Smartwatches

Por Danilo Paulo de Oliveira, para o TechTudo

Reprodução/Ars Technica

A marca de dispositivos vestíveis Fitbit, que pertence ao Google, tornou-se alvo de um novo processo judicial por supostamente vender produtos perigosos para a saúde. Em março, queimaduras em usuários levaram ao recall de 1,7 milhão de smartwatches em todo o mundo. Na época, autoridades receberam ao menos 174 relatos de acidentes com os relógios, incluindo queimaduras de terceiro e quarto graus. O recolhimento, entretanto, envolveu apenas unidades do Fitbit Ionic, que a empresa alegava ser o único com o problema.

De acordo com os documentos revelados pelo site The Verge, um processo judicial movido por usuários aponta defeito em toda alinha de relógios da Fitbit. A empresa terá de provar na Justiça que os seus relógios são realmente seguros.

Smartwatch da Fitbit envolvido em polêmica pode ser encontrado em sites usado no Brasil — Foto: Reprodução/Fitbit

A reclamação foi apresentada por dois usuários da companhia que possuem os modelos Versa Lite e Versa 2, que não constavam no recall de março. A denúncia revela fotos de queimaduras em proprietários de quase todos os dispositivos do portfólio da empresa, como Sense, Versa 3, Blaze, Inspire e Inspire 2.

Outro ponto citado na denúncia é a negligência da Fitbit . No documento, há capturas de tela de usuários sendo ignorados pelo suporte ao cliente oferecido pela empresa. Ainda de acordo com o material, quando um consumidor entrava em contato com a empresa para tratar do risco de segurança, a empresa transferiria a culpa para a higiene e manuseio do consumidor "em vez de se concentrar em seus produtos defeituosos".

Acessórios da Fitbit detectam passos, batimentos cardíacos e outros detalhes da saúde do usuário — Foto: Divulgação/Fitbit

A denúncia alega ainda que, embora a empresa tenha oferecido reembolso total aos proprietários do Ionic, ela teria dificultado o processo de recebimento do valor ao deixar clientes sem respostas após longa espera por atendimento. De acordo com The Verge, o processo de recall do Ionic ocorre a passos lentos. Na época, a Comissão de Segurança de Produtos para Consumidores dos Estados Unidos apontou a bateria integrada do relógio como a responsável pelo problema. Ela pode superaquecer e "representar um risco de queimadura ao usuário", de acordo com o órgão.

Vale lembrar que a Fitbit é uma marca americana que pertence ao Google (do grupo Alphabet) desde janeiro de 2021, quando foi adquirida por US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões). A empresa dona do site de buscas mais famoso do mundo fez a aquisição para tentar conquistar uma fatia no mercado dos wearables, atualmente dominado por Apple e Samsung.

Com informações de Android Authority e The Verge

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