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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Reprodução/Nvidia

GDDR6 é o padrão de memória RAM encontrado nas placas de vídeo de última geração de Nvidia e AMD — e deve aparecer também nas novas Intel Arc. A tecnologia, no mercado desde 2018, tem diferenças importantes em relação ao DDR4 e DDR5 convencionais, além de representar avanços significativos em comparação do GDDR5 que substitui.

A seguir, você vai entender para que serve o GDDR6, quais as diferenças que existem entre esse tipo de memória e quais as DDR encontradas no PC. Também listamos placas e dispositivos que empregam a tecnologia atualmente.

GDDR6 está no mercado desde 2018, e a Samsung é um dos fabricantes da memória — Foto: Divulgação/Samsung

O que é GDDR6?

GDDR6 é um tipo de memória RAM de alta velocidade encontrada em placas gráficas — por isso o "G" na sigla — e também em consoles de última geração. Tanto o PlayStation 5 (PS5) como os novos Xbox Series X/S usam a tecnologia, assim como as linhas mais recentes de placas de vídeo de Nvidia e AMD.

Surgida em 2018, a memória tem uma série de características emprestadas do padrão DDR4, este usado como memória de sistema em computadores pessoais e celulares. Assim como as demais gerações de memória RAM, o GDDR6 chegou para substituir GDDR5 e GDDR5X anteriores com melhor performance, maior largura de banda e maior eficiência térmica.

GDDR vs DDR

No seu computador, há sempre, no mínimo, alguma quantidade de memória RAM tipo DDR. Associada ao processador, essa é a RAM do sistema, usada como espaço de armazenamento de dados dinâmico para guardar informações necessárias ao dispositivo durante o seu uso. Assim que você desliga a máquina, os dados presentes na RAM são eliminados.

Memórias GDDR funcionam do mesmo jeito: são espaços para alocação de dados usados no processamento de aplicações por parte da placa de vídeo do seu computador. Assim como a RAM DDR, essas memórias também são limpas quando o fornecimento de energia a elas é interrompido.

Memória RAM DDR do PC tem perfil mais indicado para o uso genérico das aplicações de desktop que usamos o tempo todo — Foto: Divulgação/XPG

Se as duas formas de memória servem basicamente para a mesma coisa, por que então não existe apenas um tipo de memória DDR usada pelo computador e pela placa gráfica? A razão para isso está em performance e no perfil diferente do que o seu sistema no geral precisa e daquilo que uma placa de vídeo requer.

O seu processador dá conta de realizar operações mais genéricas e precisa de uma memória RAM de baixa latência — ou seja, que reage rápido a novas instruções e ao continuo armazenamento de pequenas quantidades de dados, como a mensagem que você digita num app ou a informação de texto que você copiou da internet. Enquanto isso, a placa gráfica vai precisar de um tipo de memória RAM que seja capaz de receber e devolver gigabytes de dados a cada segundo, como texturas em alta resolução para preencher na tela um cenário de um game atual.

No resumo, a diferença entre os dois tipos de RAM está no fato de que DDR (seja DDR3, DDR4, DDR5 e o que mais vier) tem como característica a baixa latência e a habilidade de reagir rápido para dar conta de um volume grande dados de pequeno tamanho.

Já a GDDR (seja GDDR4, GDDR5, GDDR5X ou GDDR6) tem como característica principal a alta performance e a capacidade de trocar volumes absurdos de dados — há placas, no mercado, trocando mais de meio terabyte de informações com o processador gráfico da placa de vídeo. Essa é uma vantagem crucial para alto rendimento e performance na hora de rodar games e executar simulações pesadas, que envolvam um alto grau de processamento paralelo.

Diferenças para GDDR5 e padrões mais antigos

O padrão GDDR6, assim como padrões anteriores de memória RAM para placas gráficas, aparece com promessa de ganhos de performance diante da geração que substitui, além de avanços em eficiência energética — maior performance por menos energia e com menor dissipação de calor.

Memória GDDR5 (os quadradinhos cercando o processador na imagem) é mais limitada e ineficiente — Foto: Divulgação/Nvidia

Em linhas gerais, o GDDR6 oferece módulos de memória mais densos, o que faz com que caibam mais dados por área quadrada de chip. Enquanto o GDDR5 aparecia em opções com 512 MB, 1, 2, 4 ou 8 GB, o padrão mais atual oferece módulos de 8 ou 16 GB. Placas com GDDR6 de menor quantidade usam módulos customizados em que parte da memória é desabilitada ainda no processo de fabricação.

Outra diferença crucial do GDDR6 diante do GDDR5 é a velocidade com que cada um desses módulos pode trabalhar e trocar dados individualmente. Enquanto, no GDDR5, as melhores placas teriam acesso a 8 Gb/s (gigabits por segundo), o GDDR6 garante módulos capazes de 14 a 16 Gb/s.

Por fim, memórias GDDR6 são mais eficientes e precisam de menos energia para funcionar. Segundo as especificações oficiais do JEDEC, consórcio responsável pela implementação do padrão, essas memórias precisam de tensões de 1,35 V, contra 1,5 V do GDDR5.

É difícil quantificar o ganho de performance do GDDR6 sobre o GDDR5 porque novas memórias geralmente aparecem com novos processadores gráficos. Para uma comparação ideal, seria necessário encontrar uma placa de vídeo que tenha sido lançada com os dois tipos de memória, e isso simplesmente não existe no mercado.

Quais placas têm GDDR6?

GDDR6 aparece em placas mais atuais de Nvidia e AMD, assim como as Arc da Intel, além de consoles de Sony e Microsoft — Foto: Divulgação/Nvidia

Atualmente, não é difícil achar placas de vídeo com GDDR6. Basicamente, qualquer série ou família de placas gráficas lançadas por Nvidia e AMD de 2018 em diante terá alguma quantidade de GDDR6 embarcada. O mesmo vale também para as Arc da Intel.

Isso inclui as GeForce RTX 2000 e RTX 3000, placas das linhas Quadro da Nvidia, assim como as atuais Radeon RX 6000 da AMD e sua linha de GPUs Radeon Pro. Exceções, no entanto, existem: a AMD conta com alguns poucos modelos que usam memórias HBM, padrão concorrente de memória gráfica com inúmeras vantagens tecnológicas, mas cujo alto custo de manufatura acaba inviabilizando sua adoção.

Com informações de GamesRadar, TechQuickie, CGIDirector e TechGuided

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