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Por Luana Carmelina, para o TechTudo

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Para comprar a TV ideal é preciso se atentar às opções disponíveis no mercado, entender suas diferenças e escolher o modelo que melhor se encaixa na rotina de cada pessoa. Também é necessário considerar a maneira com que a TV será utilizada, o local onde será instalada e a faixa de preço que cabe no bolso do comprador. O consumidor também deve escolher um sistema operacional adequado para suas expectativas, além de prestar atenção na resolução, conectividades e recursos disponíveis.

Para ajudar a direcionar o seu investimento, o TechTudo separou uma lista com sete dicas para comprar a smart TV perfeita – para as suas necessidades – em 2022. Confira abaixo.

TVs podem ser um bom investimento — Foto: Divulgação/Samsung

1. Defina seu tipo de uso da smart TV

A escolha de um modelo de TV depende do hábitos e desejos do consumidor — Foto: Reprodução/LG

O primeiro passo para investir na sua TV é definir seu tipo de uso. Caso o aparelho seja para uso doméstico e você tenha condições de pagar, talvez valha a pena buscar um modelo mais sofisticado, com tecnologias que tragam maior conforto e qualidade de imagem e som. Dependendo do tempo de uso pretendido, é importante também procurar um modelo que gaste menos energia. Se a utilização diária do aparelho é grande, investir numa TV que precisa de muita energia para funcionar, por exemplo, geraria um aumento significativo na conta mensal.

Se a TV for para uso em espaços públicos como consultórios ou mesmo nas áreas externas da casa que não sejam de uso frequente, uma configuração mediana já poderia suprir a necessidade do usuário. Entretanto, mesmo nesses casos, é importante se atentar aos recursos e ao consumo energético.

2. Escolha o tamanho ideal

TVs pequenas são mais indicadas quando o espaço entre a tela e o espectador não é muito grande — Foto: Divulgação/TCL

O tamanho da TV faz toda a diferença na qualidade de vida do telespectador. Telas grandes demais em ambientes pequenos ou telas pequenas em ambientes maiores podem gerar desconforto na hora de assistir filmes, séries e programação ao vivo, além de limitar a percepção da resolução e tecnologias do aparelho.

Para quartos pequenos ou para a cozinha, o mais indicado é uma TV de até 40 polegadas. Esse tamanho também pode ser indicado para escritórios. Na sala, caso o ambiente seja grande, um aparelho a partir de 43 polegadas é o ideal.

A distância pode ser baseada na seguinte relação entre o espectador e a televisão:

  • TV de 32 polegadas: mínimo de 1,20 m
  • TV de 40 polegadas: mínimo de 1,50 m
  • TV de 50 polegadas: mínimo de 1,90 m
  • TV de 60 polegadas: mínimo de 2,20 m
  • TV de 70 polegadas: mínimo de 2,50 m

Outro ponto importante é se atentar à altura em que a TV será instalada. A recomendação é que o aparelho fique na altura média dos olhos quando estiver sentado ou recostado na cama. Se a TV for instalada na parede acima da altura indicada, ela deve ser levemente inclinada para baixo. O que se deve evitar é instalar ou colocar a TV sobre um móvel baixo, já que pode afetar a coluna e pescoço do usuário.

3. Atenção aos tipos de tela

Tela QLED pode ser encontrada em modelos da Samsung — Foto: Divulgação/Samsung

Sem dúvida, essa é uma das principais configurações a serem decididas. Isso porque o tipo de tela interfere na qualidade da imagem e na quantidade de energia consumida. As principais tecnologias encontradas atualmente para as telas são LED, QLED, Mini LED e OLED.

Grande parte das TVs atualmente ainda tem display LED. Nesse tipo de TV, as telas são de LCD (cristal líquido) que funciona com iluminação traseira. Uma placa com centenas de diodos emissores de luz se ilumina. Geralmente, esse tipo de tela tem resolução Full HD (1920 x 1080 pixels). Mas, quando maiores, a partir de 43 polegadas, é possível encontrar modelos com resolução 4K (também chamada de Ultra High Definition ou UHD, com 3840 x 2160 pixels).

A tecnologia OLED também está presente em TVs da Samsung — Foto: Divulgação/Samsung

Os modelos Mini LED, QLED e OLED costumam ser aparelhos mais caros, indicados para um consumidor que esteja realmente procurando investir em um modelo premium. As TVs Mini LED permitem uma resolução mais sofisticada da imagem, com melhor definição de cores, brilho, contraste e, também, melhor definição das cores escuras e pretas. Nessa tecnologia, cada LED que seria utilizado para iluminar a tela é substituído por 40 mini LEDs, de forma a garantir maior independência na iluminação.

Já as TVs de QLED são compostas por um painel de LED e também diodos emissores de luz com pontos quânticos. Essa configuração de pontos filtra a luz, brilho e intensidade para oferecer maior quantidade de cor, além de brilho e qualidade mais próximas do real.

