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18/02/2011 15h34 - Atualizado em 14/07/2011 07h02

E a revolução do Egito também foi transmitida pelo Twitter

 Alessandro Iglesias
por
Para o TechTudo

? (Foto: Divulgação)A revolução egípcia pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Em 11 de fevereiro de 2011, enquanto a população do Egito - e do mundo - assistia a saída do então presidente Hosni Mubarak do poder, o aluno do curso de PhD em Análise de Redes Dinâmicas do Departamento de Informática da Universidade de Turin, André Panisson, observava como a notícia era moldada em tempo real através das mensagens enviados pelo Twitter

Na hora seguinte, Panisson percebeu que cada tweet e retweet formavam uma rede gráfica, proporcionando ao estudante a imagem de muito mais que apenas pontos e linhas: ele assistia o fenômeno de forma dinâmica, com a mesma empolgação de quem assiste imagens transmitidas pela CNN.

Ligando os pontinhos

Cada ponto formado no gráfico corresponde a um usuário que twittou uma mensagem com a hashtag #jan25, marcação que relacionava a mensagem ao conflito. A cada retweet dado por outro usuário, o software desenvolvido por Panisson traçava uma linha que ligava os tweets e adicionava um movimento à imagem.

? (Foto: Divulgação)O início da revolução pelo Twitter (Foto: Divulgação)

A magia desta análise começa ao notarmos como outrora aparentemente desconexas mensagens começaram a se integrar, até formarem uma grande rede de protesto, como é possível se ver nesta imagem à esquerda do texto.

Obviamente, após a renúncia, os tweets começaram a se multiplicar viralmente. E, ao longo da próxima hora, o gráfico cresceram de forma explosiva diante dos olhos de Panisson, como se fossem microorganismos em uma placa de Petri: "Foi muito interessante ver, em tempo real, como o movimento na Praça Tahrir transformou-se em uma festa de atividade no Twitter", comentou Panisson em sua página no microblog. "Foi como se estivesse sendo coberto em tempo real um grande evento, que também estava acontecendo no mundo virtual do Twitter", disse.

Curiosidades

Panisson usou para processamento e visualização dos dados o programa Gephi Graph Streaming, usando informações recebidas a partir da API do Twitter. A hashtag #jan25 foi escolhida por Panisson quase por acidente. Ele chegou a ela ao perceber que era muito postada e que apenas 10% do fenômeno foi registrado pelo software.

Agora André Panisson quer acessar o volume total de dados gerados para refazer o efeito e registro no Gephi. Mas, até lá, e por enquanto, as imagens formadas e capturadas pelo estudante, mesmo em proporções menores, ainda dizem muito sobre aquele dia histórico no Egito.

Veja o vídeo:

Via Fastcodesign

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