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Por Thássius Veloso (@thassius)

Divulgação/Meta

Um novo supercomputador entrou em operação neste mês. Criado pela Meta, a mesma empresa por trás do WhatsApp, Instagram e Facebook, o equipamento terá potência equivalente à de 100 mil PCs desktop quando estiver operando em capacidade máxima, em meados deste ano. O objetivo do equipamento é acelerar a pesquisa de inteligência artificial (AI) e ajudar no desenvolvimento de tecnologias para o futuro metaverso.

A supermáquina é chamada oficialmente de AI Research SuperCluster, ou RSC para os íntimos. Atualmente ela já funciona com capacidade equivalente a 30 mil computadores normais. O conglomerado liderado por Mark Zuckerberg não revelou o investimento ou local do dispositivo por não ser uma prática do mercado, de acordo com o gerente de comunicação de engenharia Tom Parnell.

Obras principais do RSC terminaram em dezembro de 2021 — Foto: Divulgação/Meta

Os primeiros testes indicam uma capacidade de processamento 20 vezes maior do que os computadores atuais usados pela Meta. Neste campo existem muitos jargões técnicos de difícil compreensão, mas os cientistas asseguram que será possível realizar projeções matemáticas de maneira muito mais veloz e em mais idiomas. Na prática, é como se o supercomputador servisse de ambiente inicial para que as tecnologias depois cheguem aos reais datacenters da companhia.

Aliás, os representantes da empresa repetiram inúmeras vezes que todo o projeto tem como pilares a segurança e a privacidade. Eles fizeram o anúncio numa mesa redonda para a imprensa, na qual o TechTudo foi o único veículo do Brasil.

O engenheiro de software Shubho Sengupta ressalta que o RSC não será utilizado no dia a dia da Meta. Não passarão por ele, por exemplo, as postagens do Facebook ou as mensagens do WhatsApp. Trata-se de uma estrutura específica para desenvolver novos recursos e testá-los em muitos cenários hipotéticos. Quais sejam? Sengupta afirma que ainda é muito cedo para determinar todos os casos de uso.

Equipe visita Research SuperCluster (RSC) — Foto: Divulgação/Meta

Ainda assim, o RSC estará habilitado para testar tecnologias de reconhecimento de fala. Os projetos executados nele poderiam, segundo a Meta, “fornecer traduções de voz em tempo real para grandes grupos de pessoas, cada uma falando um idioma diferente, para que possam colaborar perfeitamente em um projeto de pesquisa”. Uma ferramenta deste porte também poderia ser empregada quando as pessoas jogam juntas algum game em realidade aumentada (AR).

O RSC roda atualmente a 1,895 exaflops de TensorFloat-32 (TF32). A expectativa é de que chegue a 5 exaflops em meados deste ano. “Para dar uma ideia geral de escala, se disséssemos que 1 flop equivale a estar andando, 1 exaflop seria a velocidade da luz”, diz a Meta.

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