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Por Pedro Cardoso, para o TechTudo

Thássius Veloso/TechTudo

A Apple anunciou nesta semana que fará ajustes nos rastreadores portáteis AirTags e na rede de localização Find My. A iniciativa surgiu após diversas reclamações de usuários sobre falta de privacidade e perseguições com a ajuda do dispositivo. As mudanças devem acontecer em uma próxima atualização de software, que ainda não tem data para ocorrer.

Dentre as modificações está um novo aviso que, durante a fase de instalação, lembra aos usuários que os AirTags são vinculados ao perfil de Apple ID e que perseguição é crime. A fabricante também deve incluir uma função que alertará especificamente os usuários que porventura tiverem um AirTag junto a si.

Mapa da Apple mostra itens acoplados a AirTags — Foto: Divulgação/Apple

A Apple também deve adotar novas cores e tons na visualização dos AirTags, para facilitar a identificação de um rastreador indesejado. As medidas ocorrem após inúmeros relatos de perseguições que só seriam possíveis com a ajuda do artefato tecnológico.

O maior problema deste tipo de stalking é que, segundo os relatos, é possível rastrear qualquer pessoa com grande precisão com os AirTags. A prática costuma ocorrer ao colocar o gadget dentro da bolsa ou mochila da pessoa, sem qualquer consentimento.

AirTags inicialmente têm por objetivo facilitar a localização de objetos como chaves — Foto: Divulgação/Apple

Assim como nos Estados Unidos, a perseguição também é crime no Brasil, com pena de seis meses a dois anos. Pode chegar a três anos se for praticada contra mulheres, de acordo com o Código Penal.

O Apple AirTag foi lançado mundialmente em abril de 2021 e chegou ao Brasil mais tarde, em maio daquele ano. O preço sugerido começa em R$ 369. A proposta do produto é encontrar rapidamente pertences como mochilas, malas, chaveiros e bicicletas, como ocorreu num famoso caso em Boston, nos Estados Unidos. Seu uso não é recomendado para rastrear pessoas ou animais.

Com informações de Apple Insider e G1

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