Já a tecnologia OLED é a mesma presente nos smartphones, por exemplo. Ela possibilita a produção de TVs superfinas e de ângulos de visão mais abertos. A maioria da smart TVs que oferecem esse display são 4K ou 8K. Até agora, o OLED oferece os melhores níveis de contraste e intensidade de brilho do mercado. A tela é formada por diodos orgânicos que emitem a própria luz.

4. Conectividade é essencial

A conectividade escolhida pode facilitar sua vida — Foto: Reprodução/Samsung

Entender a conectividade da smart TV é indispensável. Um dos principais aspectos é verificar se vem com Wi-Fi embutido. Sem ele, a maioria dos recursos inteligentes como integração com assistentes de voz, possibilidade de abrir aplicativos, redes sociais, navegação web ou até abrir suas notícias na TV, ficaria inviável. Caso o modelo ofereça conexão via cabo LAN, veja se o roteador fica próximo o suficiente.

Outra ponto importante é que a TV deve ter é conectividade via Bluetooth. Este recurso garante pareamento com smartphones e computadores e outros produtos inteligentes. Além disso, ter entrada para HDMI 2.1 e USBs pode ser interessante, já que garantem conexão com videogames, HD externo e outros aparelhos.

5. Escolha um bom sistema

Menu único no Tizen faz com que recursos como TV aberta e aplicativos estejam no mesmo local — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Escolher um sistema tem ligação direta com os tipos de aplicativos e recursos que serão executados na TV. Os principais sistemas disponíveis no mercado hoje são o Tizen da Samsung, o webOS da LG, AOC Roku TV de algumas TVs da Philips e da TCL, e o Android TV do Google, disponível em televisores da Panasonic, TCL, Philco, Philips e da Sony.

A escolha do sistema depende de quais aplicativos o consumidor pretende baixar. Atualmente, a maioria das fabricantes de TVs oferecem suporte aos streamings de Netflix, HBO, Disney, Amazon Prime video e YouTube. Mas é sempre importante verificar se os seus aplicativos favoritos estão disponíveis no próximo sistema operacional antes de fechar a compra.

6. É a vez do 4K

Modelos mais recentes da LG já vêm com tecnologia 4k — Foto: Reprodução/Amazon

Os modelos 4K (3840 x 2160 pixels) são os mais procurados. Como existe bastante variedade de preços e níveis de tecnologias oferecidas dentro dessa categoria, escolher um modelo pode ser difícil. Por exemplo, é possível encontrar TVs com resolução Ultra HD que vão de telas intermediárias com 40 polegadas a telas enormes, com mais de 65 polegadas.

Como os recursos podem mudar de um modelo para o outro, verifique o painel de tela e outras configurações da TV, como suporte às tecnologias que otimizam a imagem, como HDR, e o som, como Dolby Atmos.

Vale mencionar que já é possível encontrar modelos 8K à venda. É necessário que o conteúdo audiovisual seja produzido neste formato, o que ainda é bastante incomum. Algumas TVs oferecem um sistema de imagem que melhora as cenas para a resolução maior, mas nem sempre ele é certeiro.

7. Atenção aos recursos de som e imagem

Recursos como Dolby Vision e Dolby Atmos elevam a experiência de assistir à TV — Foto: Divulgação/LG

Os recursos de som e imagem são outros fatores que podem contribuir para uma experiência mais agradável com a smart TV. Entre os mais comuns estão o Dolby Vision para imagem e o DTS:X e o Dolby Atmos para áudio. Antes de tudo, vale ressaltar que, para essas tecnologias funcionarem, o conteúdo audiovisual deve ser feito seguindo os mesmos protocolos.

O Dolby Vision pode oferecer brilho de até 10.000 nits em modelos que suportam essa capacidade, além de modificar a profundidade de cor, que pode alcançar cerca de 12 bits. Essa tecnologia se adapta melhor em aparelhos OLED pois os displays assim alcançam níveis de brilho de até 2.000 nits.

É importante observar se a TV apresenta tecnologias como Dolby Vision e Dolby Atmos — Foto: DIvulgação/LG

O Dolby Atmos é capaz de fazer a simulação de 128 canais de som, de forma a melhorar a qualidade do áudio. O usuário deve instalar um de seus auto-falantes acima de si, mas caso não seja possível, a tecnologia utiliza as reverberações do som nas paredes e no teto para aumentar a qualidade do áudio

Enquanto isso, o DTS:X proporciona uma espécie de bolha de áudio ao redor do usuário, usando a reverberação para dar a impressão de que um determinado som veio de determinado lugar. Dessa forma, os telespectadores terão experiências diferentes de som, a depender de suas posições

No vídeo abaixo, conheça seis coisas que você não deve fazer com a sua smart TV

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