Celular
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Por FIlipe Garrett, para o TechTudo

Divulgação/Xiaomi

A Xiaomi pode estar maquiando resultados de testes de desempenho – o chamado benchmark – de seus celulares, repetindo uma criticada estratégia adotada por Samsung e OnePlus. Assim como as rivais, os aparelhos da marca chinesa seriam capazes liberar o máximo de performance possível quando percebem um app de testes. A velocidade seria 30% superior à vista em condições normais de uso.

A descoberta foi feita por John Poole, um dos criadores do Geekbench, um dos apps de benchmark mais populares do mundo. O desenvolvedor documentou os resultados e usou o Twitter para divulgar suas análises.

Xiaomi Mi 11 muda de performance conforme o app, usando 100% do processador apenas na hora de fazer benchmark — Foto: Divulgação/Xiaomi

Poole fez o experimento com o Mi 11. Ele notou perdas de 30% de desempenho single-core, quando o exercício testa o poder computacional do dispositivo com um único núcleo do processador, e de 15% no uso do multicore, cenário em que o teste submete a estresse todos os núcleos.

O desenvolvedor explica que obteve os resultados diferentes ao rodar o Geekbench disfarçado de jogos populares, como Fortnite e Genshin Impact.

Na prática, isso significa que o Xiaomi Mi 11 vai registrar uma performance até 30% maior num aplicativo de benchmark do que nos cenários reais de uso. Como apps de benchmark acabam virando um parâmetro de comparação natural de smartphones, ter resultados melhores nos testes é algo motivado por interesses comerciais de cada marca.

Fortnite fica mais rápido quando passa por troca de nome — Foto: Divulgação/Epic Games

A solução da Xiaomi não é inédita e segue basicamente a mesma abordagem da Samsung com a linha do Galaxy S22. O sistema do aparelho consegue detectar que app está sendo executado pelo nome da aplicação: assim, o celular liberava a máxima performance quando detectava que o app em uso era o Geekbench, por exemplo. Ao perceber que o aplicativo tinha outro nome – como Fortnite –, a performance era severamente reduzida, possivelmente para conservar bateria.

A Samsung admitiu o problema e prometeu corrigir a prática por meio de atualizações. A Xiaomi até o momento não reconheceu o problema e nem divulgou planos para corrigi-lo.

Com informações de John Poole , Android Authority e AnandTech

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