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Por Fernando Sousa, para o TechTudo


Algumas expressões recorrentes no segmento de tecnologia podem acabar confundindo quem busca mais detalhes sobre equipamentos de informática. Quem está acostumado com elas sabe diferenciar cada uma delas, mas alguns consumidores costumam ter dificuldade em saber o que elas representam. Dual-channel, dual-band, DDR, Ray Tracing e outros nomes, às vezes, podem ser exatamente o diferencial que você busca em um produto. Contudo, por falta de uma explicação mais clara sobre o termo, o usuário pode acabar deixando de observar essas capacidades técnicas nos equipamentos.

Para ajudar quem está ingressando agora nesse universo da tecnologia, ou mesmo para quem tem curiosidade de saber o que alguns termos e siglas bem comuns no segmento significam, o TechTudo separou oito tópicos com nomes complicados.

Tecnologia dual-channel permite extrair o máximo da memória RAM e da placa-mãe — Foto: Reprodução/Fix My PC Free

1. O que é dual-channel?

Dual-Channel (ou dois canais), é uma capacidade técnica presente em placas-mãe, que permite que o usuário utilize dois módulos de memória RAM em paralelo, o que por sua vez, tende a fazer com que os componentes ofereçam mais desempenho.

Utilizando memórias em dual-channel, o processador passa a se comunicar com dois módulos simultaneamente, o que reduz as latências e faz com que o sistema tenha uma performance aprimorada.

2. Dual-band e Wi-Fi

Ao procurar por um novo roteador, é comum se deparar com a expressão dual-band. No segmento de roteadores Wi-Fi, ela diz respeito a equipamentos que são capazes de transmitir os dados nas frequências de 2,4 e 5 GHz.

Normalmente, os modelos com estas características são do segmento intermediário ou avançado, uma vez que tendem a ser roteadores com suporte à conexão Gigabit, para bandas acima dos 100 Mb/s. Enquanto a frequência de 2,4 GHz oferece um sinal mais forte e de maior alcance, a frequência de 5 GHz oferece mais velocidade de transmissão ao custo de um alcance menor.

D-Link ‎DIR-X5460 é um roteador Dual Band — Foto: Reproduçãp/Amazon

3. DDR e GDDR, qual a diferença?

DDR e GDDR são termos associados a memórias. DDR, ou Double Date Rate, corresponde às memórias RAM de PCs e notebooks, e atualmente o padrão é o DDR4, mas é iminente a chegada dos novos módulos DDR5. Ainda existem diversos equipamentos mais antigos que ainda contam com memórias RAM DDR3.

GDDR, ou Graphics Doble Date Rate, por sua vez, é uma nomenclatura utilizada nas memórias de GPUs, que são as placas de vídeo. As memórias GDDR tendem a ser mais velozes que as memórias DDR, e atualmente as placas modernas utilizam o padrão GDDR6 e GDDR6X, sendo ainda muito comum encontrar placas de vídeo um pouco mais antigas que utilizam o padrão GDDR5.

Módulo de memória RAM para desktop — Foto: Reprodução/Pond5

4. FSR, Ray-Tracing e DLSS

Ainda no segmento de placas de vídeo, um termo que tem se tornado tendência é o Ray Tracing, que por sua vez, é uma técnica que aprimora a iluminação em gráficos 3D a fim de trazer mais realismo para as imagens. A tecnologia foi introduzida no mercado com as placas da linha RTX da Nvidia, mas também já está presente em soluções da concorrente AMD, inclusive em consoles modernos como PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X.

Outra tecnologia que chegou com a linha RTX foi o DLSS, que utiliza aprendizado de máquina ou machine learning para realizar o upscaling (aumento da escala) de imagens em resoluções mais baixas. Isso acontece para entregar um melhor resultado visual em resoluções mais altas. Mais tarde, a AMD desenvolveu uma tecnologia similar, o FSR (Fidelity Super Resolution) que, assim como DLSS da Nvidia, promete aumentar o desempenho em jogos realizando o escalonamento das imagens de maneira inteligente.

Demonstração da tecnologia de Ray Tracing em tempo real, exclusiva das placas RTX — Foto: Divulgação/Nvidia

5. FPS (Framerate), Hz e taxa de atualização (ms)

FPS (frames per second), quer dizer o quanto de quadros o computador é capaz de gerar por segundo. Quanto mais quadros, melhor serão a fluidez e o desempenho do sistema. Idealmente, jogadores buscam um frame rate de, no mínimo, 60 quadros.

O frame rate, por sua vez, está diretamente relacionado aos Hz do display — ou seja, para reproduzir 60 quadros por segundo (60 FPS), o display precisa de ao menos 60 Hz. Um monitor ou tela de laptop comum tem 60 Hz, tendo ainda soluções intermediárias de 75 Hz e opções avançadas de 144, 165 e 240 Hz. Vale destacar ainda que, quanto maior a frequência do display (Hz), menor tende a ser o tempo de resposta em ms (milissegundos).

Red Magic apresenta tela com taxa de atualização de 144 Hz — Foto: Divulgação/Nubia

6. V-Sync e Tearing

V-Sync é uma tecnologia conhecida como sincronização vertical, que visa a equilibrar o número de quadros (FPS) gerados com o número de quadros exibidos. Desse modo, a tecnologia limita a geração de quadros à capacidade em Hz do display, para assim inibir problemas como o Tearing.

O Tearing por sua vez, é um problema de quebra na imagem, que ocorre quando um quadro não é gerado de modo sincronizado, criando assim uma imagem partida no display. O problema é mais comum em jogos, principalmente quando o hardware não atende as especificações recomendadas para um game.

Tearing é como um "rasgo" na imagem — Foto: Divulgação/AMD

7. DPI nos mouses

DPI é uma medida que define a resolução de um mouse ou dots per inch (pontos por polegada). De certa forma, quanto mais DPI em um mouse, maior será a precisão dele, uma vez que o equipamento com DPI elevado é capaz de detectar qualquer mínima movimentação por parte do usuário.

Desse modo, principalmente o público gamer procura modelos com DPI mais alto e mouses que permitem o ajuste de DPI. Isso permite que o usuário encontre a melhor resolução de acordo com seu perfil, game ou aplicação.

Corsair Harpoon RGB Pro tem velocidade de 12.000 DPI e vida útil de 20 milhões de cliques — Foto: Divulgação/Corsair

8. Clock, underclock e overclock

Clock é uma definição que estabelece um ciclo ou período de tempo para diversos componentes, como processador, memórias e GPU. De maneira simples, quanto maior o clock, mais operações o componente é capaz de realizar em um determinado período de tempo. Isso acarreta em um consumo maior de energia e maior aquecimento do componente.

Para inibir o superaquecimento, é possível realizar o underclock, que faz com que um determinado componente opere com um clock mais baixo — perdendo desempenho, mas tendo um aquecimento menor. Por outro lado, quando existe a necessidade de extrair o máximo de um componente, é possível realizar o overclock, que é o recurso de configurar o clock para o máximo suportado pelo componente — o que por sua vez requer conhecimento, pode acarretar em uma menor vida útil e vai requerer uma solução térmica aprimorada para contornar o possível superaquecimento do componente.

App monitora as atividades de GPU e permite fazer overclock — Foto: Divulgação/MSI

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