possamos entrar em detalhes sobre o processo em andamento, infrações à propriedade intelectual são um assunto sério e que causa entraves ao desenvolvimento produtivo da indústria de jogos. A KRAFTON apoia os direitos de empresas de desenvolvimento de jogos de proteger a criatividade e originalidade do ecossistemas de games."

Com informações de Reuters e Polygon

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