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Por Diandra Guedes, para o TechTudo

Divulgação/HiMaker

Hoje é comum encontrar diversos aparelhos eletrônicos com distintas funções nas casas brasileiras. Empresas como Apple e Motorola se esforçam continuamente para criar produtos tecnológicos que facilitem a rotina de seus usuários, mas isso nem sempre acontece. Alguns dispositivos se tornam um pouco bizarros ou defeituosos, obrigando os clientes a questionarem, inclusive, o motivo de suas fabricações.

Seja com um mouse redondo ou um "celular-robô humanoide", esses dispositivos provam que nem sempre as grandes empresas acertam. O TechTudo separou seis aparelhos que, até hoje, ninguém sabe por que foram lançados.

Newton é um PDA da Apple considerado um antecessor de smartphones e tablets — Foto: Divulgação/Apple

1. Apple Newton, de 1993

A Apple é famosa por seus produtos tecnológicos de última geração, mas nem sempre a marca acertou. O Newton foi o que podemos chamar de primeira versão do que seria hoje um iPad — um dos produtos mais vendidos da marca.

Com bateria de vida curta para um tamanho avantajado, o aparelho foi lançado em 1993 e pecou no quesito autonomia. O assistente pessoal era capaz de armazenar contatos e gerenciar calendários, além de possuir uma tela touch que prometia converter textos escritos à mão em digitados e enviar fax. A promessa era boa, mas seu sistema de reconhecimento de escrita apresentava falhas, o que causou insatisfação no público e levou o dispositivo ao fracasso.

2. Apple QuickTake, 1994

Quicktake foi uma das primeiras câmeras digitais lançadas — Foto: Elson de Souza/TechTudo

Lançada em 1994, a Apple QuickTake foi uma das primeiras câmeras digitais voltadas para o usuário não profissional. Ela tinha resolução de apenas 0,3 megapixels e não trazia a funcionalidade do zoom nem a do foco. O armazenamento guardava a limitada quantidade de oito fotos.

O produto permaneceu no mercado por três anos e foram desenvolvidas três outros modelos: Quicktake 100, Quicktake 150 (ambas fabricadas pela Kodak) e Quicktake 200 (fabricada pela Fujifilm). As máquinas tiveram suas produções descontinuadas em 1997.

3. Iridium (Motorola), 1998

Iridium surgiu na década de 1990 com a proposta de ser um celular global — Foto: Reprodução/YouTube

A Iridium foi uma empresa da Motorola criada no final da década de 1980 com a intenção de ser um expoente na indústria de telefonia móvel (que estava despontando até então). Já na década de 1990, a empresa americana identificou uma oportunidade de utilizar uma constelação de 77 satélites na órbita da Terra para conseguir, por meio deles, uma cobertura de sinal completa por um preço único e lançar um telefone celular global.

A ideia parecia boa, mas a execução era cara e acabou ficando defasada com o passar dos anos, uma vez que as antenas terrestres usadas por outras empresas passaram por um processo de barateamento e melhoria da qualidade de sinal. Desse modo, a solução da Iridium, além de obsoleta, não compensava mais financeiramente. O resultado foi um prejuízo de US$ 10 bilhões.

4. Mouse para iMac G3 (Apple), 1998

No formato redondo, o mouse foi criticado pelos usuário por não favorecer a ergonomia — Foto: Divulgação/Apple

Os iMacs são um sucesso de vendas, mas nem todos os seus acessórios foram bem aceitos pelo público. O mouse para iMac G3 foi apelidado por muitos usuários de "disco de hóquei" devido ao design redondo, que não favorecia a ergonomia.

Ele era feito com plástico translúcido de cor semelhante ao iMac que o acompanhava, e muitos consumidores consideraram o produto "difícil de usar". Para amenizar o problema, a Apple adicionou uma pequena linha divisória que indicava onde ficavam os botões direito e esquerdo.

5. Windows Millennium (Microsoft), 2000

Windows Millennium Edition não agradou os usuários e durou pouco tempo no mercado — Foto: Reprodução/TechTudo

O Windows Millennium, também conhecido como Windows ME, está na lista dos "piores produtos de todos os tempos" da revista PC World. Ele foi considerado uma das piores versões já lançadas do sistema operacional.

Pouco tempo após seu lançamento, os usuários relataram diversos problemas na instalação e no funcionamento em geral. Com constantes telas azuis e travando com simples movimentos no mouse, o sistema durou cerca de um ano como principal no mercado.

6. Elfoid Phone (ATR), 2010

Cientista Hiroshi Ishiguro e sua criação, o Elfoid Phone — Foto: Divulgação/Universidade de Osaka

Por fim, o Elfoid Phone é certamente o item mais diferente dessa lista: ele é uma mistura de robô com celular . Com 20 cm de comprimento, o aparelho tem aparência de um boneco branco sem olhos, sem cabelo e com as pernas unificadas.

Ele traz sensor de telepresença e foi criado com a intenção de tornar a comunicação mais pessoal, mesmo entre celulares. Por meio de seu sensor, o Elfoid transmite para quem estiver do outro lado da linha a voz e a emoção de quem está falando. Para isso, ele conta com uma câmera para captar as expressões faciais e alguns botões na parte traseira (abaixo da "pele"). O celular-humanoide, contudo, ainda não obteve êxito comercial.

Com informações de MUO

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