Wearables
Publicidade

Por Danilo Paulo de Oliveira, para o TechTudo

Brad Lynch

A Meta, antes conhecida como Facebook, planeja lançar pelo menos quatro óculos de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) até 2024. De acordo com informações obtidas pelo site The Information, o objetivo é expandir as possibilidades do metaverso, ambiente virtual de interação entre pessoas por meio de avatares digitais. Com os novos componentes, Mark Zuckerberg, CEO da companhia, teria como objetivo fazer com que mais pessoas usassem dispositivos VR, que devem chegar ao mercado por cerca de US$ 799 — cerca de R$ 4.000 em conversão direta.

Outra aposta da empresa é o Projeto Cambria, um headset de realidade mista (ou seja, que mistura VR com AR). O gadget da companhia estava previsto para ser lançado em 2021, mas a baixa nas cadeias produtivas e a pandemia atrasaram os planos da empresa. Uma nova versão do Cambria deve chegar ao mercado em outubro de 2024.

Projeto Cambria não será voltado apenas para jogos — Foto: Brad Lynch

Apesar do prejuízo de mais de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões, em conversão direta), registrado no ano passado pela divisão da Meta responsável pelo desenvolvimento de software e hardware do metaverso, Zuckerberg aposta alto na tecnologia. Vale lembrar que a companhia ainda se prepara para abrir a primeira Meta Store em 9 de maio, o que permitirá que as pessoas comprem e experimentem os produtos para o novo universo digital.

Como deve ser o Projeto Cambria?

De acordo com funcionários da Meta, o Projeto Cambria (conhecido internamente como Arcaia) pode ser descrito como uma espécie de "laptop para o rosto" ou um "Chromebook para o rosto". Isso revela que o aparelho não é apenas voltado para gamers, mas também para outras tarefas ligadas à produtividade e trabalho. Uma das possibilidades do modelo seria, por exemplo, criar um ambiente virtual para que o usuário tenha várias telas do PC e possa navegar entre elas, assim como na vida real.

As explicações para a aplicabilidade acima são estratégicas e mercadológicas. A Meta precisa provar que o gadget consegue ser muito mais do que um simples headset para jogos, mas também uma ferramenta importante de trabalho. Quanto maior for a parcela de consumidores para o produto, maiores serão as chances de sucesso do equipamento.

Cambria deve ter telas de alta resolução — Foto: Brad Lynch

O Cambria teria um hardware mais avançado em relação ao Meta Quest atual. A maior diferença entre os dois seria a presença de uma resolução maior no Cambria para a leitura de pequenos textos ou códigos no ambiente virtual. Outro salto importante seria a presença de uma bateria maior.

A ficha técnica deve trazer ainda sensores de movimentos para leitura e reprodução em tempo real das expressões faciais, bem como câmeras especiais para mapear o ambiente ao redor.

Óculos AR independentes

Project Nazare funcionará de forma independente e é previsto para 2024 — Foto: CaesarVR

Outras novidades que são preparadas pela Meta são dois óculos de realidade aumentada (AR). Os modelos, apelidados de Nazare e Hypernova, devem trabalhar em conjunto com outros acessórios, como relógios inteligentes ou pulseiras.

A principal diferença desses modelos para o Cambria e o Quest é a maior portabilidade, já que eles dispensariam a necessidade de um smartphone, PC ou qualquer outra unidade extra. O lançamento dessas versões deve ocorrer também em 2024, enquanto variantes mais leves devem ser vistas apenas em 2026.

Com informações de Protocol, The Next Web e The Information

Mais do TechTudo