Wearables
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Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo

Reprodução/Oculus

A popularização dos óculos de realidade virtual tem resultado num fenômeno preocupante: o crescimento no número de acidentes domésticos envolvendo o aparelho. Segundo a operadora de seguros residenciais britânica Aviva, queixas relacionadas ao dispositivo tiveram alta de 31% em 2021. O crescimento chega a 68% no intervalo de cinco anos.

De acordo com a seguradora, as ocorrências envolvem colisões dos usuários com móveis da casa, danos em eletrônicos ou nas paredes dos imóveis e golpes acidentais nos rostos de parentes. Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, parte relevante das queixas está relacionada a rachaduras na tela da TV. O dispositivo costuma ser utilizados em jogos virtuais ou atividades no metaverso.

Óculos de realidade virtual têm causado quebra de eletrônicos, golpes em parentes e colisões com móveis — Foto: Felipe Vinha/TechTudo

Um dos casos registrados pela Aviva aconteceu quando um usuário arremessou um controle na tela da TV ao se deparar com um zumbi durante um jogo. Outro cliente teria destruído duas estátuas de grife ao deslizar sobre a lareira para completar uma tarefa de um game.

A seguradora diz que o preço médio das ocorrências em 2021 foi de 650 libras (cerca de R$ 4.575 em conversão direta) e que todas foram atendidas.

Para a companhia, o aumento no número de acidentes deve ser ainda maior em 2022, já que muitas pessoas receberam óculos VR de presente de Natal no Reino Unido. Além disso, há uma maior tendência de uso do aparelho por causa da ampliação do Metaverso, universo digital criado pela Meta onde é possível interagir e realizar diversas atividades em um mundo virtual, visualizando os ambientes por meio dos óculos.

De acordo com Kelly Whittington, uma das diretoras da Aviva no Reino Unido, os acidentes envolvendo dispositivos eletrônicos não são uma novidade. “À medida que novos jogos e gadgets se tornam populares, vemos essa tendência acontecendo nas reivindicações feitas por nossos clientes. No passado, vimos casos semelhantes envolvendo consoles e jogos fitness”, afirmou a executiva ao jornal inglês.

Com informações de The Guardian

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