Sistemas Operacionais
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Por Maya Abreu, do home office


O iOS 16 contará com uma função avançada de cibersegurança: o Lockdown Mode, modo voltado para evitar eventuais ataques hacker direcionados no iPhone. A novidade foi anunciada na última quarta-feira (6) pela Apple, e chegará também para as novas versões do iPadOS e macOS. O recurso foi pensado para usuários que possam ser alvos de ciberataques graves (em especial, spywares) e que precisem dessa camada extra de proteção para manter sua segurança digital - como jornalistas e ativistas ambientais, por exemplo.

O modo de Lockdown foi desenvolvido após uma empresa israelita, a NSO Group, criar em 2019 um spyware conhecido como Pegasus - que, além de disseminar malwares via WhatsApp, explorava brechas dos sistemas operacionais da Apple para invadir celulares remotamente. Assim, sem precisar ter contato com os smartphones, esse spyware conseguia acessar mensagens, ligações e até mesmo a câmera dos dispositivos. A brecha encontrada inicialmente, segundo o portal britânico The Guardian, estava presente no iMessage, mensageiro oficial do iOS.

iPhone ganhará recurso extra de proteção com modo de Lockdown; entenda mais — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

De acordo com o que foi divulgado pela Apple até o momento, com o modo de Lockdown ativado, o funcionamento do celular ficará limitado. Nas mensagens, por exemplo, os anexos recebidos serão bloqueados automaticamente enquanto a função estiver ativa, e o preview de links será desabilitado. Ligações que não tenham sido iniciadas pelo usuário também terão bloqueio automático, e não será possível conectar o iPhone ao PC e/ou outros acessórios via cabo caso ele esteja bloqueado. Além disso, segundo explicado pela Apple em seu comunicado oficial, serão adicionadas outras proteções ao modo no decorrer do tempo.

Vale mencionar que, na prática, o recurso de Lockdown não deve ser amplamente utilizado pelos usuários. Isso porque, como explicado anteriormente, o modo é uma camada adicional e extrema de segurança, voltada para ciberataques avançados - o que, em geral, é uma prática que mantém alvos específicos, como ativistas de direitos humanos e/ou ambientais. A ideia da função, então, é aumentar a segurança digital desse tipo de público.

"Embora a grande maioria dos usuários nunca seja vítima de ataques cibernéticos altamente direcionados, nós [da Apple] trabalharemos incansavelmente para proteger o pequeno número de usuários que são", explicou o Chefe de Engenharia e Arquitetura de Segurança da Apple, Ivan Krstić. "Isso inclui continuar projetando defesas especificamente para esses usuários, bem como apoiar pesquisadores e organizações ao redor do mundo que estejam fazendo o trabalho importante de expor empresas que criem esses ataques virtuais."

Além do novo modo de Lockdown, a Apple anunciou também que doará US$ 10 milhões (cerca de R$ 53 milhões, em conversão direta) a grupos e organizações que investiguem e expõem malwares, spywares e outros tipos de ataques hacker com natureza direcionada. Assim como o iOS 16, a função não tem data de lançamento oficial prevista, mas deve chegar aos celulares iPhone já na primeira versão do sistema operacional.

Com informações de The Guardian, The Verge e Apple

Veja ainda: Saiba todos os recursos do iOS 16, novo sistema operacional do iPhone

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