Jogos de RPG

Por Luiza M. Martins


The Elder Scrolls Online: High Isle é o novo capítulo da série de RPG medieval da Bethesda em parceria com a ZeniMax Online Studios. A franquia já conta com títulos single-player de grande sucesso como Skyrim e Oblivion. No entanto, a versão online, que funciona como um MMORPG, tem algumas particularidades. A cada ano, um novo capítulo é lançado com conteúdos inéditos em forma de DLC.

Em 2022, a expansão é High Isle, que tem lançamento previsto para 6 de junho no PC, saindo a R$ 149, e 21 do mesmo mês nos consoles, com preço de R$ 214,90. O TechTudo testou o game e vai contar as primeiras impressões a seguir. Vale lembrar que o game base e todas as DLCs estão disponíveis para PlayStation 4 (PS4), PlayStation 5 (PS5), Xbox One, Xbox Series X/S e PC (via Steam).

The Elder Scrolls: High Isle traz mais de 30 horas de conteúdo inédito, entre missões, desafios, minigames e até um jogo de cartas — Foto: Divulgação/Bethesda

Em High Isle, os jogadores vão explorar o arquipélago Systres, local nunca visto na franquia. Amenos, ilha que costumava ser uma prisão, e High Isle, o lar dos Bretons e área onde os nobres costumam passar as férias, são os principais cenários para a trama. Ao todo, são mais de 30 horas de conteúdo novo, entre missões para a campanha, minigames, dungeons, trials e até mesmo um complexo jogo de cartas que lembra o Gwent, de The Witcher 3: Wild Hunt.

De forma geral, a história de High Isle se debruça em intrigas políticas, principalmente as que envolvem a Guerra dos Três Estandartes. No capítulo, um grupo chamado Steadfast se organiza secretamente para selar tratados de paz a fim de encerrar os confrontos. No entanto, diferente do que acontece em DLCs anteriores, as ameaças são mais próximas da realidade e menos fantasiosas. Dessa vez, as criaturas mágicas não são o principal inimigo, e sim os grupos que buscam ascender ao poder.

Depois de completar o breve tutorial em Isle of Balfiera, onde é possível escolher para onde devem seguir, os jogadores têm acesso à High Isle. Nas primeiras missões, cabe ao player ajudar a investigar o desaparecimento repentino de três navios endereçados a Gonfalon Bay, área central do game. É nesse ponto que o jogador tem o primeiro contato com a Ascendant Order, um grupo separatista secreto responsável por uma série de crimes realizados na ilha, mas com motivações até então desconhecidas.

O que há de novo?

The Elder Scrolls: High Isle traz uma história recheada de intrigas políticas — Foto: Divulgação/Bethesda

High Isle é o sexto capítulo de expansão lançado para The Elder Scrolls Online. Nele, os jogadores vão encontrar atividades novas e, também, muitas com que já estão acostumados. Além de uma nova campanha disponível, responsável por aprofundar a cultura dos Bretons, o game conta com as famosas dungeons e os tradicionais desafios PvE para garantir a diversão. Isso sem mencionar o complexo sistema de crafting, os companheiros, locais para explorar e tarefas paralelas.

Entre as novas atividades disponíveis, há o Dreadsail Reef, um trial inédito para até 12 jogadores. Nele, as casas nobres do arquipélago vão se unir para resolver um problema com um grupo de piratas que vem aterrorizando os mares no entorno das ilhas. Em termos de tamanho e escopo, o novo desafio se assemelha ao clássico Rockgrove. Nos trials de ESO, os jogadores formam grupos para lidar com áreas com um vasto número de inimigos e chefes que exigem coordenação e trabalho em equipe para serem derrotados. Comumente, esses desafios oferecem itens poderosos como recompensa.

O novo capítulo do MMORPG também traz um novo desafio, onde os jogadores devem enfrentar grupos de piratas — Foto: Divulgação/Bethesda

Outra grande novidade de High Isle é o Tales of Tribute, um card game que oferece recompensas tentadoras aos vencedores, como ouro, consumíveis, materiais para crafting, receitas, entre outras possibilidades. Assim como acontece com Gwent, os jogadores vão conseguindo as cartas e montando seus decks enquanto se aventuram pelas ilhas. A ideia central do game é simular o que seria um jogo de cartas no contexto medieval; algo que pudesse ser jogado em tavernas, navios e oferecesse diversão às pessoas. É uma mecânica interessante para quebrar o ciclo de ação e exploração comuns aos MMORPGs.

Tales of Tribute conta com oito possibilidades de decks e as cartas são divididas em “naipes” diferentes. Os baralhos têm 20 cartas, e cada um deles possui mecânicas de gameplay distintas. O card game pode ser jogado tanto em modo PvP quanto PvE.

Tales of Tribute é uma das grandes novidades da expansão e oferece recompensas tentadoras aos jogadores — Foto: Divulgação/Bethesda

Aspectos técnicos e desempenho

Quanto à parte técnica, The Elder Scrolls Online: High Isle também traz novidades mesmo que, infelizmente, a desejada legenda em português brasileiro ainda tenha ficado de fora. A DLC conta com uma trilha sonora exclusiva e novos recursos tanto nos menus quanto in-game. A partir desse capítulo, as Mundus Stones ficam disponíveis nos arsenais, e há mudanças nos placares, rodas de seleção e suporte à tecnologia de super resolução.

Os gráficos seguem o padrão da série, com poucas melhorias notáveis. A ambientação é um ponto de destaque, já que as ilhas contam com cenários bem trabalhados. Há uma boa variedade de criaturas e inimigos que, em alguns casos, têm designs criativos e inusitados. No entanto, não há diversidade nos biomas e as cores opacas, mesmo em cenários que pedem paletas mais contrastadas, podem incomodar aos mais exigentes.

High Isle tem uma ambientação bem trabalhada, mas deixa a desejar com cores opacas e falta de diversidade de biomas — Foto: Reprodução/Luiza M. Martins

Quanto ao desempenho, em nossos testes, notamos alguns bugs em texturas e quedas constantes no framerate. Vale ressaltar, no entanto, que a build disponibilizada já tinha cerca de um mês de idade e já não representava o estado em que o jogo se encontra nesse momento. Com o lançamento previsto para 6 de junho de 2022, ainda há tempo para melhorias e mais polimento.

The Elder Scrolls Online já soma mais de 20 milhões de jogadores ativos. Com conteúdo do jogo base e outros cinco capítulos disponíveis, o game pode, facilmente, tomar centenas de horas da vida de um jogador. Para quem curte esse tipo de proposta, o jogo é um prato cheio. Em High Isle, o padrão da franquia se mantém, com novidades que devem agradar àqueles que querem descobrir mais sobre o universo do game. No entanto, para nós, brasileiros, a ausência da legenda em português pode ser especialmente problemática, já que este é um jogo enorme, com muitos diálogos e arquivos de texto.

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