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Por Luana Carmelina, para o TechTudo

Divulgação/Google

O Google Street View recebeu diversas novas ferramentas na última semana, junto à data em que comemorou 15 anos de existência. Entre os anúncios, foi comunicado que, a partir de 2023, uma nova câmera será utilizada pela empresa. Com o novo hardware, não é exagero pensar que o recurso do Google Maps entrará em uma nova era. A partir do sistema tecnológico mais avançado e personalizado para cada caso, a intenção é que a cobertura seja mais detalhada e livre de falhas — como o sumiço de alguns lugares ou direcionamento incorreto pelo aplicativo.

Segundo os desenvolvedores da empresa, as novas câmeras compactas e modulares ajudarão a preencher essas lacunas, ampliando a cobertura do Google Street View . Veja abaixo a evolução do sistema de mapeamentos do Google e entenda como a navegação pode se tornar ainda melhor com novas tecnologias.

Google Street View pode ser acessado pelo PC ou pelo celular — Foto: Reprodução/Google

Lacunas e evolução

Alguns locais são borrados no Street View — Foto: Reprodução/ComputerWorld

Os primeiros locais mapeados pelo Google Street View foram bairros próximos à sede da empresa, em São Francisco. De lá para cá, o mapeamento só cresceu, e de diversas formas. A partir de 2015, a ferramenta permitiu a navegação vertical ao mapear El Capitan, uma das paredes rochosas mais famosas do mundo localizada em Yosemite, na Califórnia — tornando possível que o usuário "escalasse" virtualmente o local. Entretanto, durante todos esses anos, apesar de alguns lugares inóspitos e de difícil acesso já terem sido mapeados pelo Street View, algumas lacunas de cobertura ainda permanecem em certas áreas do perímetro urbano.

Lacunas e "borrões" encontrados na ferramenta não costumam ser grandes, e podem, inclusive, ser ignorados por olhares desatentos. Eles ocorrem porque, como o sistema depende de um número altíssimo de fotografias, alguns erros básicos acabam por acontecer na captura de todas essas fotos. O mais simples deles é quando o motorista não entra em uma rua, seja por falta de conhecimento local ou por não conseguir devido a um buraco ou outra adversidade.

Para esse ponto, no entanto, a empresa já criou uma solução. Em 2012, o Google passou a permitir a captura de imagens em 360 graus de maneira colaborativa, com auxílio da população local ou de visitantes. Essa colaboração deve seguir requisitos da empresa, além de passar por um processo de avaliação.

Câmeras novas são portáteis e leves e podem ser acopladas a diferentes tipos de veículos — Foto: Divulgação/Google

Outras "falhas" também podem ser causadas por questões de privacidade, quando o usuário faz o requerimento por meio do site Google para que sua casa seja desfocada ou tenha o número borrado. Entretanto, há casos mais extremos, em que países inteiros são afetados.

Alguns exemplos estranhos de lacunas já foram relatados por usuários do Google Maps ao longo dos anos. Foi o que aconteceu na ilha de San Andrés, no Mar do Caribe, onde um carro do Street View parece ter percorrido um terço da estrada do perímetro da ilha e depois parou sem motivo óbvio. No local, não havia obstáculos ou construções aparentes. A hipótese dos usuários do fórum do Google foi a de que o motorista tenha ido para o outro lado da estrada, já que a última captura foi um bar.

A tecnologia da nova era

Street View Camera tem design amigável e fofo — Foto: Divulgação/Google

Como dito acima, um motivo para a existência das lacunas e falhas do Street View está ligado ao hardware do sistema de mapeamento. Muitos locais possuem ruas estreitas demais ou contam com outras adversidades que impedem o deslocamento de carros. Se os carros não conseguem entrar nas ruas, a obtenção de imagens fica mais difícil.

Por isso, a partir de 2023, o Google utilizará uma nova geração de câmeras para captar as imagens do Street View. Os novos aparelhos foram desenvolvidos para serem menores, reduzindo a necessidade de grandes suportes, o que torna o processo mais prático e sustentável. Dessa forma, o aparelho consegue ser acoplado a qualquer tipo de veículo e poderá chegar a mais lugares.

Segundo a empresa, a nova Street View Camera conta com várias ferramentas em uma só estrutura e pesa menos de 7 kg. Ela é composta por sete câmeras dispostas em diversos ângulos e possui mais de 140 MP. Além disso, a câmera é personalizável — ou seja, existe um sistema base que pode ter recursos alterados de acordo com a finalidade.

Espera-se que, com a nova câmera, mais lugares sejam explorados pelo Google Street View — Foto: Reprodução/Google

Com a nova câmera, outros veículos além dos carros poderão ser utilizados para capturar imagens — e o Google já possui outras opções de locomoção à espera. Atualmente, o Trekker, uma mochila equipada com um sistema de câmeras no topo e portabilidade para registrar espaços estreitos ou acessíveis apenas a pé, já está disponível.

O Trolley é outro tipo de equipamento, sendo responsável por capturas em museus e estádios. Existem também a moto de neve, que faz a captura de encostas e tem mecanismo resistente ao frio intenso, e o triciclo, que se tornou a solução para becos apertados e locais com subidas intensas.

Por meio de equipamentos cada vez mais leves e da colaboração de parceiros — como alpinistas, mergulhadores e até animais —, o mapeamento de ambientes mais complexos tende a se tornar mais comum. Segundo a companhia, locais como a Amazônia estão na lista de regiões que serão possíveis de mapear com as novas câmeras e recursos.

No vídeo abaixo, conheça funções pouco conhecidas do Google Maps

Funções pouco conhecidas do Google Maps

Funções pouco conhecidas do Google Maps

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