Wearables
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Por Danilo Paulo de Oliveira, para o TechTudo

Reprodução/CBN News

“O Apple Watch verdadeiramente salvou a minha vida.” É desta maneira que a americana Kim Durkee descreve a importância do smartwatch na descoberta de um tumor mortal. Havia risco de vida caso o relógio não tivesse detectado uma irregularidade nos batimentos cardíacos que fez a mulher de 67 anos procurar atendimento médico especializado. O caso aconteceu no estado do Maine (Estados Unidos). A senhora conta que foi procurada por muitos amigos e conhecidos que, devido à história dela, foram convencidos a adquirir o wearable.

A situação de Kim foi noticiada inicialmente pela CBS News e logo ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana. O Apple Watch – que conta com um sensor de eletrocardiograma (ECG) – foi adquirido pela americana porque ela gostaria de monitorar exercícios físicos e convocar ajuda de emergência em caso de acidentes, como quedas.

Apple Watch de Kim Durkee ostenta um wallpaper da Minnie Mouse — Foto: Reprodução/CBS News

Como ocorreu a detecção do sintoma

Kim Durkee relata que foi surpreendida por notificações do Apple Watch alertando sobre fibrilação atrial (Afib) durante duas noites seguidas, ainda no mês de maio. A princípio, a senhora não deu muita importância aos avisos do relógio e até considerou a possibilidade de que o modelo estivesse com algum defeito. Foi apenas na terceira noite que ela decidiu buscar ajuda médica.

A mulher foi para uma emergência, onde foi prontamente informada pelos médicos de que os avisos do Apple Watch não estavam equivocados. A explicação para a irregularidade no coração de Durkee era a existência de um tumor raro e de rápido crescimento, conhecido como mixoma atrial. A doença é mais comum em pessoas do sexo feminino com faixa etária superior aos 50 anos.

Vários apps no Apple Watch 5 — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

A cirurgia e a recuperação

Os médicos encaminharam a paciente ao Hospital Geral de Massachusetts para a remoção do tumor de quatro centímetros. A cirurgia de cinco horas ocorreu em 27 de junho. Não fosse o relógio, o diagnóstico de Kim Durkee poderia ser tardio, já que ela não apresentava qualquer outro sintoma ou desconforto, a não ser a fibrilação atrial.

A mulher passou 11 dias no hospital até receber alta e poder ir para casa. Kim conta que ainda precisa de uma longa recuperação devido à delicadeza do procedimento. “Eu me considero muito sortuda por estar aqui falando com você”, declarou a mulher de forma emocionada a um jornalista americano.

Não é a primeira vez que o Apple Watch ajuda a salvar vidas. No ano passado, o TechTudo noticiou o caso de um homem de 78 anos que sofreu um acidente doméstico e foi salvo graças à tecnologia de detecção de quedas do Apple Watch.

Com informações da CBS News

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