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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Yuri Hildebrand/TechTudo

Burn-in é um problema geralmente encontrado em TVs com telas OLED. Ele é identificado por imagens "fantasma" que acabam impressas no televisor e não podem ser apagadas, tornando o display quase inutilizável em casos extremos. Há, contudo, maneiras de se prevenir contra essa falha: evitar imagens estáticas na tela por muito tempo, investir em aparelhos mais modernos e optar por modos de exibição com menor intensidade de brilho contribuem para aliviar o estresse sobre os milhões de LEDs que formam esses painéis.

A seguir, vamos abordar orientações que podem te ajudar a diminuir os riscos ao usar uma tela OLED. Confira a lista que o TechTudo preparou com cinco dicas para evitar o burn-in.

TVs OLED mais atuais usam uma série de técnicas para mitigar e diminuir o risco de burn-in — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

1. Investir em modelos mais recentes

Como o burn-in é um problema intrínseco da tecnologia OLED, fabricantes vêm investindo em recursos que diminuem o risco de que suas telas desenvolvam o defeito da persistência de imagem. Televisores mais recentes aplicam novas técnicas, como modos que atualizam os pixels e evitam que LEDs individuais fiquem muito tempo com a mesma cor, como formas de combater o problema.

No mercado brasileiro, há poucas opções: a LG é um exemplo de marca que tem lançado séries OLED no país nos últimos anos. Enquanto isso, a Samsung investe na tecnologia QD-OLED que, entre outros méritos, tem potencial para reduzir ainda mais riscos de burn-in. No geral, quanto mais antiga a TV, mais propensa ela pode estar a apresentar algum problema relacionado ao desgaste do OLED.

2. Diminuir o brilho

Burn-in é causado por imagens estáticas exibidas durante muito tempo — Foto: Reprodução/Eirik Soilhem

Uso de brilho mais intenso é um fator que acelera o desgaste do display OLED e também favorece o surgimento de burn-in. Especialistas de sites como o RTINGs defendem que, se possível, você deve procurar manter a tela abaixo dos 100% de brilho.

Outros truques importantes são ativar o auto-dimming — que escurece automaticamente a tela dependendo do ambiente — e utilizar modos de descanso de tela, que deixam o painel desligado depois de alguns instantes de inatividade.

3. Escolher modos de exibição mais escuros

Modo Cinema, presente em qualquer TV, é um modo que tende a reduzir a saturação de cor, contraste e brilho, aliviando o estresse sobre o painel e favorecendo a longevidade da tela. O perfil, que tem como objetivo deixar a imagem com uma cara mais de sala de cinema, exige menos da tela e pode contribuir para prolongar a vida útil do OLED.

O grande porém, no entanto, é que imagens nesse modo podem decepcionar quem investe na tecnologia OLED em busca de qualidade superior de imagem. Caso você considere o modo cinema muito agressivo, pode usar a mesma abordagem e criar configurações de imagem que sigam o mesmo princípio — menos brilho, contraste e saturação.

4. Evitar deixar imagens estáticas na tela por muito tempo

Exemplo de tela OLED com burn-in depois de muitas horas ligada em um canal de notícias — Foto: Reprodução/RTINGS

Burn-in é um problema de retenção de imagem e, para evitar isso, a melhor forma é simplesmente procurar não manter elementos estáticos na tela por muito tempo. Um exemplo típico é a barra de tarefas do Windows — se você usa a TV como monitor, configure a barra para ela desaparecer e use a configuração do PC para ativar o descanso de tela em intervalos curtos de inatividade.

Outros tipos de elementos estáticos são componentes de informações em games ou gráficos usados em canais de TV, como os de notícias. As barras na base da tela podem acabar impressas no display caso você deixe o televisor ligado no noticiário por horas.

5. Considere usar o modo escuro

Imagens mais escuras podem contribuir para diminuir a chance de burn-in — Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo

O modo escuro também contribui para a longevidade do painel OLED. Com o modo ativado, os pixels que formam a imagem precisam emitir menos luz, o que reduz o nível de estresse sobre os LEDs que formam a tela e pode diminuir o desgaste do display.

Essa dica vale não só para televisores, mas também é relevante para monitores. Ela também serve para painéis OLED encontrados em outros dispositivos, como relógios, celulares, consoles portáteis e mesmo laptops.

Com informações de RTINGS, CNET e LifeWire

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