Celular
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Por Katarina Bandeira, para o TechTudo

Divulgação/Cirotta

Ex-integrantes das Forças Armadas de Israel inventaram uma capa anti-espionagem para celular que vai além da proteção contra pancadas: ela também é eficaz contra ataques cibernéticos. A empresa Cirottta anunciou ter criado um case capaz de proteger os aparelhos de invasões que comprometeriam a privacidade dos dados do usuário, transformando capinhas de smartphones em dispositivos de segurança eletrônica. Cada item da linha Athena custa entre US$ 220 e US$ 250, o que dá entre R$ 1.160 a R$ 1.310 em conversão direta.

Por enquanto, apenas iPhone 12 Pro e iPhone 13 Pro são compatíveis com as capinhas que protegem contra ataques hackers. As versões para smartphones Android devem começar a ser vendidas no começo de 2023, inicialmente apenas para o Galaxy S22 .

Capa de celular desenvolvida pela Cirotta para iPhone — Foto: Divulgação/Cirotta

Como funciona

Os criadores da capa anti-vigilância, Shlomi Erez e Eran Erez, inventaram o dispositivo para atender à demanda de profissionais que trabalham com segurança, como militares, guarda-costas, funcionários do governo, pessoas VIPs e executivos que precisam de proteção séria contra esse tipo de invasão.

A primeira parte da proteção está na própria estrutura da capinha de celular. Ao acoplar a carcaça no aparelho, basta deslizar a trava da capa para bloquear todas as câmeras do dispositivo móvel, impedindo que hackers usem as lentes do telefone para espionar o ambiente. Além disso, a Athena pode impedir gravações indesejadas de áudio ou vídeo, sem usar nenhuma das portas do telefone, apenas vedando as entradas.

O rastreamento de conversas e chamadas não autorizadas também poderá ser impedido pela capa, que usa algoritmos de segurança especializados para contornar o sistema de filtragem de ruído ativo do telefone. A Cirotta também garante impedir hacks do sistema operacional e varredura de dados quando o aparelho estiver ligado, uma vez que, as capinhas também podem anular conexões Wi-Fi e Bluetooth detectáveis ​​e neutralizar as comunicações via NFC.

Capinhas anti-hacker Athena têm sua própria CPU, bateria e sistema de memória — Foto: Divulgação/Cirotta

Os dispositivos têm sua própria CPU, bateria e sistema de memória. No esqueleto do molde há uma porta USB-C separada para carregamento, que não fica no mesmo local da entrada Lightning, usada no iPhone. Dessa forma, é possível carregar os dois dispositivos sem precisar separá-los A capa para celular também promete funcionar por cerca de 18 horas, antes de precisar de uma nova carga.

Por fim, para que o case de celular atenda as demandas futuras, a empresa oferece configurações personalizadas. Clientes poderão, por exemplo, bloquear a ameaça do uso externo do microfone e substituir o sistema de posicionamento global (navegação via GPS) para impedir que o espião descubra a localização do usuário.

Capinhas anti-hacker Athena universal criadas pela Cirotta — Foto: Divulgação/Cirotta

Tipos de capinhas

As capas anti-espionagem serão vendidas em dois modelos, divididos nas categorias Gold e Silver (ouro e prata). A versão Silver utiliza mecanismos físicos de bloqueio de microfone e câmera dos aparelhos e já pode ser adquirida por consumidores interessados. Por sua vez, a Athena Gold ainda está em desenvolvimento e deverá proteger o Wi-Fi, o GPS e o Bluetooth do celular. A Cirotta também está trabalhando em outro modelo, universal, que deverá ser vendido a partir de agosto.

No caso da versão feita para atender a todos os tipos de celular, será disponibilizada também a categoria bronze, que bloquearia apenas a câmera do telefone. Os modelos são mais robustos que os feitos para iPhone e também incluem uma chave – que tranca a capa no aparelho – e uma bateria que promete até 30 horas de uso sem necessidade de carregamento.

As capas são independentes, ou seja, não precisam do smartphone para funcionar, assim como não funcionam em conjunto com aplicativos, uma proteção extra para garantir que não sejam hackeadas, caso acha algum malware instalado no smartphone.

Com informações de Venture Beat e Cirotta

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