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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Divulgação/AMD

FSR 2.0 é a nova versão da tecnologia de reconstrução de imagem da AMD. De código aberto e compatível não só com Radeons, mas também com placas de vídeo de outras marcas, a solução de segunda geração da AMD pode representar ganhos de até 67% no aumento de resolução em jogos. Ela ainda promete maior performance e preservação da qualidade de imagem, corrigindo críticas ao FSR de primeira geração.

A tecnologia, que já se encontra disponível a desenvolvedores, é uma opção de upscaling entre várias disponíveis atualmente. Abaixo, você vai entender melhor como o FSR funciona, as diferenças para a primeira geração do recurso e como ela se compara com o DLSS e o prometido XeSS da Intel.

Nova geração do FSR também funciona com placas de Intel e Nvidia — Foto: Divulgação/MSI

O que é FSR?

FSR, ou FidelityFX Super Resolution, é uma técnica de upscaling de imagem voltada para games desenvolvida pela AMD. Assim como outros métodos de upscaling, a ideia aqui é reconstruir um frame de um game para que ele apareça na tela com uma resolução superior àquela em que ele foi renderizado pela placa de vídeo.

Dessa forma, você pode rodar um game em aparente 4K enquanto, na verdade, sua placa gráfica executa o trabalho bruto necessário para sintetizar as cenas como se você estivesse jogando em Full HD. Isso libera recursos da GPU, garante performance mais estável e pode contribuir para uma qualidade maior de imagem.

Como o FSR funciona?

FSR 2.0 realiza upscaling usando informações de frames anteriores — Foto: Divulgação/AMD

Existem vários métodos de reconstrução de imagem disponíveis para desenvolvedores de games na atualidade. O FSR está entre os mais acessíveis em termos de hardware, funcionando por meio de algoritmos que visam a proporcionar um resultado final da imagem em resoluções mais altas.

Essa reconstrução captura a cena criada pela placa em uma resolução mais baixa e a reconstrói em uma resolução mais alta. Nesse processo, as informações relacionadas aos últimos frames são armazenadas na memória e utilizadas para instruir melhor o FSR 2.0, mostrando como a imagem aumentada na tela deve parecer.

Esses dados permitem que a tecnologia faça o upscaling sem grandes prejuízos de detalhes finos, que costumam ser descaracterizados em processos de upscaling mais brutos e menos sofisticados. Um exemplo desses problemas aparece, inclusive, em implementações do FSR 1.0, em que a reconstrução de imagem não tinha essa característica de aproveitar frames anteriores.

Diferenças entre FSR 1.0 e 2.0

FSR de primeira geração tinha limitações e foi alvo de críticas por conta da perda de qualidade em alguns games — Foto: Divulgação/AMD

Quando apareceu, o FSR acabou sendo alvo de críticas porque não tinha a capacidade de competir com o DLSS, tecnologia de upscaling por IA da Nvidia, que virou referência no mercado.

O FSR de primeira geração realizava o aumento da imagem final por meio de uma técnica menos sofisticada. Nela, a imagem final era aumentada sem prestar muita atenção a cada pixel. Em alguns casos, detalhes finos, traços em bordas, contornos de objetos e texturas com preenchimento mais granular acabavam perdendo qualidade na comparação com a renderização nativa tradicional.

O FSR 2.0 corrige a limitação com o uso das informações citadas anteriormente, que registram corretamente dados relacionados a cada pixel para que detalhes mais finos sejam preservados na imagem final.

Como se compara ao DLSS e XeSS

A técnica da AMD não é a única no mercado visando a permitir o upscaling eficiente de games. Entretanto, a solução da AMD investe em uma abordagem que difere bastante daquilo que Nvidia e Intel oferecem em DLSS e XeSS, respectivamente.

DLSS da Nvidia usa inteligência artificial para fazer upscaling — Foto: Divulgação/Nvidia

DLSS e XeSS usam inteligência artificial como um dos elementos para realizar o upscaling. Os recursos de Nvidia e Intel são treinados com imagens específicas de cada game para reconhecer detalhes próprios do estilo visual de cada produção. Isso torna a placa gráfica melhor capacitada para reconhecer traços e detalhes finos e preservá-los no aumento da imagem.

O FSR 2.0 não tem nenhuma capacidade de inteligência artificial e faz todo o processo usando algoritmos convencionais. A opção da AMD tem a desvantagem de abrir mão da sofisticação do aprendizado de máquina, que tem feito grande sucesso no DLSS. Por outro lado, ao contrário da técnica da Nvidia, a tecnologia da AMD não depende de hardware específico.

Você pode tirar proveito do FSR em placas gráficas da AMD de várias gerações, mas também poderá usar o recurso se jogar com uma GeForce ou mesmo uma placa de vídeo da Intel. A técnica da AMD também é compatível com consoles e, de código aberto, pode ser implementada por qualquer desenvolvedor em seu game sem custos adicionais e limitações de acesso — o DLSS, no entanto, só roda em GeForces RTX.

Com informações de AMD, PC GamesN e Tom’s Hardware

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