Armazenamentos

Por Rômulo Diego Moreira, para o TechTudo

Divulgação/Twentieth Century Fox

O filme Avatar, de James Cameron, venceu três prêmios do Oscar e recebeu nove indicações, entrando para a história da indústria cinematográfica. Além dos prêmios e de ter a direção artística elogiada pela crítica, ele trouxe ao mundo do cinema a nova tecnologia de filmagem 3D, chamada 3D Fusion. A técnica requer uma enorme quantidade de processamento para renderizar gráficos e muito espaço de armazenamento. Para se ter uma ideia, a renderização inteira do longa-metragem utilizou mais de 1 petabyte (PB) de capacidade de armazenamento.

Todo esse espaço de memória extraordinário seria ocupado apenas se um usuário, por exemplo, tirasse mais de 4.000 fotos digitais por dia durante toda a sua vida. Outro exemplo da dimensão desse grande nível de pedaço de dados seria se alguém gravasse ininterruptamente mais de 3,4 anos de vídeo Full HD.

A nova tecnologia de filmagem 3D usada no filme se chama 3D Fusion — Foto: Divulgação/Twentieth Century Fox

Para operar toda essa estrutura, foi necessário contar com um núcleo computacional. A operação do filme tinha 34 racks, cada um com quatro chassis de 32 máquinas cada — somando cerca de 40 mil processadores e 104 TB de RAM. Os servidores blade, formato que visa a aumentar a densidade dos servidores, permitiram o compartilhamento de componentes em comum, lendo e gravando em 3 PB de armazenamento com as tecnologias BluArc e NetApp.

Todo o equipamento fica embalado e conectado por vários links de rede de 10 Gb (gigabits). De acordo com a The Next Web, o orçamento dos estúdios Disney, apenas considerando os custos de armazenamento do filme, estariam na faixa de milhões de dólares.

O núcleo computacional do filme demandou o armazenamento de mais de 1000 computadores — Foto: Divulgação/Twentieth Century Fox

Com informações de The Next Web e BBC

Como programar um computador Windows para desligar sozinho

Como programar um computador Windows para desligar sozinho

Mais do TechTudo